MAZZAROPI POR ANTONIO LEÃO + 300 FESTIVAIS BRASILEIROS NAS
CAPITAIS E INTERIOR

**MAZZAROPPI
POR ANTONIO LEÃO

O incansável pesquisador Antônio Leão lançou, no final do ano passado, seu décimo-primeiro livro: ENCICLOPEDIA MAZZAROPI DE CINEMA. Na capa, de grande impacto visual, ele avisa: (Este) “Dicionário contém 900 bio-filmografias de profissionais e pessoas que colaboraram para a construção da obra cinematográfica de Amácio Mazzaropi no período 1952-1980”. Desta vez, sem nenhum patrocínio (ou apoio), Antônio Leão editou apenas 500 exemplares. O autor dos incontornáveis “Dicionário do Cinema Brasileiro – Longa-Metragem” (valiosíssimo e com duas edições esgotadas), “Dicionário do Cinema Brasileiro – Curtas e Médias-Metragens”, “Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro”, “Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro”, de dois volumes da Coleção Aplauso (Imprensa Oficial), entre outros, sistematizou suas pesquisas sobre um dos recordistas de público de nossa produção audiovisual: o caipira Mazzaropi. Quem se interessar pelo livro poderá adquiri-lo com o próprio autor pelo email: leao.n@terra.com.br *****Uma sugestão: somar ao livro uma sessão de Mazzaropi (ele protagonizou 33 filmes, sendo 24 produções dele mesmo, que soube cuidar muito bem de sua carreira, depois de estrear na Vera Cruz), ou o documentário que Celso Sabadin dedicou ao cineasta nascido em Taubaté, ou assistindo ao injustiçado TAPETE VERMELHO, o melhor filme de Luiz Alberto Pereira, o Gal (Jânio a 24 Quadros). Neste filme, protagonizado por Matheus Nachtergaele e Gorete Milagres (e uma criança formidável, da qual não lembro o nome!), Gal presta um belo tributo ao cinema caipira e a seu maior representante, sem deixar de realizar uma obra metaliguística (mas nunca aborrecida) e urbano-contemporâneo, com direito a cinemas da Cinelândia paulista e até à presença do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra).

+ MAIS DE 300 FESTIVAIS
NO BRASIL (capitais e interior):
Na primeira década dos anos 2000, a Kinoforum, de Zita Carvalhosa, divulgou, em parceria com o Fórum de Festivais e em seu excelente catálogo (que infelizmente deixou de circular) imensa lista (com respectivas fichas técnicas) de festivais espalhados por várias regiões brasileiras. Eram mais de 200. Havia festivais de comédia, de filmes de montanha, de aventura, etc, etc. O tempo passou e alguns festivais deixaram de acontecer. Mesmo assim, em dezembro passado, durante o Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro, em Jampa-PB, o Governo do Estado prometeu realizar edital para atender a 15 festivais. Quinze????, indaguei. Sim, me disseram: há mais de 40 festivais no estado. A maioria em cidades do interior e dedicados ao curta-metragem. Calcula-se que haja, hoje, no país, mais de 300 festivais. Muitos deles constituem o único espaço para que cidades do interior vejam filmes brasileiros. Com o país produzindo média de 150 longas por ano — e o mercado dominado pelo cinema norte-americano — fica difícil encontrar espaço para o lançamento de todos os filmes. E menos de 10% dos municípios brasileiros contam com salas de cinema. Nas que dispõem de festivais, a maioria de curtas, a exibição se dá em centros culturais ou espaços assemelhados. Ou em telões ao ar livre (ou em tendas).