ENCONTRO DE CINEMA NEGRO
ZÓZIMO BULBUL COMEMORA 15 ANOS

REPRESENTATIVIDADE FEMININA, SESSÕES QUEER, ATIVIDADES FORMATIVAS, DEBATES E PITCHING

Por Alessandra Costa
DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

O Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul completa 15 anos. A Mostra vai de 18 a 24 de outubro e contará com 150 filmes, dos quais 112 são nacionais e 38 internacionais, sendo 59 dirigidos por mulheres e 10 por pessoas queer. Serão 52 filmes realizados por cariocas. Além disso, teremos Atividades Formativas, Lançamento do livro “Empoderadas Narrativas Incontidas do Audiovisual Brasileiro”, de Renata Martins, Master Class, Debates e Pitching.
Dentre os filmes internacionais, serão exibidos
. o filme “The Gravedigger’s Wife”, vencedor do Etalon D’Or, maior prêmio de ficção do Fespaco (Festival Pan-Africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou) e indicado ao Oscar
. “Garderie Nocturne”, de Burkina Faso, vencedor do maior prêmio de documentários do Fespaco
. o jamaicano “Jonkonnu Nunca Morre”, que recebeu menção honrosa no Short Cannes.
. o nigeriano “Egungun (Masquerade)”, dirigido pela cineasta Olive Nwosu, selecionado para o African Film Festival New York e para o Programa de Curtas do festival Sundance.

Programação:

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ENCONTRO DE CINEMA NEGRO ZÓZIMO BULBUL CHEGA AOS 15 ANOS

De olhos e câmeras voltados para os próximos 15 anos, a maior janela negra cinematográfica da América Latina celebra a luta e a trajetória de importantes nomes que passaram pelo evento. É a exaltação do artista preto como protagonista nas telas e da sua própria vida.

Memória, incentivo, visibilidade. Essas são as propostas do Encontro de Cinema Negro, que chega aos 15 anos de resistência, com determinação, criatividade e resiliência, divulgando a produção de filmes de artistas pretos. Criado pelo saudoso diretor e ator Zózimo Bulbul, o evento comemora os 15 anos já de olhos – e câmeras – voltados para os próximos 15. De 18 a 24 de outubro, as telas do Cine Odeon, CCJF, Estação Net Rio e Estação Botafogo receberão 150 filmes, entre longas, médias e curtas, nacionais e internacionais de diversos eixos narrativos.

Serão filmes com temáticas Queer, Masculinidades Negras, Olhares sobre infâncias negras e Meio Ambiente & Subjetividades, entre outros, dos quais 46 dos selecionados foram dirigidos por mulheres, 79 obras cinematográficas do sudeste, sendo 52 realizados por cariocas, e 10 filmes dirigidos por pessoas queer, além de Atividades formativas, Lançamento do livro “Empoderadas Narrativas Incontidas do Audiovisual Brasileiro”, de Renata Martins, Master Class, Debates e Pitching.

Dentre os filmes internacionais, estão “The Gravedigger’s Wife”, indicado ao Oscar e vencedor do maior prêmio de ficção do FESPACO (Festival Pan-Africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou) e “Garderie Nocturne”, vencedor do maior prêmio de documentários do FESPACO. Também será exibido o filme jamaicano “Jonkonnu Nunca Morre”, que recebeu menção honrosa no Short Cannes. A programação abre caminhos às potências diversas desenvolvidas no cinema negro contemporâneo, com salas de exibição de tema livre.
“Os 15 anos do Encontro de Cinema Negro serão uma grande celebração, mas principalmente a divulgação de uma ação política, que demonstra o êxito de resistência e luta desde sua criação por Zózimo Bulbul, que fez do Encontro de Cinema Negro um projeto de vida orgânico que nasceu naturalmente. São 15 anos para atrás e 15 para frente, o que chamo de olhar para fora, pois ainda não se sabe o que nos aguarda nos próximos anos. Este evento é fruto de muitas conquistas, mas também de muitas frustrações em decorrência da invisibilidade da cultura negra na sociedade brasileira e da falta de espaço para o protagonismo negro em todos os segmentos do audiovisual, gerados pelo racismo estrutural que ainda vivemos em nosso país”, observa Biza Vianna.
O Encontro do Cinema Negro tem por finalidade a promoção da cultura afro-brasileira e de seus artistas, além de elaborar projetos e ações que visem à realização permanente de atividades culturais. Seu foco é a valorização das produções cinematográficas brasileira, africana e caribenha, como um ato social de transmissão de sabedoria, formação técnica e artística, profissionalização e inclusão no mercado de trabalho.

Um pouco mais sobre Zózimo Bulbul — Iniciou sua carreira em meados dos anos 1960, Zózimo Bulbul, despontou como ator nos anos áureos do Cinema Novo, tendo atuado em filmes muito importantes na história do Cinema Brasileiro e trabalhado com grandes diretores, como Glauber Rocha, Leon Hirszman, Cacá Diegues e Antunes Filho. Zózimo trabalhou em aproximadamente 30 filmes como ator e foi o primeiro protagonista negro de uma novela brasileira, fazendo par romântico com Leila Diniz em “Vidas em conflito”, de 1969, na extinta TV Excelsior. Insatisfeito com a condição reservada aos negros nas telas decidiu escrever e dirigir seus próprios filmes. Em 1974, dirigiu o curta-metragem em preto e branco “Alma no olho”, considerado uma das melhores obras da cinematografia afrodescendente. Em 1988, lançou o longa-metragem “Abolição”, que propunha uma reflexão crítica sobre a então comemoração dos 100 anos da abolição da escravatura. Dirigiu também inúmeros curtas, sempre com um olhar para o negro na sociedade brasileira: “Aniceto do Império” (1981), “Samba no trem” (2000), “Pequena África” (2002), entre outros.