FRODON NO SEMINÁRIO CHRIS MARKER + JOÂO SAMPAIO É TEMA DE “LIVE” + FEST
CINE ESQUEMA NOVO + REVISTA DE CINEMA + LUCIANA VERAS (CONTINENTE)

+ Nas fotos abaixo: cenas dos documentários “Glória à Rainha”, e “Fuga” – este em diálogo
com a animação



* FEST É TUDO VERDADE: SEMINARIO CHRIS MARKER (FRODON) + FESTIVAL CINE ESQUEMA NOVO (Porto Alegre) + “LIVE” SOBRE LIVRO COM CRITICAS DE JOÃO SAMPAIO (no YouTube da Abracine, sexta-feira)

+ NA REVISTA DE CINEMA FESTIVAL ETV 26 + O DOCUMENTARIO FINLANDÊS (Colômbia Era Nossa) + NOVO SITE (HORA CAMPINAS) + BAFTA NESSE DOMINGO + CPC-UMES FILMES lança A INFÂNCIA DE IVAN em DVD

+ RESENHA DO PERFIL DO CRITICO CELSO MARCONDES – RECIFE (por Humberto Silva) + NA revista CONTINENTE: CINEMA FEMININO, POR LUCIANA VERAS + “PAUL SINGER” (Ugo Giorgetti no ESTADO DAS COISAS – Festival É Tudo Verdade – Ano 26)

+ NESSA SEXTA_FEIRA: Luiz Zanin conversa com Talita Galli, no “Bom Para Todos” (TVT – TV dos Trabalhadores) sobre estreias nos cinemas e no streaming + CENTRAL DO BRASIL, programa da TVT em parceria comTVs Comunitárias, TU Universitária do Recife e Brasil de Fato

*****NOVO SITE

(CAMPINAS-SP)

um novo site

www.horacampinas.com.br

Com coluna (Sala de Cinema), assinada por João Nunes, autor de diversos livros e, por muitos anos, crítico de cinema do jornal Correio Popular, de Campinas.

*NA REVISTA DE CINEMA:

*****DOC-ANIMAÇÃO NA ABERTURA DO FESTIVAL É TUDO VERDADE (amanhã)
http://revistadecinema.com.br/2021/04/fuga-documentario-animado-abre-nova-edicao-online-do-e-tudo-verdade/

****** “COLÔMBIA ERA NOSSA”,
DOCUMENTARIO FINLANDÊS

NO STREAMING:
http://revistadecinema.com.br/2021/04/documentario-finlandes-mostra-complexidade-da-luta-contra-o-narcotrafico-na-colombia/

***Mostra Mulheres Árabes –

Cinema & Poesia

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

Dessa quarta-feira, 7, até 11/04, a mostra Mulheres Árabes – Cinema & Poesia traz para o público brasileiro dez filmes entre curtas, médias e longas metragens de Annemarie Jacir (Palestina) e Nujoom Al-Ghanem (Emirados Árabes), diretoras e poetisas árabes aclamadas pela crítica internacional. A Mostra totalmente online e gratuita é realizada pela Women and Film and Television do Brasil – WIFT Brasil com patrocínio da Lei Aldir Blanc.

Dia 07/04, às 17h, a mostra abre a programação com ENCONTRO COM AS REALIZADORAS, onde Annemarie Jacir e Nujoom Al-Ghanem irão compartilhar suas experiências com o público, sob a mediação da curadora da mostra Nágila Guimarães (WIFT Brasil). Além da exibição dos filmes, o programa conta com outras atividades como Tamo junta: “Poéticas de Fronteiras”, com Christina Queiroz (jornalista e doutora em Letras pela USP) e mediação de Maristela Sanches Bizarro (Doutoranda em Literatura Brasileira e co-fundadora da WIFT Brasil) e o Sarau “Mulheres de Palavra”: Poesias de mulheres árabes e da periferia paulistana, com Paula Pretta (atriz, musicista e poetisa), Rose Doreia (poetisa – Sarau Cooperifa) e Victória dos Santos (poetisa e musicista). Performances da vídeo artis ta e performer Estela Lapponi, inspirada na poesia de Annemarie Jacir e Nujoom Alghanem. Direção: Paula Pretta – WIFT Brasil.

Toda programação da mostra será veiculada por meio da plataforma TodesPlay (www.todesplay.com.br)

“Esta mostra é sem precedentes por trazer o encontro de mulheres que são cineastas e poetisas”, explica Nagila Guimarães, curadora e co-fundadora da WIFT Brasil

SOBRE AS DIRETORAS

Annemarie Jacir é uma das principais figuras da “Nova Onda do Cinema Árabe”, com dois filmes que estrearam como seleções oficiais do Festival de Cannes, um em Veneza, Berlim e Locarno. O seu filme de estreia “Sal deste Mar” foi o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher palestina. Todos os seus três filmes foram inscritos oficialmente no Oscar como representantes da Palestina. Com o compromisso de ensinar, treinar e contratar localmente, Annemarie também é curadora e mentora, promovendo ativamente o cinema independente na região. Ela atuou como membro do júri em Cannes, é membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da Academia Britâ ;nica de Cinema e Televisão (BAFTA). É cofundadora da recém-criada Dar Yusuf Nasri Jacir para Arte e Pesquisa em Belém, cumprindo um sonho de família em estabelecer um espaço para as artes na Palestina.

Nujoom Al-Ghanem é uma poeta, artista e diretora de cinema dos Emirados Árabes. Ela publicou oito coleções de poesia e dirigiu mais de vinte filmes. Al Ghanem é ativa em sua comunidade e é considerada uma escritora e cineasta bem estabelecida no mundo árabe. Suas realizações nas artes foram reconhecidas nacionalmente e internacionalmente. Ela é cofundadora da Nahar Productions, produtora de filmes com sede em Dubai. Atualmente ela trabalha como mentora profissional em cinema e redação criativa, além de consultora cultural e de mídia.

SOBRE A WIFT

Organização que faz parte de uma rede mundial fundada em 1973 em Los Angeles como reação ao desequilíbrio de gênero no setor audiovisual. A rede proporciona suporte profissional, oportunidades de networking e reconhecimento para mulheres que trabalham em cinema, televisão e mídia digital.

A WIFT Brasil integra cerca de cinquenta filiais distribuídas em todos os continentes e interligadas por meio da WIFT Internacional, que foi estabelecida como a rede global para conectar todas as WIFTs, todas trabalhando com o mesmo objetivo de paridade de gênero e diversidade.

PROGRAMAÇÃO

**Filmes com exibição apenas para território brasileiro e limite de 300 visualizações. Os demais eventos ficarão online e disponíveis até o final da mostra.

07/04 – Quarta-feira

17h – Encontro com as artistas /abertura – áudio: inglês, legenda: português, 2021, 60 min.

19h – Quando te vi (When I Saw You) – Ficção, 2012, 98 min.

21h – O céu próximo (Nearby Sky-) – Doc, 2017, 84 min.

08/04 – Quinta – feira

17h – Sarau ” Mulheres de Palavra”- áudio: português, legenda: inglês, 2021, 60 min.

19h – Ferramentas afiadas (Allat Haddad ) – Doc, 2014, 85 min.

21h – Wajib – Um convite de casamento (Wajib – fiction) – Ficção, 2017, 96 min.

09/04 – Sexta – feira

17h – Debate – Tamo Junta áudio português – 2021, 60 min.

19h – Vermelho, Azul & Amarelo (Red, Blue & Yellow ) – Doc. 2013, 92 min.

21h – Migalhas para os pássaros (A few crumbs for the birds) – 2005, 28 min.

10/04 – Sábado

17h – Sal desse mar (Salt of this Sea) – Ficção, 2008, 109 min.

19h – Amal (Amal) – Doc, 2011, 88 min.

11/04 -Domingo

17h – Mel, Chuva & Poeira (Honey, Rain & Dust) – Ficção, 1999, 20 min.

19h – Jornada Impossível (Like Twenty Impossibles) – 2003, 17 min.

Ficha técnicas e sinopses dos filmes

AnneMarie Jacir

Wajib Um convite de casamento (Wajib) – 2017 – ficção – 96 min.

Sinopse: Após anos vivendo na Itália, Shadi retorna à Nazaré com a missão de entregar individualmente os convites do casamento da irmã, de acordo com o costume palestino. Para isso, terá que realizar a atividade ao lado de seu pai, Abu Shadi.

Quando vi você (When I Saw You ) – ficção – 2012 – 98 min.

Sinopse: Em 1967, o caos da guerra separou o menino Tarek de seu pai. Com a mãe, ele vai para um acampamento de refugiados na fronteira da Palestina com a Jordânia. A adaptação não é fácil, mas na inocência se encontra a esperança.

Sal do Mar (Salt of this Sea) – 2008 – ficção – 109 min.

Sinopse: Soraya, 28 anos, sempre viveu em Nova York. Ela decide ir à Palestina, de onde sua família foi exilada em 1948. Ao chegar, ela tenta recuperar as economias do avô. Diante da recusa do banco, Soraya resolve tomar as rédeas de sua própria vida.

Jornada Impossível (Like Twenty Impossibles) – 2003 – 17 min.

Sinopse: Em uma paisagem agora interrompida por postos de controle militares, um grupo de artistas palestinos cruza fronteiras emocionais e políticas enquanto tenta chegar a Jerusalém.

*Primeiro curta palestino da seleção oficial no Festival de Cannes, finalista nacional para seleção do Oscar e vencedor de mais de 15 prêmios incluindo melhor filme no Festival Internacional de Filmes de Chicago, IFP/New York, Instituto do Mundo Arabe, e Festival Internacional de Cinema de Palm Springs.

Migalhas para os pássaros (A Few Crumbs for The Birds) – 2005 – 28 min.

Sinopse: Ruwayshed é o último vilarejo na Jordânia antes da fronteira com o Iraque. É terra de ninguém. Esse curto documentário nos oferece um lampejo na vida de algumas pessoas que ali moram.

Nujoom Al-Ghanem

Ferramentas Afiadas (Allat Haddad) – 2017- documentário – 84 min.

Sinopse: Hassan Sharif, o fundador do movimento de arte conceitual nos Emirados Árabes, e artista mais influente, controverso e singular da região, expressa a razão de sua escolha por uma nova onda de arte em uma época que ainda não estava pronta para as revoluções artísticas. Sua filosofia permaneceu submergida em seu trabalho, assim como outros aspectos que serão revelados pela primeira vez neste filme.

O Céu Próximo (Nearby Sky) – 2014 – documentário – 85 min.

Sinopse: Fátima Alhamily é a primeira proprietária de camelos dos Emirados a participar presencialmente do Camel Beauty Pageant Competitions (Desfile Competitivo de Beleza de Camelos) e também a entrar em Leilões de Camelos nos Emirados Árabes. Apesar das dificuldades e dos desafios com os quais se depara, enquanto tenta se mostrar capaz em um meio predominantemente masculino, seu desejo de vencer uma corrida ou um desfile de beleza continua sendo a única compensação para superar suas falhas.

Vermelho, Azul e Amarelo (Red, Blue & Yellow) – 2013 – documentário – 92min.

Sinopse: Um documentário centrado em uma conhecida artista dos Emirados, Najat Makki. Seu conto começou como uma história pessoal e se tornou a história de muitas artistas mulheres que lutam para alcançar seus sonhos em uma sociedade muito conservadora.

Amal (Amal) – 2011 – documentário – 88 min.

Sinopse: Amal chega aos Emirados Árabes cheia de sonhos e com a garantia de um ano de contrato em um projeto para a TV. Depois do primeiro ano, ela se vê incapaz de realizar minimamente os seus planos. E para atingir seus objetivos, ela vai de um emprego a outro, até se render à passagem do tempo. Ela também se dá conta que, independentemente de sua vida artística rica em seu país, a Síria, suas responsabilidades de trabalho nos Emirados Árabes a colocam em uma situação à margem da vida cultural e artística. Isso faz parecer que ela foi esquecida. À medida em que enfrenta esse e outros desafios, Amal chega ao ponto em que precisa escolher fazer uma escolha: ficar ou ir embora.

Mel, Chuva e Poeira (Honey, Rain & Dust) – 2016 – documentário – 86 min.

Sinopse: Os colhedores de mel Aisha e Ghareeb vagam pelas montanhas do norte dos Emirados Árabes em busca de abelhas selvagens, enfrentam dificuldades e se envolvem em suas próprias preocupações cotidianas. Quanto às abelhas, elas também estão ocupadas com a mudança climática, os desafios da sobrevivência e a produção do mel. Involuntariamente, as abelhas tornaram-se parte integrante da vida humana que depende delas. Elas são responsáveis por seu sustento e, às vezes, em quantidades abundantes. No entanto, até que ponto as abelhas continuarão fornecendo generosamente?

SERVIÇO

Mostra Mulheres Árabes, Cinema e Poesia

07/04 a 11/04

Online e gratuito

na plataforma TodesPlay (www.todesplay.com.br)

(informações sobre reservas de ingresso)

Acompanhe as redes sociais da mostra:

Facebook: https://m.facebook.com/WIFTBrasil/

Instagram: https://www.instagram.com/wiftbrasil/

QUARTA-FEIRA! MOSTRA MULHERES ÁRABES CINEMA E POESIA Mostra online e gratuita

MULHERES ÁRABES, CINEMA E POESIA

Mostra online e gratuita traz debates, bate-papo com as realizadoras e sarau de poesia

Fotos de divulgação: http://bit.ly/3e98FOo

14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 10 a 15 de abril em Porto Alegre

Três mostras com seis world premières, oficinas, seminário, debates e muita interação nas redes sociais integram a programação totalmente on-line e gratuita pelo http://www.cineesquemanovo.org

Júri desta edição é composto por Fernanda Brenner, Flávia Guerra, Graciela Guarani e Linn da Quebrada

Porto Alegre, 03 de abril de 2021 – O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre entre os dias 10 e 15 de abril, com três mostras, 49 obras, seis delas estreias internacionais, seminário, oficinas, debates, muita interação nas redes sociais e o artista transdisciplinar Welket Bungué como artista co nvidado. Toda a programação será on-line e gratuita pelo http://www.cineesquemanovo.org, e as obras estarão disponíveis no site durante os seis dias de evento para serem visualizadas a qualquer horário, on demand. “Já que não podemos realizar o festival de forma presencial este ano, decidimos então tirar partido de algumas vantagens que o ambiente virtual nos proporciona, como a conveniência de deixar os filmes das mostras em exibição on-line, sem horário ou sessão. Vai ser possível assistir a todas as obras e levar a conversa para as redes sociais”, comenta Jaqueline Beltrame, diretora e curadora do festival.

CINE ESQUEMA NOVO

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 10 a 15 de abril em Porto Alegre

Três mostras com seis world premières, oficinas, seminário, debates e muita interação nas redes sociais integram a programação totalmente on-line e gratuita pelo http://www.cineesquemanovo.org

Júri desta edição é composto por Fernanda Brenner, Flávia Guerra, Graciela Guarani e Linn da Quebrada

Porto Alegre, 03 de abril de 2021 – O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre entre os dias 10 e 15 de abril, com três mostras, 49 obras, seis delas estreias internacionais, seminário, oficinas, debates, muita interação nas redes sociais e o artista transdisciplinar Welket Bungué como artista convidado. Toda a programação será on-line e gratuita pelo http://www.cineesquemanovo.org, e as obras estarão disponíveis no site durante os seis dias de evento para serem visualizadas a qualquer horário, on demand. “Já que não podemos realizar o festival de forma presencial este ano, decidimos então tirar partido de algumas vantagens que o ambiente virtual nos proporciona, como a c onveniência de deixar os filmes das mostras em exibição on-line, sem horário ou sessão. Vai ser possível assistir a todas as obras e levar a conversa para as redes sociais”, comenta Jaqueline Beltrame, diretora e curadora do festival.

As obras se dividem em três mostras: a Mostra Competitiva Brasil, a Mostra Artista Convidado Welket Bungué e a Mostra Outros Esquemas. A primeira delas, a Competitiva, atraiu mais de 395 inscritos, com 31 obras escolhidas para integrar a principal mostra da programação do fe stival. Foram mais de 144 horas de material avaliadas e selecionadas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Vinícius Lopes.

Este ano, por conta do formato on-line, a organização do festival inovou na Mostra Competitiva Brasil, criando o Caderno de Artista. A novidade, disponível no portal do festival, exibe diversos conteúdos construídos em parceria com cada um dos selecionados em espaços formatados para cada um deles, contendo, além do filme selecionado, uma outra obra que dialogue com o trabalho em competição, entrevistas, informações e outras imagens, convidando o público a ter uma maior compreensão do universo de cada realizador. “Propusemos aos selecionados que compartilhassem nessa área especial do site referências artísticas, inspirações, processos criativos para a realização da obra audiovisual selecionada para a Mostra Competitiva. É como se eles abrissem os seus cadernos para o público: o Caderno de Artista. Esse material, que já está disponível no portal, será acrescido ainda da exibição do filme selecionado bem como de uma outra obra à escolha do realizador que seja uma inspiração para seu trabalho. É uma exibição quase dois em um”, declaram Jaqueline Beltrame, Ramiro Azevedo, Gustavo Spolidoro e Alisson Avila, organizadores do CEN, que celebra 18 anos de existência em 2021.

A seleção conta com dez projetos assinados por duos ou grupos, 8 realizadoras, 19 realizadores, além de artistas agênero e não-bináries. Temáticas como cenário político brasileiro atual, direitos humanos, fim do mundo, saúde mental, questões indígenas, memória e história, racismo, solidão na contemporaneidade, identidade queer, religiosidade, futuro, exploração da natureza, territorialidade, laços familiares, entre outras, pautam os títulos selecionados a partir de onze Estados brasileiros e duas produções assinadas por brasileiros realizadas no exterior (ou em coprodução internacional).

Eu não sou um robô (Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón), O Ciclope (Guilherme Cenzi, Pedro Achilles), Per Capita (Lia Leticia), Performatividades do Segundo Plano (Frederico Benevides e Yuri Firmeza), sem título #6: o Inquietanto (Carlos Adriano) e Urubá (Rodrigo Sena) têm estreia mundial no festival, além de quatro estreias nacionais: 13 Ways of Looking at a Blackbird (Ana Vaz), A chuva acalanta a dor (Leonardo Mouramatheus), As vezes que não estou lá (Dandara de Morais) e Para Colorir (Juliana Costa).

A lista reúne títulos como O Mundo Mineral, de Guerreiro do Divino Amor, artista contemplado com o Prêmio Pipa 2019 e que participa pela terceira vez do festival; 13 Ways of Looking at at a Blackbird, de Ana Vaz, que integra a mostra Forum Expanded do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. O título é inspirado no poema de Wallace Stevens e a obra é composta de série de tentativas de olhar e ser olhado, que propõe um caleidoscópio de experiências, questionamentos e maravilhas de um casal de alunos do ensino médio após um ano de experiências com a cineasta, questionando o que o cinema pode ser. Aqui, a câmera torna-se um instrumento de investigação, um lápis, uma canção . “O filme é uma música que dá para ver”, escreveu um dos alunos em uma constelação coletiva de frases e desenhos feitos durante uma das oficinas.

Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira, traz a história de Luz e Denise que cresceram em meio às adversidades de ser LGBTQA+ no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade, os sonhos e incertezas da juventude inundam suas existências. O curta já integrou mais de 70 festivais e mostras e recebeu 25 prêmios, entre eles o de Filme Mais Transgressor e Júri Popular no 27° Mix Brasil, e melhor da competitiva do Kino Forum. “Denise e Luz descolonizam sua existência com ancestralidade e uma boa dose de deboche. Elas existem e estão aqui, todos os dias, no gerúndio, amando, dançando, sonhando, sendo o que são. Ou melhor, o que somos. Somos seres po&eac ute;ticos e políticos. Reais, de verdade, não apenas os retratos sem voz do noticiário policial ou dos estereótipos que outros nos dão por ai”, afirma Well Amorim, diretor de fotografia e produtor executivo do filme.

A Mostra Competitiva Brasil conta com projetos de nomes que já estiveram em outras edições do festival, como a dupla Frederico Benevides e Yuri Firmeza, com Performatividades do Segundo Plano, uma continuidade de um trabalho em dupla que mantém uma pesquisa sobre imagens projetivas que começa com Entretempos e segue questionando o poder de modulação de futuro, mas também de presente e passado que essas narrativas tomam. “Dessa vez centramos foco na performance dos figurantes e dois filmes ensaios e oito fotos lenticulares, onde aproximamos imagens que podem ser vistas apenas como sofisticações da estratificação que sempre esteve posta entre quem olha e quem é olhado”, contam os realizadores.

Leonardo Mouramatheus também é um dos criadores que já passou por outras seleções do CEN. Em 2021 ele apresenta A chuva acalanta a dor, baseado no conto Lucrèce de Marcel Schwob. No ano 74 a.C, Tito Lucrécio Caro, um jovem com ideias ousadas, tenta convencer seu amigo Mêmio que ir estudar para a cidade de Roma é uma total perda de tempo. Anos depois, Lucrécio volta da capital. Tentando encontrar um equilíbrio entre suas explicações do mundo natural e sua experiência emocional do mesmo, Lucrécio vive uma paixão profunda e conturbada com Isa, sua esposa estrangeira. O filme já participou de festivais como IFFR | International Film Festival Rotterdam, na Holanda, IndieLisboa International Film Festival e m Portugal, Viennale – International Film Festival, entre outros, e estreia nacionalmente na programação do 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira.

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald, expressa a ansiedade e exasperação dos realizadores com a situação política do Brasil e do mundo. “A extrema direita cresce a cada dia. Os ativistas e intelectuais de esquerda não sabem como reagir. A Universidade parece cada vez mais distante da periferia e sua gente. E agora, o que devemos fazer? Ficção e realidade se misturam nessa busca urgente por respostas”, refletem. Lyz Parayzo Artista do Fim do Mundo, de Fernando Santana, acompanha o início da trajetória artística de Lyz Parayzo, artista visual que, através de suas obras e performances, coloca em discussão qual o espaço da arte em um corpo não-binário provindo da periferia. Artista performática nascida e criada em Campo Grande, zona oeste e periférica do Rio de Janeiro, Lyz tem o corpo como principal suporte de trabalho e sua performatividade diária como plataforma de pesquisa revelando o descompasso entre o que se diz, o que se faz, o discurso e a prática.

Vil, Má, de Gustavo Vinagre, apresenta a história de Wilma Azevedo, uma escritora de contos eróticos e dominatrix de 74 anos, conhecida como a Rainha do Sadomasoquismo nos anos 1970 e 1980. Mas ela é também Edivina Ribeiro, jornalista, mãe de três filhos, religiosa e esposa dedicada. Wilma/Edivina conta suas histórias para o diretor Gustavo Vinagre, em um documentário que funciona como um jogo de dominação entre diretor e personagem. O filme integrou a seleção oficial na Berlinale e no Queer Lisboa. Vento Seco, de Daniel Nolasco, mais um nome que já esteve em outra edição do festival, também participou do Festival de Berlim em 2020 e traz a história de Sandro, que vive em uma pequena cidade do interior de Goiás. O protagonista divide seus dias entre o clube, o trabalho, o futebol e a vida social, além do relacionamento com Ricardo. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.

Obra inédita que terá première mundial na programação do festival, Eu Não Sou Um Robô é uma criação de Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón. O filme é uma experimentação sobre a solidão e o contato por meio do digital que se acentuou durante a pandemia de 2020. Ao falhar incontáveis vezes em um teste ReCAPTCHA, que diferencia humanos de robôs, a personagem Tânia se pergunta sobre o real e anseia por qualquer tipo de contato presencial e físico, deliberando sobre a vida com a visita de uma Mosca. Ansiosos por estarem juntos na distância durante a pandemia de COVID-19 em 2020, Gabriela Lamas, Maurílio Almeida e Felipe Yurgel fizeram diversa s reuniões on-line para escrever “Eu Não Sou Um Robô”. O filme foi, então, gravado com uma equipe de três pessoas, sendo elas a diretora Gabriela Lamas e o roteirista Maurílio Almeida, que também atuam como os personagens Tânia e Mosca, e a diretora de fotografia Lívia Pasqual. “Pode-se dizer que este filme foi mais uma das tentativas de se manter são durante o isolamento e entender mais sobre o digital e a vontade de estar ‘junto”, afirmam.

Estreando como realizadora, Juliana Costa integra a lista de selecionados com o longa Para Colorir, uma investigação sobre as possibilidades e limites do cinema erótico. Já Romy Pocztaruk apresenta Antes do Azul, curta que traz a multiartista Valéria Barcellos como protagonista e que circulou ao longo de 2020 por diversos festivais internacionais. Rodrigo Sena participa com URUBÁ, obra que levanta questões espirituais do protagonista Luiz.

Davi Pretto, que em 2016 recebeu Prêmio Destaque do Cine Esquema Novo com Rifle, integra a seleção de 2021 com o curta-metragem Deserto Estrangeiro, projeto realizado durante a residência do DAAD Berlin Artists-in-residence em 2018. Um jovem brasileiro, que recém começou a trabalhar em uma imensa floresta em Berlim, é arrastado para um pesadelo envolvendo o passado colonial alemão quando tenta encontrar uma garota perdida na mata. O filme venceu em três categorias na seleção de filmes gaúchos do Festival de Gramado em 2020.

A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2021, com um troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival, além de prêmios em serviços da Locall, TECNA/PUCRS e CTAV. O júri desta edição é formado pela curadora Fernanda Brenner, a jornalista e documentarista Flávia Guerra, a realizadora Graciela Guarani e a multiartista Linn da Quebrada.

Paralelamente à Mostra Competitiva Brasil – Caderno de Artista, o CEN exibe ainda a Mostra Artista Convidado Welket Bungué. O artista transdisciplinar lusófono Welket Bungué, da Guiné Bissau, estará na edição deste ano do Cine Esquema Novo com uma mostra especial toda dedicada à sua obra, com seis títulos de sua autoria, selecionados com curadoria de Alisson Avila, Gustavo Spolidoro e Jaqueline Beltrame. Entre os filmes em exibição, três são inéditos e terão estreia no CEN: cacheu Cuntum, que se debruça sobre a cidade de Cacheu, primeiro porto de partida de pessoas escravizadas na Guiné Bissau para o continente americano (estreia mundial), e as estreias nacionais Bustagate, documentário experimental sobre violência policial em zonas periféricas de Lisboa, e Mudança, recentemente exibido no Forum Expanded, mostra do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Completam a lista Buôn, É bom te conhecer e Treino Periférico.

A terceira mostra que ficará disponível on-line e gratuita nos seis dias de festival é a Mostra Outros Esquemas, que passou a integrar a programação do CEN em 2019 como forma de contemplar mais um espaço de expressão da arte audiovisual brasileira. Vêm de sete Estados brasileiros os 12 filmes selecionados pelos curadores Jaqueline Beltrame, Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro e Vinicius Lopes, sendo que metade deles são obras assinadas por mulheres. No geral, as obras perpassam temas como a diversidade cultural brasileira, movimento feminista surdo, além de questões LGBTQIA+, povos originários, entre outras. São elas: Dois Homens ao Mar (Gab riel Motta), Espero Que Esta Te Encontre e Que Estejas Bem (Natara Ney), Eu, um outro (Silvia Godinho), GLAUBER, CLARO (Cesar Meneghetti), Homens Invisíveis (Luis Carlos de Alencar), King Kong en Asunción (Camilo Cavalcante). Mulher Oceano (Djin Sganzerla e Vana Medeiros), Nuhu Yãg Mu Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa! (Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero), O que Pode um Corpo? (Victor Di Marco e Márcio Picoli), Pega-se Facção (Thais Braga), Seremos Ouvidas (Larissa Nepomuceno), Zabé do Cariri (Beth Formaggini)

Além das mostras, o Cine Esquema Novo promove o seminário Pensar a Imagem, uma iniciativa realizada em diálogo com a proposta curatorial do festival para proporcionar encontros temáticos dedicados a discussões sobre questões estéticas, políticas, teóricas, conceituais, narrativas e de consumo relativas às imagens, especialmente à produção autoral e experimental. Para 2021, propõe-se como tema Repertórios e afetos: espectatorialidades e olhares opositores. Com transmissão pelo YouTube https://www.youtube.com/channel/UC4YhUX_47j6BgsJDqQR2zxQ, o seminário vai ocorrer de 12 a 15 de abril, das 19h &a grave;s 21h, com LIBRAS.

Quatro oficinas ainda integram a programação do evento, três delas em parceria com o Macumba LAB, coletivo de profissionais negros e negras do audiovisual no Rio Grande do Sul e outra com o projeto Câmera Causa, que promove pela terceira vez na programação do festival sua oficina. Com o Macumba, as oficinas são: Animação Pixillation e a ilusão do movimento impossível, ministrada pela multiartista e Mestra em Meios e Processos Audiovisuais pela USP, Marina Kerber, no dia 11 de abril, das 15h às 18h; Pluralidade e cinema, uma realidade possível?, com as artistas Kaya Rodrigues e Sofia Ferreira, na seg unda, dia 12 de abril, das 18h às 19h e o workshop Narrativas Antirracistas, com a roteirista, diretora e crítica de cinema formada pela PUCRS, Gautier Lee, no dia 13/4, das 9h às 12h. O projeto Câmera Causa ocorrerá em aulas práticas e teóricas ao longo dos dias de festival somando carga horária de 20 horas, com atividades ministradas pelos realizadores audiovisuais Gustavo Spolidoro e Lucas Heitor.

Diariamente, os filmes exibidos nas Mostras serão temas também de debates com convidados especiais. Nesses encontros, on-line, realizadores e críticos da ACCIRS debaterão, em transmissão no canal do YouTube, as obras exibidas. Participam dos debates Adriana Androvandi, Daniel Rodrigues, Giordano Gio e Maurício Vassali. A programação completa destes debates pode ser conferida em breve no site do festival: http://www.cineesquemanovo.org

Entre as novidades desta edição online estão algumas iniciativas criadas especialmente para interagir com o público em uma edição sem o calor humano dos encontros presenciais. Em lives curtas, de até 30 minutos no perfil do Instagram do Festival (@cine_esquema_novo), a equipe do CEN receberá convidados no programa Shot Esquema Novo, que inicia como um aquecimento para o festival, a partir de quinta, 08 de abril. A ideia é proporcionar, em estilo informal, lembrando mesa de bar, um bate-papo sobre assuntos leves relacionados à arte audiovisual. Os filmes da vida, as trilhas da vida… tudo pode ser estopim para uma conversa com os convidados. Além desse encontro, outra se&cce dil;ão da programação é o Abrindo os Cadernos, um momento diário em que a jornalista Bruna Paulin vai receber os realizadores da Mostra Outros Esquemas para falarem sobre seus processos e inspirações. Uma série de episódios de podcasts do CEN também vai entrar na programação de modo a levar o universo dos artistas ao público em casa.

A abertura do Cine Esquema Novo deste ano também traz uma atração especial: uma série de projeções urbanas em quatro pontos de Porto Alegre. Com curadoria de Tiatã, poeta, MC e educadora, performances dos slammers Bia Machado, Bruno Negrão, Jamile e Jovem Preto Rei serão projetadas em um programa assinado pela VJ Janaína Castoldi no sábado de abertura do Festival, dia 10 de abril, às 20h. Para evitar aglomerações, as projeções serão transmitidas pelas redes sociais do evento, permitindo que o público possa acompanhar as performances de casa.

O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020. Mais informações, acesse: http://www.cineesquemanovo.org | http://www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo