CORAGEM! LONGA DOCUMENTAL
SOBRE DOM PAULO EVARISTO ARNS.
Assisti ao longa documental dirigido pelo jornalista
RICARDO CARVALHO……… Assisti a este filme sabendo que
me depararia com um documentário bem convencional.
Mas ele superou todas as minhas expectativas. É convencional demais.
Chamá-lo de televisivo é pensar em nossa TV dos anos 1950. O formato
é engessado demais, meio radiofônico, meio TV à moda antiga. PAULO BETTI
faz a narração em off, com sua bela voz e excelente pronuncia (CASSALDALIGA,
para marcar a origem espanhola de Dom Casaldaliga, etc), mas tudo no filme parece antigo demais. E por que seguimos assistindo? Porque a trajetória de
DOM ARNS ē cativante. Não sabia que tinha vendido um palácio episcopal por US$5 milhões e usado o dinheiro para construir paróquias nas periferias paulistanas. O filme registra satisfatoriamente a participação do cardeal na denuncia da tragédia que vitimou
VLADO HERZOG, assassinado pelos esquadrões repressivos da ditadura
militar… Mas o que mais me mobilizou no longa documental
foi a participação do professor da PUC-SP, FERNANDO ALTEMEYER. Que figuraça, que depoimento carismático e original. Amigo de PADRE JULIO LANCELOTTI, protetor das gentes das ruas, ALTEMEYER abandonou a batina de franciscano e tornou-se
teólogo. Fez doutorado na PUC paulistana justo sobre o
povo da rua, o LUMPEN (nao o lumpen proletariado, o LUMPEN
mesmo, aqueles deserdados de tudo, que nao influem nas forças
produtivas). Discípulo de DOM ARNS, ALTEMEYER tornou-se professor da PUC. Fiquei interessada na tese dele. E o Padre Júlio Lancellotti deu uma de jeanclaudebernardet: ao invés de prestar homenagens e tributos retóricos a DOM ARNS, mostrou, em imagens, o que aprendeu com o cardeal: a defender os sem-teto, sem-comida, sem-nada. O
filme se justifica por ALTEMEYER E LANCELLOTTI. E claro, por nos reencontrarmos
com parte da trajetória do catarinense EVARISTO, filho de alemães, que
abraçou o sacerdócio. Que fique registrado: sou atéia. ****Confiram
CORAGEM! Apesar de sua estrutura por demais antiga..

PREMIOS FENIX 2017 –
OS MELHORES DO
CINEMA IBERO-AMERICANO (MEXICO)

AMIGOS:

com imenso atraso, aqui de Araxá-MG, encontro tempo para conferir, com quase vinte dias de atraso, a lista dos vencedores dos PREMIOS FENIX, entregues na Cidade do México, no começo deste mês de dezembro: o grande vencedor foi UMA MULHER FANTASTICA, do Chile: além de melhor filme, ganhou melhor direção e melhor atriz, a trans DANIELA VEGA. O segundo filme mais premiado foi o espanhol, falado em inglês, A MONSTER CALL (Sete Minutos Depois da Maia-Noite): Prêmio dos Exibidores, direção de arte (para o mexicano Eugenio Caballero), melhor som (para Peter Glossop e Oriol Tarragó). O melhor ator foi o argentino Oscar Martinez, por O CANDIDATO ILUSTRE. O documentário A LIBERDADE DO DIABO (ver abaixo) derrotou quatro concorrentes, entre eles o imperdível NO INTENSO AGORA, de Joao Moreira Salles. O doc mexicano ganhou como melhor filme e melhor fotografia (de María Secco). A parte lusitana do mundo ibérico recebeu apenas dois premios: melhor montagem (Claudia Oliveira, Luísa Homem e Luiz Edgard Feld) para A FABRICA DO NADA, de Portugal , e melhor figurino, para Rô Nascimento, para nosso drama histórico JOAQUIM. Foram entregues premios especiais pela trajetória a NORMA ALEANDRO, da Argentina, e a ISAAC LEÓN FRIAS. Na categoria TV os premiados foram NARCOS 2 (melhor drama e melhor elenco) e CLUB DE CUERVOS (melhor comedia). O FENIX é entregue anualmente por criticos e pesquisadores mexicanos, reunidos na associacao CINEMA23 e apoiados por criticos e pesquisadores de todos os países do mundo IBERO-AMERICANO.

Enviado do Ipad de Rosário