CAETANO VELOSO ENTREVISTA JONES MANOEL + MORRE BUCK HENRY, SUBVERSIVO PARCEIRO DE MILOS FORMAN

+ ENTREVISTA DO HISTORIADOR

JONES MANOEL A CAETANO VELOSO
(NO YOUTUBE/MIDIA NINJA) + DOMENICO LOSURDO
Já havia divulgado

no meu facebook e

assistido a um pequeno
(e instigante) trecho da entrevista do historiador Jones Manoel a Caetano Veloso, “repórter especial” da Mídia NINJA. Só ouvira falar em Jones Manoel por causa de polêmica em torno de artigo dele, que teria gerado protesto de trotskistas. Estes o tomaram por um “stalinista”. Tais intelectuais não queriam o artigo dele em uma determinada revista digital (“Jacobin” – pode ser????). Soube na ocasião que ele era pernambucano, jovem (28 ou 29 anos) e — coisa raríssima em nosso tempo — comunista assumido. Ao receber, na minha linha do tempo, no “face”, informação sobre a entrevista dele a Caetano, fiquei entusiasmadíssima. Mas ocupada com visita de neto, nora e filho, passeios por Santos, Guarujá e redondezas, mal tive tempo para ler jornais. E ontem, quinta-feira, fomos Zanin e eu, a São Paulo, assistir a quatro ou cinco filmes (em cabines e sessões regulares), que necessitávamos ver. Hoje, ao regressar a Santos, ouvi, na íntegra — e com imensa atenção — a entrevista de Jones Manoel (que é professor de História em Salvador-Bahia) a Caetano. Conversa franca, inteligente, enriquecedora. Que Caetano Veloso é, além de artista de raros talento e sensibilidade, estamos cansados de saber. Que é, também, uma pessoa de inteligência rara, curiosa e interessada em rever suas posições, também. O que me espantou foi a inteligência e o poder de articulação de discursos de Jones, rapaz oriundo da periferia do Recife, formado, pelo que entendi, em comunidades eclesiais de base, mantidas pela Igreja Progressista nos bons tempo da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Aprendi muito com a conversa de Jones & Caetano. E volto a recomendar a todos que assistam ao papo, que dura pouco mais de 60 minutos. Anotei dicas de leitura e fiquei muito interessada no livro que Jones Manoel deve lançar em abril (creio que pela Boitempo, editora dos livros do pensador italiano Losurdo, intelectual marxista por quem o historiador pernambucano-baiano tem imenso interesse e respeito. A dissertação de mestrado de Jones versou sobre a obra e o pensamento de Carlos Nelson Coutinho. E ele estudou, para seu novíssimo livro, intelectuais como Marilena Chaui, o próprio Carlos Nelson Coutinho, Leandro Konder, Francisco Weffort, etc. (…)

***MORRE UM SUBVERSIVO
DO CINEMA NORTE-AMERICANO,
BUCK HENRY, PARCEIRO
DE MILOS FORMAN

****BUCK HENRY (1930-2020) – Hoje, no ESTADÃO, registro, VIA NYT, da morte do grande ator, roteirista e cineasta BUCK HENRY. Pena que o autor do obituário tenha esquecido de dizer que morreu, aos 89 anos, um dos mais SUBVERSIVOS profissionais do cinema norte-americano, um doidão maravilhoso, criativo, inquieto, nada subserviente ao cinemão. Se fosse autora do obituário começaria com a participação de Buck entre os protagonistas daquele que é, na minha opinião, o melhor filme não-tcheco de MILOS FORMAN, “Procura Insaciável” (Taking off), de 1971, no qual interpreta Larry Tine, um pai que busca a filha adolescente sumida e conhece um mundo povoado por hippies e muitas transgressões no campo dos comportamentos. Entre os roteiristas, o mestre subversivo-buñuelino JEAN-CLAUDE CARRIÈRE. Zanin e eu curtimos muito este filme,

QUE VIMOS NA TELONA DO CINESESC, na Mostra FORMAN. O obituário do NYT (resumido no Estadão?????) não fala de um louco filme erótico-experimental que BUCK HENRY realizou com Milos Forman, a convite de um festival IUGOSLAVO (prova do quanto o GOVERNO TITO era aberto!). O filme tem tudo a ver com as loucuras eróticas de DUSAN MAKAVEJEV (lembram dele????). No campo do cinema que renovou a industria made in USA, nos ousados anos 1960, primeira parte dos 1970, jamais poderemos esquecer A Primeira Noite de Um Homem, que Buck Henry escreveu e que transformou Dustin Hoffman num astro e uma canção de Simon & Garfunkel em sucesso planetário. (Texto do NYT publicado no Estadão de 09-01-2020)

+ LATINIDADES, NESTA
TERÇA-FEIRA, DIA 14,
NO CANAL BRASIL, 22h00:
“Heli”, elogiado filme sobre
o narcotráfico mexicano,
estreia no Canal Brasil

+ PRÊMIOS PLATINO:
ENTREGA AOS MELHORES DO
CINEMA IBERO-AMERICANO,
DIA 3 DE MAIO, NA RIVIERA MAYA (MÉXICO):
Uma parceria que vem dando tão certo que, pela terceira vez, a entrega das estatuetas outorgadas pela FIPCA-EGEDA E ACADEMIAS DE CINEMA DO MUNDO IBERICO acontecerá na maravilhosa Riviera Maya, no país mais hospitaleiro do mundo, o México de María Félix, Gabriel Figueroa, Cantinflas, Ofelia Medina, Paul Leduc, Iñarritu-Cuarón-Del Toro e tantos mais.