TRÊS FILMES BRASILEIROS QUE MERECEM SER AMPLIADOS

 + SOBRE TRÊS

FILMES:
“MARVADA

CARNE”, “A DANÇA
DOS BONECOS” E “TAPETE VERMELHO”
Dias atrás, assistindo à entrevista do cineasta André Klotzel a Alex Solnik, na TV 247, um trecho, em especial, me chamou atenção. O entrevistador perguntou a André se ele faria um “Marvada Carne 2”. Afinal, o filme fora seu maior sucesso. Dezenas de prêmios (muito deles, no Festival de Gramado, que o consagrou com vários Kikito) e 900 mil espectadores. André respondeu que não, jamais cogitara tal possibilidade. Mas que estava tentado a “recriar” (ou ampliar) trechos do filme. Aqueles que necessitavam de efeitos especiais, precários na época da realização do seulonga de estreia (década de 1980). Gostaria, sim — e pensa nisso — de enriquecer o filme com efeitos especiais. Concordo em 100% com essa ideia de Klotzel, cineasta de obra singular, autor de comédias inteligentes e boas adaptações literárias. Os filmes podem ser revisitados por seus autores. Coppola já fez três versões de “Apocalypse Now”. O filme renasce no mercado (seja na TV, streaming, o que for) a cada nova “remontagem”. * Como “Marvada Carne”, cito mais dois filmes que merecem ser enriquecidos agora que as novas tecnologias são prática corrente: “A Dança dos Bonecos”, de Helvécio Ratton (MG) e “Tapete Vermelho”, de Luiz Alberto Pereira. Antes de dizer porque, sugiro aos três realizadores e a seus produtores, que procurem a O2, de Fernando Meirelles e sócios, para estudar algum tipo de parceria. Na área dos serviços (no ítem “efeitos especiais”), a produtora paulistana está na linha de frente. ****Lembro-me como se fosse hoje do furor que “Dança dos Bonecos” causou no Festival de Brasília. Quando a plateia viu os bonecos (criação de Alvaro Apocalypse e seu Grupo Giramundo), o encanto foi total. Mas, por falta de dinheiro e de tecnologia, a dança dos bonequinhos (um inspirado em Milton Nascimento) durou poucos segundos. O público queria mais, muito mais. No caso de “Tapete Vermelho”, além do show de Matheus Nachtergaele e Gorete Milagres, excelentes protagonistas (o menino também é ótimo), há o lendário interiorano. A cobra que visita as pessoas na noite escura, etc, etc. Como novos efeitos especiais, esta parte do filme ganharia um “plus” e este tributo a Mazzaroppi atraíria novos espectadores (no streaming, em especial). “Amadrinho”, pois, essa ideia. E fico no aguardo…..