CORPO DE FERNANDO DUARTE
SERÁ VELADO NO CINE BRASÍLIA

Amigos poderão se despedir
do grande diretor de fotografia de tantos
filmes brasileiros entre as 10h00 e as 13h00 dessa sexta-feira, dia 27 de janeiro.

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

O Brasil perdeu nesta terça-feira, dia 24 de janeiro de 2023, um dos grandes inventores da imagem que o cinema brasileiro imprime hoje na tela. O fotógrafo Fernando Duarte, mestre de toda uma geração de diretores de fotografia no País, faleceu aos 88 anos, em Brasília, devido a complicações pulmonares. O Cine Brasília, conhecido como “a casa do cinema brasileiro”, acolhe o velório deste artista fundamental do cinema nacional, na sexta-feira, dia 27, entre as 10h e as 13h.
Para o Secretário de Cultura e Economia Criativa do GDF, Bartolomeu Rodrigues, a partida do mestre deixará uma lacuna no segmento cinematográfico: “um dos maiores nomes da fotografia no cinema brasileiro, Fernando Duarte fará muita falta, principalmente nesta era de retomada da produção nacional”, lamenta. Sara Rocha, diretora geral do projeto de gestão compartilhada do Cine Brasília e neta de Glauber Rocha, reafirma a importância de homenagear o fotógrafo, na sala de cinema que ele ajudou a consagrar com seu trabalho: “Fernando trabalhou com Glauber no curta “Maranhão 66” e em nome da família e do Cine Brasília ficamos honrados em prestar uma merecida homenagem a esse grande artista de Brasília e do Brasil”.
GÊNIO DA LUZ – Fernando Duarte foi um gênio da luz, um mestre da fotografia fixa, um dos responsáveis pelas características visuais do Cinema Novo e pelas imagens que afirmaram o cinema brasileiro que se seguiu. O fotógrafo gostava de trabalhar com a luz natural e sabia explorar os contrastes fortes. Carioca nascido em 1937, com passagens pelo jornalismo e pela Cinemateca do MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, radicou-se em Brasília em 1968, para onde veio lecionar no recém-criado Curso de Cinema da Universidade de Brasília, ao lado do documentarista Vladimir Carvalho, com quem codirigiu “VESTIBULAR 70”.
O grande fotógrafo iniciou a carreira como assistente de Câmera em três episódios do clássico “CINCO VEZES FAVELA”, de 1962. No ano seguinte, estreou como diretor de fotografia em “GANGA ZUMBA, O REI DOS PALMARES”, de Carlos Diegues. Seguiram-se outras dezenas de filmes, entre curtas e longas-metragens, muitos deles icônicos.
Fernando Duarte assinou a direção de fotografia de clássicos como “MARANHÃO 66” (1966), de Glauber Rocha; “OS DOCES BÁRBAROS” (1976), de Jom Tob Azulay; da primeira fase “CABRA MARCADO PARA MORRER”, de Eduardo Coutinho (1964/1984); “BARRA PESADA” (1977), de Reginaldo Faria; “LUZ DEL FUEGO” (1981), de David Neves (com o qual conquistou o Kikito de Melhor Fotografia no Festival de Gramado de 1982); “A DANÇA DOS BONECOS” (1986), de Helvécio Ratton; “TERRA PARA ROSE” (1987), de Tetê Moraes; “A TERCEIRA MARGEM DO RIO” (1983), de Nelson Pereira dos Santos; “CONTERRÂNEOS VELHOS DE GUERRA” (1993), de Vladimir Carvalho; “GLAUBER, O FILME – LABIRINTO DO BRASIL” (2003), de Sílvio Tendler; até o mais recente “O AMIGO INVISÍVEL” (2006), de Maria Letícia.
Ainda este ano chegará aos cinemas ELIS & TOM, registro em imagens de Fernando Duarte da gravação do famoso elepê produzido em estúdio nos EUA. Longa documental dirigido por Roberto Oliveira e Jom Tob Azulay, Prêmio da Critica na 46a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. >
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