O ADEUS A ANTONIO LUIZ, FOTOGRAFO DE OPERA DO MALANDRO e SERTÃO DAS MEMORIAS + CANDANGO, MEMÓRIAS DO FESTIVAL (FILME E LIVRO) + CECÍLIA AMADO CRIA PRODUTORA TENDA DOS MILAGRES EM SALVADOR + GERALDO SARNO SARNO E A LINGUAGEM DO CINEMA + O ADEUS A MARIA DUARTE + VIVA ANDRADE JR!!!! + BELCHIOR, EMICIDA E ZÉ LIMEIRA, O POETA DO ABSURDO: “ano passado eu morri/esse ano eu não morro”



  • O ADEUS A ANTONIO LUIZ (KARLA HOLANDA E ELIZEU EWALD) – Não vi nem em O Globo, necrológio do fotógrafo de “OPERA DO MALANDRO” e “SERTÃO DAS MEMÓRIAS” – alguém viu? Saiu HOJE??? + GERALDO SARNO E A LINGUAGEM DO CINEMA + OS MISERAVEIS, de LADJ LY + MARIA DUARTE, POR BERÊ BAHIA

*****NA REVISTA DE CINEMA:

A MORTE DE

ANTONIO LUIZ MENDES,
DIRETOR DE FOTOGRAFIA

DE “OPERA DO MALANDRO”

E “SERTÃO DAS MEMÓRIAS”

+ Cartas de Karla Holanda e Eliseu Ewald

https://almanakito.wordpress.com/2021/01/02/a-morte-de-antonio-luiz-mendes-grande-fotografo-do-cinema-brasileiro/

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ANTONIO LUIZ, FOTOGRAFO DE

“OPERA DO MALANDRO” E

“SERTÃO DA MEMÓRIAS”,

MORRE VITIMA DA COVID 19

Querida Maria do Rosário,

gostaria de lhe pedir a gentileza de anexar à lista de trabalhos do Mestre e Amigo Antonio Luiz Mendes Soares pelo menos 2 dos meus filmes de longa metragem que ele fotografou: “Mais que a Terra”, premiado em Brasília 1990 (você estava lá!) e “Nelson Gonçalves”, exibido no Festival do Rio, em 2000. Ainda fizemos juntos mais 3 curtas e 1 média- metragem. Obrigado. Elizeu Ewald

Caro Ewald:

Vou colocar sua carta no Almanakito. Infelizmente, não pude citar todos os trabalhos de Antônio Luiz, que foram muitos. Selecionei alguns e dei destaque à importância do trabalho dele no Ceará (e na Bahia), já que nestes estados ajudou a formar muitos jovens profissionais…. Bjs rô

​​​​​​***A MORTE DE

ANTONIO LUIZ MENDES,
grande fotógrafo do

cinema brasileiro

Por Karla Holanda

Cineasta e professora da UFF,

co-organizadora de dois livros sobre Cinema no Feminino (“Feminino e Plural – Mulheres no Cinema Brasileiro” e……)

Lindo texto, Rô, abrangente, atencioso a detalhes… no mínimo, um excelente verbete que enriqueceria qualquer livro. Muito obrigada!

Conheci Antonio Luiz de soslaio, fui assistente de produção em “Memórias de São Sebastião” (que você lembra que foi lançado como “As Tentações do Beato Sebastião”), uma produção riquíssima na formação de muita gente em Fortaleza, uma aula, inclusive, nas divergências e encontros entre as equipes locais e as do Rio, mas o que sempre foi muito marcante na produção, com jornadas exaustivas de trabalho, sustentada com dentes e unhas pelo Tito Ameijeiras e pela Valéria Cordeiro, foi a presença magnânima do Antonio Luiz no set: um homem gentil, educado, atencioso, generoso com os novatos, sinceramente acreditando que podia aprender nessa troca, sem ranço de superioridade, tão comum nesses (des)encontros regionais… Mais que nunca, nesse momento violento e truculento do país, em que querem eliminar a gentileza, a beleza de pequenos gestos… sua ausência fará muita falta… Por outro lado, ao serem realçadas suas características de um cara gente boa, reforça o que, de fato, importa nesta vida!

Karla Holanda

CINEMA

A MORTE DE ANTONIO LUIZ MENDES, grande fotógrafo do cinema brasileiro

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Data: 02/01/2021

+ FESTIVAIS DO PRIMEIRO SEMESTRE:

+ Lançamento do site Linguagem do Cinema.

. Mostra Tiradentes …… 22 a 30 janeiro

. Mostra Gostoso (RN)…..24 a 28 fev.

. CineEsquemaNovo………..

.Festival do Rio………….a definir

+ SÉRIE GERMÂNICA:

Uma Morte em Vermelho

+ OS MISERAVEIS

De Ladj Ly estreou em 2020? Ou foi em 2019????

+ MARIA DUARTE nas Reminiscências… DE BERÊ BAHIA + CHAMADA DE CAPA DO CORREIO BRAZILIENSE PARA O ADEUS A MARIA DUARTE

POR BERÊ BAHIA

Maria Duarte – Reminiscências…

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Oscar Niemeyer disse que “a vida é um sopro”. A depender da conjuntura, pode ser uma brisa, uma ventania, um vendaval, um redemoinho ou um tsunami como o Brasil está a vivenciar.

Você Maria, não passou em vão, seus atos ficarão como exemplos nas pegadas e rastros na arte e na vida.

No início da década de 80, ainda no estertor da ditadura, enquanto a Fundação Cultural do Distrito Federal era gerida por personagens que seguiam os comandos dos quartéis, eis que surge em Brasília uma luz do fim do túnel. Através do SESC, na administração da Maria Duarte, esta abre as portas da instituição como respiro para as angústias culturais da cidade. Sua equipe era composta de personagens antenados com os propósitos dos vários setores: Chico Expedito, Humberto Pedrancini, Antenor Gentil Jr., Zezé, entre outros.

Não sei quais obstáculos enfrentou, mas sua determinação e audácia foram responsáveis para que a capital do país respirasse o ar do não conformismo com as regras impostas pelo poder asfixiante. A classe artística teve acolhimento de suas ideias, propostas e práticas.

Abriu as portas do SESC para reuniões e apresentação de projetos: ouvindo, ponderando e dando guarida aos que tinham a chance de execução.

Com o Cineclube dos Comerciários abrigou o Clube de Cinema Super-8, na realização dos cursos e seminários mais concorridos da cidade, tendo como oficineiros e palestrantes, consagrados professores da UnB: Vladimir Carvalho, Geraldo Moraes, Lyonel Lucini, Rogério Costa Rodrigues, Pedro Jorge de Castro, Fernando Duarte e outros, cujo resultado foi o 1º Festival do Cinema Super-8 em 1981, com 31 filmes concorrentes, vários como produtos das referidas oficinas.

Em sua gestão não só apoiou como hospedou em seus espaços a equipe do filme “O Sonho Não Acabou”, de Sérgio Rezende, oferecendo Workshops com os atores do filme: Miguel Falabella, Louise Cardoso, Lucélia Santos, Lauro Corona e muitos outros.

Apoiou o CUCA (Movimento Candango de Dinamização Cultural), o “jornal que não sai em dias certos mas em certos dias” em seu lançamento.

Abrigou com total apoio logístico a Frente Cultural de Brasília.

Sediou o Seminário “Paulo Freire e a Educação Brasileira”, evento de grande repercussão e que resultou no livro homônimo.

Em 1995, no governo Cristovam Buarque, do PT, (golpista em 2016)), foi Secretária de Cultura do DF.

Como funcionária do MinC, tive a honra de atender ao seu convite e participar da elaboração do catálogo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Neste mesmo ano, com o Ministério da Cultura, 19 Embaixadas sediadas em Brasília e a Secretaria de Cultura sob seu comando, realizamos a Mostra “100 Anos do Cinema”.

Em 2000, após a 16ª cirurgia ortopédica, ao enfrentar em desespero o processo de aposentadoria por invalidez, inventei e tive o apoio de inúmeros amigos num projeto de sobrevivência à aguda crise de depressão, quando recorri às minhas paixões: o cinema e a cozinha. Você foi uma das primeiras a prestar seu apoio solidário: participou do júri que referendou o cardápio, patrocinou a receita “Maranhão 66” e ainda fez a apresentação do livro: Luz, Câmera, Mesa e Ação – O Cinema Brasileiro na Cozinha, editado pela UnB.

Tive o privilégio de conviver com você e seus familiares: Ítalo, seu eterno companheiro e seus filhos Pedro, Natália (netos Mariana e Lucas) e André.

Reuniões memoráveis em seu Ap, discussão e lançamento do jornal “Diretas Já”, com Rô Caetano, Hélio Lopes dos Santos, Ézio Pires, Esmerino Magalhães e outros.

Ceias natalinas no Ap. da Asa Norte e Sudoeste, no Ap. da Natália.

Casamentos de Natália e Pedro, inauguração da Fazenda Pedro de Alcântara e comemorações juninas na companhia de sua filha afetiva Sylvia Helena e minha grande amiga e seus familiares e agregados.

Você Maria, é parte da minha história cultural, política e pessoal.

Ao Ítalo, Pedro (in memoriam), Natália, André, Mariana e Lucas, compartilho a dor da perda, na certeza que os bons momentos vividos juntos nas vitórias e derrotas políticas não foram em vão: na angústia das incertezas, nas derrotas conjunturais que ferem mas apontam caminhos, sem perder jamais o foco das lutas por um mundo mais humano, na sua garra incansável, sigamos seu exemplo de coragem.

Eu prefiro acreditar que a vida dos que nos são caros não se esvai com a morte, as recordações e a saudade permanecem além da presença física.

Vá em paz minha amiga e até sempre!

Berê Bahia

SITE LINGUAGEM DO CINEMA REÚNE ACERVO DE GERALDO SARNO E PROPÕE PENSAR O AUDIOVISUAL

No ar desde 26 de dezembro, o site Linguagem do cinema disponibiliza o acervo de filmes, séries e programas de TV dirigidos por Geraldo Sarno, além de documentação sobre eles, reunidos pelo cineasta ao longo de sua trajetória. Com curadoria de Sarno, tal acervo se estende de Viramundo (1964/1965) a Sertânia (2019). Além da preservação e difusão digital do acervo de Sarno, o site Linguagem do cinema é um meio para debater e pensar o audiovisual e seu impacto contemporâneo.

Nascido em Poções, Bahia, em 6 de março de 1938, Fidelis Geraldo Sarno iniciou sua trajetória como cineasta em 1964, ao dirigir Viramundo. Em 1966, criou o projeto de uma Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular, inicialmente proposto ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). A ideia era produzir uma série de dez curtas-metragens documentais e didáticos sobre atividades e expressões da cultura popular no sertão do Nordeste brasileiro, como depois foram realizados, nos anos 1960 e 1970, os filmes Dramática popular, Vitalino/Lampião, Os imaginários, Jornal do sertão, A cantoria, Casa de farinha, O engenho, Região Cariri, Padre Cícero e Segunda feira, entre outros.

A partir dos filmes e do pensamento de cineastas como Sergei Eisenstein e Dziga Vertov, Sarno desenvolveu processos reflexivos e criativos focados na relação entre imagem e linguagem audiovisual, bem como na fronteira entre ficção e documentário. Neste sentido, destacam-se quatro longas-metragens em sua filmografia: Coronel Delmiro Gouveia (1977), Tudo isto me parece um sonho (2008), O último romance de Balzac (2010) e Sertânia (2019).

O trabalho de Sarno vincula a prática cinematográfica à reflexão sobre a linguagem do cinema, cuja importância decorre do modo como filmes podem expressar pensamentos. Tal reflexão levou o cineasta a conceber e dirigir a série A linguagem do cinema, que reúne, em duas temporadas (Série I, 1998/2001; Série II, 2016), entrevistas com 22 cineastas brasileiros que pensam sobre seus processos de criação cinematográfica. Pensar a linguagem do cinema é um dos objetivos deste site, que está dividido nas seguintes seções:

Ø MEMÓRIA: reúne e disponibiliza o acervo de filmes, séries e programas de TV dirigidos por Sarno, além de documentação que detalha o processo de criação do cineasta, como esboços de argumentos, anotações, roteiros, planos de filmagem, textos jornalísticos e informações sobre a participação dos filmes em festivais e mostras no Brasil e em outros países.

Ø FORMAÇÃO: reúne e disponibiliza documentários sobre o trabalho de Sarno no cinema, bem como cursos, debates, entrevistas e conferências sobre a filmografia do cineasta e reflexões acerca de linguagem audiovisual.

Ø ESTUDOS: reúne informações sobre livros e textos escritos por Geraldo Sarno, bem como artigos, dissertações, teses e livros sobre filmes dirigidos pelo cineasta.

Ø DESTAQUES: evidencia aspectos relevantes do trabalho de Sarno e das atividades de formação e estudos do site.

O site Linguagem do cinema foi contemplado pelo Edital Setorial do Audiovisual 2019 e tem o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e da Secretaria de Cultura da Bahia. Para mais informações e contato, acesse www.linguagemdocinema.com.br.

Rô Caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: almanakito.wordpress.com