+ O ADEUS A JEAN-CLAUDE CARRIÈRE

+++++ SÉRIE “TRANSAMAZÔNICA”DE BODANZKY E FABISNO MACIEL

+ DEVEM SAIR HOJE AS LISTAS DE NOVE PRE-CANDIDATOS AO OSCAR de documentário e de filme internacional. No Valor Econômico, Amir Labaki analisa as chances dos principais longas documentais.

. ANIBAL MASSAINI E ADURAÇÃO DE “AMOR ESTRANHO AMOR”

  • + O ADEUS A ROTUNNO E A JEAN-CLAUDE CARRIÈRE
  • + PINÓQUIO, DE MATTEO “Gomorra” GARRONE: 167 mil espectadores no Brasil (mesmo com a pandemia). Dado do BOLETIM FILME B
  • ******“AMOR ESTRANHO AMOR:
  • ANIBAL MASSAINI (CINEARTE), PRODUTOR DO FILME, ESCLARECE MINHAS DÚVIDAS:
  • Trata-se da versão original ou de cópia com acréscimos de quase dez minutos, em especial de novas cenas da personagem de Xuxa Meneghell??
  • – Trata-se da versão original, com 2h04′ (contando os créditos). Nenhum acréscimo foi feito. No Dicionário do Antônio Leão há registro de 110 minutos, mas na Cinemateca Brasileira está registrada a versão (montada por Eder Mazini) de 124 minutos. Ou 121, da primeira à última IMAGEM.
  • Por que horário tão tardio para o relançamento do filme (meia-noite e meia)?
  • – “Amor Estranho Amor” tem censura 18 anos (reclassificação feita para exibição em TV). Como a cada noite (por três dias) serão exibidos – no CANAL BRASIL – dois filmes de Walter Hugo Khouri, de quinta para sexta-feira, quando foi programado “Amor Estranho Amor”, o longa seguinte, “Forever”, vai começar bem tarde. Ou seja, depois de 2h40.

**** “TRANSAMAZÔNICA – UMA ESTRADA PARA O PASSADO”: SÉRIE DE BODANZKY & MACIEL
Por Nuno Godolphim – Ocean Films
A série TRANSAMAZÔNICA – UMA ESTRADA PARA O PASSADO terá sua estreia na HBO MUNDI nessa quinta-feira, 11 de fevereiro, às 21h00. Direção de Jorge Bodanzky & Fabiano Maciel. Bodanzky é, também, o “narrador”. Dia 25 próximo, uma segunda-feira: “live” sobre o filme, com apoio do GreenPeace. Vamos falar da série mas, principalmente, discutir os equívocos do projeto que os militares implementaram na Amazônia e de como este modelo segue vigente, reproduzindo e amplificando atualmente os problemas do passado (Live com, entre outros, Bodanzky, Maciel). às 19h00, pelo zoom.
+ CARRO-REI, DE RENATA PINHEIRO

  • ********CARRO-REI – O quarto longa-metragem da pernambucana RENATA PINHEIRO (“Estradeiros”, parceria com Sergio Oliveira, “Amor, Plástico e Barulho”, “Açúcar”) — da seleção do Festival de ROTERDÃ — vai dar muito o que falar. Criativo, ousado, desmedido, arriscado, surpreendente. Se Paulo Emílio Salles Gomes fosse vivo ia vibrar com o filme. Ingredientes de ficção científica em CARUARU?????? Por que não?? Matheus Nachtergaele em papel dificílimo e causando furor. Elenco majoritariamente black (incluindo o jovem protagonista…e com Walmir do Côco na trupe “verde”), trilha deliciosa de DJ DOLORES, este sergipano da porra (com “Caruaru”, de Belmiro Barrela, em destaque), roteiro intencionalmente doidão (Renata & Sergio contaram com a contribuição de Leo Pyrata). Enfim, um filme que chega para confirmar que, além de grande diretora de arte e realizadora de dois curtas obrigatórios — “Praça Walt Disney”, uma joia rara, e “SuperBarroco”, Renata é tão atrevida quanto seus conterrâneos Cláudio Assis, Kleber Mendonça, Hilton Lacerda…… No Blog de Carlos Alberto Mattos, uma crítica do filme.
  • + JEAN-CLAUDE CARRIÈRE:
  • Por um acaso do destino, assisti, no sábado, ao “último” (???) roteiro filmado de Carrière – “Lágrimas de Sal” – que ele escreveu com Philippe Garrel (um dos dez melhores filmes de 2020, segundo o juri da Cahiers du Cinéma). Uma joia rara, delicioso de se ver. E ao grande escritor e roteirista francês, autor de “Meu Último Suspiro” (‘bio’ de Buñuel, seu parceiro mais importante)… Vi, há uns dois anos, um belo documentário sobre a trajetória de JCCarrière. Hora de rever. E destaco, além dos filmes que ele escreveu com Buñuel, Godard, Garrel pai e júnior, etc, um filme de Milos Forman: o doidão Procura Insaciável (1971, um fracasso comercial), que só conheci em 2019, em magnífica retrospectiva do tcheco-estadunidense, promovida pelo CineSesc. No elenco, o incrível Buck Henry. Dia destes, li uma matéria que falava de milhares de jovens que, na era hippie, fugiam de suas confortáveis casas (nos States), pois não aguentavam a caretice dos pais. Este é o elemento deflagrador do filme de Forman, o primeiro que ele realizou nos EUA. E chocou a moral média de então…

****GIUSEPPE ROTUNNO:

Morreu o grande diretor

de fotografia italiano.

*******CASANOVA DE FELLINI (1976) – Por causa da morte de Giuseppe Rotunno, fotógrafo do CASANOVA felliniano (e de um comentário de José Geraldo Couto) lembrei-me do filme protagonizado pelo canadense Donald Sutherland. Confesso que, na casa dos 20 anos — sacrilégio??? — preferi o filme de Luigi Comencini, um diretor desprezado (“As Primeiras Experiências Amorosas de Casanova”, 1969). Como vejo filmes com meu companheiro Luiz Zanin, e ele oficia no altar de FEDERICO FELLINI, fui — com ele, claro — rever CASANOVA, uns cinco ou seis anos atrás (mais???) no Espaço Augusta. Continuo sem saber se gosto desse FELLINI, de quem amo tantos filmes. Mas, durante a sessão, entrei em transe com as sequências dos CANDELABROS!!! Gênio é gênio. INVENTA. E Rotunno transformou em delirante poesia as intenções do mestre de Rimini. Em homenagem aos dois, necessito de tempo para “trever” esse perturbador CASANOVA!!! Viva Rotunno…