FELLINI (HOJE, 19h00) + CINE UNIÃO + REVISTA DE CINEMA (COMÉDIAS BRASILEIRAS, FASSBINDER, CURTA KINOFORUM) + PESQUISA (JORNAL DA USP): quem são os 12% do nucleo duro de apoio ao atual presidente

*******CINE UNIÃO
(COROMANDEL-MG): MAIS UM CINEMA EM ESTADO AGÔNICO

+ REVISTA DE CINEMA (COMEDIA BRASILEIRA, CINEBIOGRAFIA DE FASSBINDER, CURTA KINOFORUM) + ECOFALANTE (LIVE “CINEMA E TERRITORIO URBANO”) + NOVO LIVRO DE MARCELO IKEDA (ANCINE 20) + NOVO ROMANCE DE CARLOS MARCELO (“OS PLANOS”) + PESQUISA (JORNAL DA USP): quem são os 12% do núcleo duro de apoio a bolsonaro???

ALMANAKITO BREVE:

***COMÉDIA — Cinema Brasileiro: os filmes mais
lembrados pelo público – Na Revista de Cinema
http://revistadecinema.com.br/2021/08/cinema-brasileiro-os-mais-lembrados/

+++ ZANIN FALA
SOBRE FELLINI, hoje, ON-LINE,
Atvidade do TEATRO DENOY OLIVEIRA (CPC-UMES): 19hOO

* PESQUISA USP
sobre quem são os 12% do nucleo
duro de apoio a bolsonaro. Jornal da USP

*****CINE UNIÃO:
um centro cultural multiuso???

*****CINE UNIÃO (COROMANDEL-MG) – Um pedaço da minha vida se esvaiu quando vi — no “face” da jornalista, minha conterrânea, Maria Antonieta Goulart — essas fotos do Cine União. Elas são de autoria de CÂNDIDA AMARAL. Toda imagem de cinema fechado (e em péssimo estado de conservação) dói fundo em mim. Mas o Cine União dói em dobro, pois ele foi construído por dois irmãos, Geraldo & Caetano, o primeiro meu pai e o segundo meu tio. Foi inagurado em 1957, depois de “consumir 125 mil tijolos”, segundo me contou o senhor Geraldo Alberto de Figueiredo, meu pai, em matéria para o jornal “Carabandela”, em 1981. Aí, nesse cinema de 600 lugares, na condição de filha de um dos proprietários, passei minha infância, pré-adolescência e adolescência (mudei com minhas irmãs para Brasília em 1970). Ia ao cinema todos os dias. ****NÃO estou condenando, nem criticando nenhuma administração de minha cidade, que vai comemorar seu centenário em 2023. Os cinemas do interior estão morrendo desde que a TV chegou aos mais profundos rincões de nosso território. Agora, com o streaming (e a pandemia) a situação tornou-se ainda mais grave. Mas temos que fazer alguma coisa. **** TENHO UMA proposta: que tal o empresariado do comércio e das fazendas (agropecuária) contribuir com um fundo para a compra da sala cinematográfica de seu proprietário atual e, assim — com o imóvel repassado para o poder público — a Prefeitura o restauraria, transformando-o em CENTRO CUTURAL MULTIUSO (para teatro, cinema, shows, biblioteca, debates, convenções, etc). Já pensou uma reinauguração no ANO DO CENTENÁRIO DE CO ROMANDEL???!!!!

****Hoje: 19h00:
Live-palestra com Zanin, sobre FELLINI
Promoção: Cine-Teatro Denoy Oliveira (CPC-UMES)

***** Ecofalante discute em LIVE filmes
brasileiros da pesada (com Ivana Bentes,
Carol Oliveira, Janaína Oliveira, Flávia Guerra e Zanin).

https://ecofalante.org.br/debate/mesa-territorios-urbanos-2021

****** NA REVISTA DE CINEMA:
* Comédias brasileiras
. Vencedores do CURTA KINOFORUM
+ CINEBIOGRAFIA DE FASSBINDER + etc

*******NÃO VAMOS PAGAR NADA, com Samantha Schmütz,
baseado em peça do Nobel DARIO FO (dramaturgo peninsular)

****** Assistam ao TUTAMEIA TV com
o militar reformado (e progressista) Marcelo Pimentel. Leiam o artigo
de Cesar Felício, no Valor Economico de 27-08-2021 (sexta-feira)

******* HOJE — NESSA terça,
Cineclube Macunaíma da ABI
debate filme de Joaquim Pedro com um timaço.
Entre eles, Ismail Xavier. 19h30

******* ESPELHO, de Lázaro Ramos, entrevista
MANO BROWN (no Canal BRASIL)

****ARTIGO DE MYRNA BRANDÃO (NO JB):
sobre os 120 anos de Adhemar Gonzaga

*****NESSA QUINTA-FEIRA: Estreia a coprodução Brasil-Paraguai, Bolívia
e Argentina KING KONG EN ASUNCIÓN, de CAMILO CAVALCANTE..

*** CITRONELA DOC, em Ilhabela. Num final de
semana (sexta, 10, sábado, 11 e domingo, 12 de SETEMBRO).

*****CineFantasy 2021 (Ano 12): de 9 a 19 de setembro

******NO CANAL BRASIL: Amir Labaki entrevista
os documentaristas Sérgio Treffaut e Ricardo Calil

******NO JORNAL DA USP:

https://jornal.usp.br/artigos/os-12-do-presidente-em-que-lugar-da-sociedade-habita-o-bolsonarista-convicto/

GALDINO – Um piromaníaco do bem

Por Rosemberg Cariry

Publicado no jornal O Povo, em 25 de agosto de 2021

Mania besta. Desde menino que Galdino trazia esse fascínio pelo fogo, pelo tremular das chamas incitadas pela música do vento. Era amigo dos ferreiros, dos trabalhadores dos fornos de carvão e ajudava nas “brocas”, ateando fogo nos balceiros, no preparo das roças. Cresceu assim, fascinado por uma caixa de fósforos. Depois, já na meia-idade, quando escurecia na pequena Quixará (desligado o “motor da luz”), gostava de acender uma tocha que segurava, à altura do rosto, para alumiar os caminhos do mundo.
Galdino – o piromaníaco da aldeia – sempre foi humilde, nunca foi tentado pela megalomania imperial de Nero e jamais quis tocar fogo na pequena cidade onde morava, quanto mais em um país inteiro. A sua atração pelo fogo tinha limites. Talvez por isso, ando pensando, seriamente, em fazer uma campanha para erguer uma estátua para Galdino: cafuzo, espigado, digno e determinado, com uma tocha na mão, na frente do rosto, à altura dos olhos, para alumiar a
escuridão do mundo. Uma estátua de 18 metros, bem maior e mais importante do que a do genocida Borba Gato
(em São Paulo).

Nada mais justo do que uma estátua de um “doido do bem”, em tempos tão obscuros, onde uma país inteiro é incendiado
pela mediocridade e pelo ódio de neofascistas e de fundamentalistas neopentecostais, que fazem tudo virar cinzas:
bibliotecas, memoriais, museus, patrimônios históricos, cinematecas, centros de pesquisa, florestas, aldeias, quilombos,
favelas e periferias. Afora essas coisas materiais (e os seus tesouros simbólicos), também tocam fogo na Constituição e
nas instituições, na verdade, na democracia, na justiça, na dignidade, na cultura, na inteligência, na sensibilidade e no
que ainda nos restava de respeito e vergonha nessa nação periférica e subdesenvolvida, em luta para sair da situação
degradante de neocolônia, totalmente dependente do grande capital e da saga predadora dos países hegemônicos.
Triste colônia, onde proliferam monoculturas para exportação, presídios superlotados, em meio ao crescente autoritarismo,
violência e pobreza, em escala social. As classes dominantes brasileiras, causadoras e beneficiárias da tragédia,
mostram-se indiferentes ao acúmulo de cinzas do presente e ao “desfuturo”.

*****Vejam pesquisa da USP, sobre quem sao
os 12% do nucleo duro de apoio
a bolsonaro. Jornal da usp. ago 21

“É razoável concluir que os heavy de Bolsonaro não retratam
o Brasil. Pelo que se viu até aqui, o grupo pode ser representado
por um homem branco de idade madura, escolarizado e de
estrato social de médio para alto.

https://jornal.usp.br/artigos/os-12-do-presidente-em-que-lugar-da-sociedade-habita-o-bolsonarista-convicto/