+ “O PÁSSARO PINTADO” É UMFILME SOBRE A INFÂNCIA DE POLANSKI E KOSINSKI?????????

+ CINEMA EGIPCIO (“LIVE”

E MOSTRA NO

CCBB – ON-LINE)
+ ATLAS DO CINEMA/CAHIERS DU CINÉMA 2007)

+ CORDEL PARA SERGIO RICARDO, POR GUSTAVO DOURADO

+ ALAN PARKER E JOHN BOORMAN (CINE & FUTEBOL)

+ REABERTURA DE CINEMAS: QUANDO CHEGARÁ A HORA?

+ “O PÁSSARO PINTADO”:
DIRETO NO STREAMING

Um filme sobre a infância de Polanski e Kosinski???????

http://revistadecinema.com.br/2020/08/um-filme-sobre-a-infancia-de-polanski-e-kosinski

+ALAN PARKER E

JOHN BOORMAN
A morte do cineasta britânico Alan Parker me pegou em meio a um mergulho no Cinema Egípcio e no cinema soviético-russo (esse me toma há uns quatro meses, desde que enfileirei a leitura de “Cinema para Russos, Cinema para Soviéticos”, de João Lanari, e “Kino – Historia del Film Ruso y Soviético”, de Jay Leyda — e agora “Pequena História do Cinema das Repúblicas Populares”, inusitada (complicada mesmo, voltarei ao assunto) parceria de Salvyano Cavalcante de Paiva com Vsevolod I.Pudovkin (e, não citada, Elena Smírnova). ****Convidada para participar de uma “live” sobre Cinema Egípcio, recebi mais de 20 vímeos da produção reunida pelo curador Amro Saad para esta importante Mostra do Cinema Egípcio Contemporâneo (CCBBs – on-line). Vieram com legendas em inglês, língua que não domino. Fiz esforço descomunal e assisti a boa parte deles. Muitas (e agradáveis) surpresas. ***E continuei vendo filmes da era soviética, produções brasileiras, etc, etc. Vi que do cinema egípcio eu conhecia muito pouco: um ou outro com Omar Sharif antes dele tornar-se um astro internacional, alguns Youssef Chahine e quatro filmes lançados pela Imovisión, de Jean-Thomas Bernardiní, nos últimos cinco anos: Edifício Yacoubian, Cairo 678, Clash e Yomedinne…
. ATLAS DO CINEMA “CAHIERS DU CINÉMA” 2007 — Estressada pela irreponsabilidade de ter aceito participar de uma “live” sobre a maior cinematografia do mundo árabe, sabendo tão pouco dela, entrei em pânico. Comecei, então, a procurar material de pesquisa. Cadê o número especial que a “Cahiers” dedicou a Chahine (Cadernos Benetton)? Cadê a edição especial com o “Atlas do Cinema”? Tudo em meu lar paulistano (e estou em Santos). O desespero só aumentava. Achei, milagrosamente, no meio de um caderno, uma tabela que fiz, manualmente, a partir de dados do ATLAS CAHIERS, com o market share de vários países do mundo. Espanto geral: Egito em quarto lugar, com 81% de seu mercado interno. Atrás dos EUA e Irã (com, digamos, 99% para cada um) e da Índia (95% graças à sua poderosa indústria Bolywoodiana). Estava, pois, em 2007, o Egito à frente da Coreia do Sul (64%), da China (55%), etc…… O Brasil em vigésimo lugar, com míseros 11%.
“NAHED NASR, A EGPCIA” — A “live” aconteceu no final de tarde do último sábado, com alguns problemas técnicos, e significou tentativa de estreitarmos laços com um país que está, de alguma forma, presente em dois filmes brasileiros (“O Segredo da Múmia”, Ivan Cardoso, 1981, e “Cleópatra”, Júlio Bressane, 2004). Quando terminou, respirei aliviada. Tinha aprendido com Nahed Nasr, jornalista e cineasta, que a situação no Egito atual não é tão boa quanto nos Anos de Ouro (décadas de 1940 e 1950), nem como em 2007 (data do “Atlas Cahiers”), que a produção cai em quantidade e que salas de cinema vão diminuindo no Egito. Mas que a produção de longas segue acima de 30 títulos e que, a julgar por blockbusters como “Elefante Azul”, tem mantido bom diálogo com plateias egípcias. Para minha decepção, Nahed confirmou ser VEROSSÍMEL sequência de FOTOCOPIA, um dos longas do festival do CCBB, que mostra os protagonistas indo a um cinema no Cairo para ver um filme egípcio. Mas acabam encontrando só filmes norte-americanos em cartaz. Eles acabam comprando ingresso para um filme de dinossauros (sub-trama significativa no longa-metragem). O espectador que vinha atrás compra ingresso para “Rambo”. Nasred disse que isto é realmente possível no Egito atual. Não se trata de “licença poética”.
“SHARIF E CHAHINE” — Pedi, durante a “live”, a Amro Saad, para que, em próximas edições da Mostra CONTEMPORANEA de Cinema Egípcio (esta é a segunda), ele abra um pequeno núcleo HISTORICO, com um filme da era de ouro, ou um Chahine, ou um Sharif (com sua bela primeira mulher, Faten Hamama)… Ele prometeu estudar o assunto e deu uma má e uma boa notícia: não há cópias disponíveis dos filmes antigos…mas a obra de Youssef Chahine acaba de ser RESTAURADA. Então, o núcleo histórico pode ser viabilizado. Para o CCBB, um desejo:
que aposte anualmente nesta Mostra Egípcia. Em 2014 — me mostrou o crítico Cássio Starling em seu blog (?) CINEMAS LUZ — a Cinemateca Francesa promoveu monumental Retrospectiva de Cinema Egípcio. No mesmo material, Starling me enviou entrevista de um fotógrafo francês com um arquiteto (idem) sobre a restauração do Cine LUXOR, de Paris, um palácio egípcio. Uns três anos atrás, ministrei um breve curso sobre Cinema Latino-Americano na UEPR (Universidade Estadual do Paraná) e os alunos fizeram trabalhos finais sobre temas livre. Um deles escolheu suas memórias do cinema de fala hispânica, cujos filmes foram vistos num palácio cinematográfico do Rio que tinha uma arquitetura luxuosa, à moda Pelmex ou egípcia. Vou conferir, pois minha memória está um traste…
. CHAMANDO URUBU DE MEU LOURO