NOVA CÓPIA DE “AMOR ESTRANHO AMOR” GANHOU NOVAS CENAS??? + AS IMAGENS DE ADRIAN COOPER (ABC DA GREVE)

DOIS FILMES GARREL (NICO) + SAMBALANÇO + DOCUMENTÁRIO SOBRE PAULO FREIRE + ITAMAR VIEIRA Jr (TORTO ARADO)

*ALMANAKITO – SEGUNDA-FEIRA – Dia 08-O2-2021 *****CANAL BRASIL EXIBE “AMOR ESTRANHO AMOR”, DE WALTER HUGO KOURI: trata-se da versão original ou de cópia com acréscimos de quase dez minutos, em especial de novas cenas da personagem de Xuxa Meneghell????????

+ NO STREAMING: “SAMBALANÇO, A BOSSA QUE DANÇA”, de Fabiano Maciel, com roteiro de Tárik de Souza.

+ CINEMA DO ABC, ADRIAN COOPER, LEON HIRSZMAN + LIVRO DE REINALDO CARDENUTO (“CINEMA POPULAR”)

+ AGUARDEM, NO CANAL DE EVALDO MOCARZEL, no YouTube, PROGRAMA SOBRE O CICLO ABC-SP

+ UM ESPAÇO PARA
A MEMÓRIA DE JOÃO CÂNDIDO, O ALMIRANTE NEGRO, NA BAIXADA FLUMINENSE

+ BRASÍLIA DÁ ADEUS AO GUITARRISTA TONINHO MAYA, VÍTIMA DA COVID AOS 59 ANOS

+ BELAS ARTES À LA CARTE LANÇA “RAINHA MARGOT”, DE PATRICE CHEREAU

****CANAL BRASIL EXIBE “AMOR ESTRANHO AMOR”, DE WALTER HUGO KOURI:
Depois de longo período “interditado”(*) por Xuxa Meneghell, “Amor Estranho Amor” chegará – na madrugada dessa quinta para sexta-feira, (meia-noite e meia) – à programação do Canal Brasil. E o faz dentro de pequena mostra do diretor paulistano (1929-2003), creio que só com os filmes produzidos pela família Massaini. Hoje, na capa do Caderno 2, do Estadão, amplo material de Ubiratan Brasil e Luiz Zanin Oricchio. *****Vi “Amor Estranho Amor” em 1982, no Festival de Brasília. O filme rendeu a Vera Fischer o Candango de melhor atriz (prêmio que ela ganharia também da Air France). A cópia tinha 110 minutos. A versão nova, restaurada (nada a ver com as péssimas disponíveis na internet) dura quase duas horas. Para mim (falo com impressões deixadas pela sessão de quase 30 anos atrás), o filme ganhou cenas novas. Principalmente as da personagem de Xuxa (a confirmar). Revendo o longa-metragem, duas questões me ocorreram: 1. como as feministas verão o uso do corpo feminino no filme khouriano, passadas quase três décadas???. 2. Como o público afro-brasileiro dialogará com o universo “ariano” do filme? No começo dos 1980, perguntei a Khouri por que não havia personagens negras nos filmes dele? Ele respondeu: “Há sim – Eliezer Gomes em “O Anjo da Noite” e “Maria Rosa em “As Filhas do Fogo”… /(Zózimo Bulbul aparece em “Palácio dos Anjos”)/. Muito pouco, respondi, sendo o Brasil um país com imensa população negra. ***O incrível é que dali em diante os elencos dele foram ficando cada vez mais brancos-louros. “O Anjo da Noite” é de 1974, “As Filhas do Fogo” de 1978….
(*) – Criou-se a ideia de que Xuxa “interditou” o filme. O certo é dizer que ela negociou com o produtor o ressarcimento dos ganhos que ele poderia auferir com o lançamento de “Amor Estranho Amor” no vídeo (depois no DVD), na TV aberta, etc. Ela tinha 18 anos quando atuou no filme e era modelo. Virou apresentadora de programa infantil na Manchete e partiu, logo, para a Globo, tran sformando-se na “Rainha dos Baixinhos”. Para não “conspurcar” sua imagem, bancou o preço da retirada de “Amor Estranho Amor” das mais diversas (e possíveis) vitrines. Agora, já com 57 anos e não mais apresentadora de programas infantis, Xuxa vem dando declarações muito positivas sobre o filme. *****Abaixo, endereço de acesso a entrevista que VERA FISCHER concedeu a um grupo de jornalistas, no Festival de Cinema de Vitória de 2019 (novembro), no Espírito Santo, que a homenageou.

+ Vera Fischer recebe homenagem do Festival de Vitória – Na Revista de Cinema (novembro de 2019)

http://revistadecinema.com.br/2019/09/vera-fischer-recebe-homenagem-do-festival-de-vitoria/

  • + PAULO FREIRE + DARCY RIBEIRO + CELSO FURTADO + FLORESTAN..
  • Documentários sobre
  • pensadores do Brasil

Por João Pedro Stédile

Tempos atrás a ENFF (Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST-Movimento dos Trabalhadores SEM-TERRA) produziu com a Fundação Darcy Ribeiro, documentários de 40 minutos, para nossas aulas sobre o legado de grandes pensadores brasileiros. Um deles é o Paulo FREIRE. São filmes de livre circulação. Eles estão disponíveis nessa pagina no youtube (Realidade Brasileira) : Florestan Fernandes, Paulo Freire, Madre Cristina, Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Caio Prado Jr.

https://www.youtube.com/channel/UCI_8ls8yZ_jAQac0b55OF5w/videos

**********O documentário com

Ruy Mauro Marini, está no link:

https://www.youtube.com/watch?v=ww4_HoY-UYA

******ADRIAN COOPER E AS

IMAGENS DE “ABC DA GREVE”

https://youtu.be/XXJ9quqZfWg

As imagens abaixo (ver no facebook), feitas pelo anglo-brasileiro ADRIAN COOPER são a matéria-prima do documentário ABC DA GREVE, obra póstuma de Leon Hirszman (1979-1990). Aliás, este é um dos filmes da Mostra Leon Hirszman, em cartaz no SESC EM CASA, projeto de difusão do melhor cinema empreendido pelo CineSesc. Luiz Zanin, em seu comentário semanal na TVT (endereço acima), falou do CINEMA DE LEON e do livro de Reinaldo Cardenuto (“CINEMA POPULAR – Leon Hirszman, Política e Resistência”) recém-lançado. O endereço de acesso do comentário do Zanin está acima, nesse post. ******Mas o que quero, aqui, é enaltecer a grandeza do trabalho do diretor de fotografia, documentarista (CHAPELEIROS, obra-prima) e diretor de arte ADRIAN COOPER. As imagens das apavorantes caldeiras das fábricas do AB C Paulista são de arrepiar. E as imagens que Cooper faz das favelas da, naquele tempo, maior zona industrial do país??? De mestre. Vivas ao inglês Adrian Cooper e ao (saudoso) alemão Peter Overbeck, outro que andou pelo ABC e fez documentários, anos depois, sobre as lutas por reforma agrária do MST.

*****PHILIPPE GARREL E NICO

*****UM SÁBADO PARA PHILIPPE GARREL – Há muitas semanas, Zanin vinha insistindo para que eu abandonasse minha “agenda” cinematográfico-jornalística (vimeos, DVDs e streaming) para juntos nós entregarmos ao prazer “puro” do cinema. Queria que eu conhecesse JÁ NÃO OUÇO A GUITARRA (1991) e o recentíssimo LÁGRIMAS DE SAL (2020), um dos dez melhores filmes do ano, segundo a Cahiers du Cinéma. Não que eu tivesse uma micro, que fosse, resistência a GARREL pai (amo 98% dos filmes dele e tenho AMANTES CONSTANTES no meu Olimpo). Mas, além de tudo, recebo pedidos de cineastas brasileiros (muitos documentaristas) para ver seus filmes e o streaming é cada dia mais “ofertador” de títulos. ***Ontem (sábado) avisei: a noite hoje será de GARREL. Começamos com o lindí ;ssimo e cativante LÁGRIMAS DE SAL. Puro prazer. Aí, começou o jogo do Santos com o Atlético de Goiás. Zanin deu uma olhada e, para não cortar o barato GARREL, deixou a partida em segundo plano (sim, podem acreditar!!!). E aí eu conheci J’Entends Plus la Guitarre”. GARREL é muito produtivo (devo conhecer só metade dos filmes dele). O filme, feito há 30 anos, recria, ficcionalmente, o tumultuado romance de PHILIPPE GARREL com a cantriz alemã NICO (1938-1988). Vi, uns dois ou três anos atrás, NICO 1988, da italiana Susanne Nicchiarelli, com a genial dinamarquesa Trine Dyrhohm de protagonista. Este filme fala dos dois anos finais da cantora e de seu reencontro com o filho Ari (fruto de caso dela com Alain Delon, que nunca reconheceu o garoto, embora os avós paternos o criassem). Mas nada sabia dos dez anos de relacionamento, tumultuadíssimos, de NICO com Garrel. E mais: o ator e diretor Louis Garrel, o filho de GARREL com a atriz Brigitte Sy, é um de meus intérpretes favoritos. Mas ele nasceu em 1983, portanto, quando Philippe já estava longe dos tumultuados tempos NICO. *** O crítico Filipe Furtado me sugeriu que veja, também, A CRIANÇA SECRETA, outro filme de Garrel dedicado às experiências vividas por ele com Nico. É o que farei, em breve.

****** “LIVE” DO CINECLUBE

DA ABI DEBATEU “JANGO”

(De Silvio Tendler, 1984): muito se falou sobre testemunho de Denise Goulart, durante o debate mediado por Ricardo Cota, no qual ela registrou encontro com Brizola, pouco antes dele morrer. O ex-governador do RS e do RIO, teria dito a ela que “Jango estava certo em não ter reagido ao golpe militar de 1964”. Depoimento importante, sem dúvida. Mas quem fez as melhores (mesmo que muito polêmicas) colocações foi o historiador Daniel Aarão Reis. Ele defendeu, fundamentado em argumentos (“as tropas do General Mourão tinham munição para — apenas — duas horas de combate”, etc) que haveria, sim, condições para Jango reagir. Tendler, Denise e a filha dela, Bárbara, jovem socióloga, argumentaram no senti do contrário e insistiram que a pecha de “covarde” imposta a Jango é muito injusta e equivocada. Um advogado (jornalista?) tumultuou o debate falando muito alto e interrompendo Aarão a todo momento. Faltou, na segunda parte do debate, pulso ao mediador para conter o causídico. Da “live” (disponível na internet), além do testemunho de Denise Goulart, há que se destacar: Tendler prometeu um filme sobre Leonel Brizola (1922-1993) e Daniel Aarão Reis poderia escrever um livro sobre o tema: havia capacidade de reação civil-militar para abortar o golpe de 1964???? Em determinado momento, Aarão lembrou que não cabia a ele emitir julgamentos MORAIS (se Jango errara ou não ao não reagir para evitar “um banho de sangue”).

*****BARTHES NO

COMENTÁRIO DE LUIZ

ZANIN NA TVT

https://youtu.be/XXJ9quqZfWg

*ROLAND BARTHES, PERFIL DE UMA MULHER, TIGRE BRANCO (Comentário de filmes de Luiz Zanin Oricchio na TVT) – Tenho sido profundamente crítica com os comentários de Zanin da TVT (TV dos Trabalhadores). Ele já fez diversos. Mas nenhum me satisfez. Fora problemas técnicos (queda de conexão), eu via defeito em tudo. Ele não dizia, mas, no fundo, me via como “messalina dos DEFEITOS”. Mas o comentário da última sexta-feira (05-02-21), sobre a Mostra Leon Hirszman, o filme japonês “Perfil de Uma Mulher” (com citação sem nenhum pedantismo de Barthes) e “Tigre Branco” foi top. Gostei me smo. Bom tecnicamente (nenhum problema de conexão), três assuntos que interessam muito, texto de ótimo nível (e coloquial), imagens ótimas, principalmente de ABC da Greve” (de Leon e …. Adrian Cooper). As falhas mínimas (dizer, por ato falho — pois ele sabia — que o diretor do “Tigre” é de origem indiana — é iraniana) e exagerar um pouquinho na ênfase às qualidades de “Eles Não usam Black-Tie” não diminuíram os méritos da coluna.

***** ITAMAR VIEIRA JR (TORTO ARADO)
********LITERATURA BRASILEIRA — Com imenso atraso, pois o referido
texto saiu na revista CULT de novembro de 2019, lhes recomendo a leitura de
“Das Bordas do Brasil Nasce Uma Revolução Literária no Hemisfério Sul”, de
Fred di Giacomo Rocha. ***** Dias atrás, ao terminar de ler TORTO ARADO, de Itamar Vieira Jr, entendi as razões do entusiasmo do público (quase 40 mil livros vendidos), da Crítica, dos júris de Prêmios Literários e… do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), que divulgou amplo material sobre o romance baiano em sua rede digital.