BILHETERIAS BRASILEIRAS + ANNA KARINA (fotos) + NELSON HOINEFF + POLEMICA CERCA O FILME “BARRETO, DOC”

****BILHETERIAS

BRASILEIRAS

DATA: 10-12-2019

…..Estreias:
. Roberto Carlos/Jerusalém…………..54.48
. O Juízo……………………………………….5.638
. Ainda Temos Imens. Da Noite……….236
. Diante dos Meus Olhos…………….não disponível

…….Continuações:
. Os Parças 2………………………….971.410
. Vai Que Cola 2……………………….840.434
. BACURAU……………………………….729.347
. Ela Disse, Ele Disse……………………242.467
. CARCEREIROS…………………………..152.706
. A VIDA INVISÍVEL……………………….77.738
. Maria do Caritó………………………………40.638
. BIXA TRAVESTY……………………………….9.459
. UMA: Luz dos Himalaias…………………..7.335
. AZOUGUE NAZARÉ……………………….3.806
. Recife Assombrado…………………………….3.766
. Diz a Ela que Me Viu Chorar…………….2.428

+ CINEMA PERDE A
ATRIZ FRANCO-DINAMARQUESA
ANNA KARINA, DE TANTOS FILMES DE GODARD (incluindo aquele que para mim é o melhor filme do cineasta franco-suíco: VIVER A VIDA). Quando Zanin e eu a entrevistamos, no primeiro BIFF (Festival Internacional de Filmes de Brasília), em 2012, ela nos contou muito da convivência (((dela e da mãe)))) com o gênio do cinema dinamarquês, Carl Dreyer.

+ A PERDA DE NELSON HOINEFF

+ “BARRETÃO DOC” (POLÊMICA
SOBRE “JOANNA FRANCESA”)

+ POLANSKI: “J’ACCUSE”: 1.200.000 MIL INGRESSOS NA FRANÇA + MAURICIO STYCER (TV: Folha de S. Paulo)

+ NOVAS MATÉRIAS NA NA REVISTA DE CINEMA + MORTE DE CHICO TEIXEIRA + PODCAST ABRACCINE + NOVE LIVROS ABRACCINE + BELO ARTIGO DE RAMOS, CRITICO TEATRAL E PROFESSOR DA USP SOBRE TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORANEO (na Ilustríssima)

+ FEST HAVANA 2019 + FEST DO RIO ENTREGA SEUS PREMIOS NO PRÓXIMO DIA 19 (QUINTA-FEIRA) + SUZY LOPES EM “PUREZA” E “A FEBRE”….

***** “BARRETÃO DOC” —
CLAUDIA FURIATI + CACÁ DIEGUES

*****A PERDA DE NELSON HOINEFF

O CINEASTA, JORNALISTA E CRÍTICO NELSON HOINEFF SERÁ ENTERRADO AMANHÃ, SEGUNDA-FEIRA, NO RIO DE JANEIRO. Ele morreu hoje, domingo, aos 71 anos. Deixa longas-metragens e centenas de horas de programas televisivos, entre eles o “Documento Especial”. E extensa produção jornalística, como crítico, repórter e correspondente da Variety. Criou e presidiu o IETV (Instituto de Estudos de Televisão). Foi, por 30 anos, professor em várias faculdades de comunicação (e cinema).

FILMES:
. O Homem Pode Voar (sobre Santos Dummont) – doc
. Alô, Alô Terezinha! (sobre Chacrinha) – doc
. Caro Francis
. Cauby Peixoto
. 82 Minutos (sobre o carnaval da Portela)

+ BARRETÃO DOC —
CLAUDIA FURIATI + CACÁ DIEGUES

*****SOBRE “BARRETÃO DOC”:
Claudia
Aqui, Rô Caetano. Me explique melhor o imbroglio do filme BARRETÃO DOC.
Assisti ao filme duas vezes e não me lembro de LCB se apropriando da
produção do filme JOANNA FRANCESA, na verdade de Nei
Sroulevich em parceria com Pierre Cardim, não é??? Bjs rô

*****RESPOSTA DE CLAUDIA FURIATI

Maria do Rosario, assistimos, várias pessoas de cinema, como convidados, ao documentário Barretão no Odeon, quinta-feira, dia 12 de dezembro, à noite. Faço questão, como pessoa atenta a fatos – e à forma como são relatados -, como produtora, jornalista e historiadora (e autora de uma biografia, a de Fidel Castro), de mencionar o momento preciso, porque foi no mesmo dia em que já havia saído a matéria em O Globo sobre o filme, com declarações de Barreto.

Como deve saber, temos com Barreto uma história, que muito nos une, pessoalmente e nas realizações do cinema brasileiro; portanto, lançar o post em rede social, com uma séria questão o filme, demandou uma boa reflexão prévia… Bem, ao assistir ao filme, em meio à sequência de episódios contados por Barreto sobre a sua vivência e as suas obras, num ponto em que se aborda a sua relação com Presidentes de nosso país, constatamos, várias pessoas que ali estavam que, ao mesmo tempo em que se exibiam imagens do filme Joanna Francesa, o biografado começa a relatar um encontro com o senador Arnon de Mello para as filmagens em Alagoas e o emprego dado a Fernando como assistente de produção (na verdade, Fernando foi empregado como motorista da produção). Esta história, Rosário, e repito, esta história – de produção – não é de Barreto, ele não tem nada a ver com ela, como escrevi em meu post no facebook. Como a história foi contada e/ou editada, passou a ser dele no filme. Barreto não diz que foi o produtor, mas também não diz que nâo foi e não diz quem foi. Tampouco precisaria dizer, porque junto às inagens do filme, como está, ele é o protagonista da história… Para o espectador que vê um filme “autobiográfico” e que ficará como registro fundamental para a História, mas que não viveu ou conheceu o fato ou quem foi o produtor, apreende naquele instante que aquela história pertence a Luiz Carlos Barreto e não a Nei Sroulevich. Ok?
Bem possível que nosso Barreto tenha se remetido aos fatos do Joanna para chegar à tal piada sobre o Fernando, como você sublinhou, mas caberia – absolutamente – ao diretor, ao produtor e ao editor do filme, a atenção de constatar que, da maneira como está no filme, aquela história é de Barreto e de mais ninguém.

Talvez, talvez, você não tenha se dado conta, por já saber que o produtor de Joanna é o Nei ou porque se ateve mais à tal piada. Entretanto, sugiro, inclusive, que você procure os responsáveis pelo filme agora… Você saberá o que está acontecendo…

De minha parte e daqueles ligados ao Nei, é crucial cuidar do seu legado; assim como reconhecer também o que Barreto efetivamente fez, faz e continuará fazendo pelo cinema do Brasil.
Beijo, Claudia Furiati

*****CONFUSÃO JORNALÍSTICA????
Está dando pano prá manga uma matéria de O Globo (Segundo Caderno, capa, seguindo dentro, 12-12-2019) em cujo “lead” se diz que Barretão produziu “Joanna Francesa”. Isto não aconteceu, nem está no filme BARRETÃO, de Marcelo Santiago, produção do Canal Brasil. Assisti a este documentário na MOSTRA SP e no FEST ARUANDA. Em momento algum LCBarreto se apropria da produção comandada pelo saudoso Nei Sroulevich. Ele apenas BRINCA — sim, neste trecho, seu depoimento se dá em tom de brincadeira — ao dizer que Collor acabou com a Embrafilme para se vingar de demissão ocorrida durante as filmagens do longa de Cacá Diegues (década de 1970). A demissão do assistente de produção, o jovem Fernando Collor, teria ocorrido a pedido de Jeanne Moreau, a Joanna Francesa… o equívoco da matéria jornalística vem sendo transferido para o filme!!!

***RESPOSTA DE CACÁ DIEGUES:

Oi Rosário,

Obrigado por nos ajudar a esclarecer o equívoco.

Seria uma honra para mim se todo filme meu fosse produzido pelo Barreto, assim como, de fato, “Bye Bye Brasil” o foi. Mas não é o caso de “Joanna Francesa”. Esse filme existiu graças à coragem, ao empenho e à dedicação absoluta de seu único produtor, o saudoso e sempre querido amigo Nei Sroulevich. Como, aliás, digo em todos os capítulos dedicados a “Joanna Francesa”, em meu livro “Vida de Cinema”, editado pela Objetiva, em 2014.

Transcrevo, a seguir, o único parágrafo do referido livro que trata do caso Fernando Colllor de Mello, a propósito de “Joanna Francesa”, na página 334 de “Vida de Cinema”.

“De fato, com menos de 20 anos, bonito e sedutor, o futuro presidente [Fernando Collor de Mello] havia levado os franceses para passear no entorno de Maceió. Quando se tornou candidato a presidente, Nei, por malícia ou ingenuidade, plantou no jornal a noticia de que ele fora motorista de Kombi da produção de ‘Joanna Francesa’, o que parece ter aborrecido o politico alagoano”.

Na entrevista que deu, Barreto devia estar fazendo uma brincadeira com a história e o jornalista o interpretou mal.

Encontrei Collor em outras circunstâncias, antes e durante seu mandato na presidência; mas nunca cruzei com ele durante as filmagens de “Joanna Francesa”. E acho que Jeanne Moreau também não. Collor, de fato, nunca teve a oportunidade de leva-la a passear de Kombi e muito menos foi nosso funcionário durante a produção do filme. Portanto, nunca o demiti de coisa alguma.

Um último esclarecimento. De fato, dona Leda e o então senador Arnon de Mello, convidaram os franceses da equipe a se hospedarem em sua casa, uma mansão na Pajuçara. Mas Jeanne preferiu que Nei alugasse para ela uma casa modesta, na beira da praia dos Sete Coqueiros, onde passou os poucos dias de trabalho em Maceió (a maior parte de “Joanna Francesa” foi filmada em União dos Palmares, na subida da serra da Barriga).

Durante o curto período em que esteve em Maceió, Jeanne não saiu dessa casa e dessa praia. Não acredito que tenha visitado a família de Collor ou que tenha se encontrado com eles em algum outro lugar.

Um abraço, com meus votos de feliz Natal e um Ano Novo mais alegre e menos sombrio para todos nós.

cacá

**********ARTIGO SOBRE TEATRO BRASILEIRO EM NOSSOS DIAS + TEATRO OFICINA E O MUSICAL BRASILEIRO + FADEL, CACO E VASCO…

*******TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORANEO: Que belo texto de Ramos, professor da USP. O que ele diz sobre o OFICINA de Zé Celso na criação do musical brasileiro (DE PISTA, como desfiles de escolas de samba) é maravilhoso. Escolhi esta foto de Georgette Fadel para ilustrar o texto (publicado neste domingo, 15-12-19), na Ilustrada, porque ouvi de Caco Ciocler, em debate sobre o filme PARTIDA, no Festival Aruanda (Jampa, na PB), tocantes elogios dele a ela. Que ganhou o Trofeu Aruanda de melhor atriz (dividido com Débora Nascimento, de “Pacificado”). No filme de Caco, um doc (um híbrido), ela é a estrela de um trupe improvisada, que sai de São Paulo rumo ao Uruguai, para encontrar Pepe Mujica. O filme rendeu Prêmio Especial do Juri, melhor som (para o lusitano Vasco Pimentel, que arrasa também com um depoimento inesperado e revelador) e melhor montagem….

****BARRETÃO NA
CAPA DE O GLOBO:
O longa sobre o diretor de fotografia (de “Vidas Secas”, “Terra em Transe”) produtor e diretor (“Isto é Pelé”) — dirigido por Marcelo Santiago e produzido pelo Canal Brasil — está na programação do Festival do Rio. Exibido na Mostra SP e no Fest Aruanda, o filme chamou atenção por ter um prólogo redundante (além de tecnicamente sofrível), mas — também — por suas muitas qualidades: entrevista comandada por Geneton Moraes Neto, a fotografia de Walter Carvalho e, principalmente, a prodigiosa memória do “cinebiografado”. Sem falar no impressionante depoimento que ele dá sobre o papel
do ex-presidente Lula na história brasileira.
Em João Pessoa, após a sessão do filme no Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro, Jean-Claude Bernardet questionou, em especial, a narrativa de Barretão sobre o fim da Embrafilme. Para ele (Barretão) — em história contada em tom de brincadeira — Fernando Collor teria acabado com a Empresa (mais Concine e Fundação do Cinema Brasileiro) porque Cacá Diegues o despedira da função de assistente de produção de “Joanna Francesa”, atendendo a pedido da atriz-protagonista, Jeanne Moreau (VER DEPOIMENTO DE DIEGUES, acima!!!). Bernardet acha que quem acabou com a Embrafilme foi Celso Furtado, então ministro da Cultura (pré-Collor). Aí está um tema para horas infinitas de conversas. Afinal, as causas do fim da Embrafilme são muitíssimassssssss. Uma delas, não desprezível, nem secundária, foi a campanha que a Folha de S. Paulo capitaneou contra a Empresa Brasileira de Filmes,
que — acusava — estava “entregue a panelinhas
cariocas”, “era corrupta”, etc, etc, etc, etc……

+ OLHAR DE CINEMA LANÇA SEU STREAMING + PAGU PICTURES TAMBÉM LANÇA SEU STREAMING (COMO FIZERA A PANDORA DISTRIBUIDORA)

+ NOVAS MATERIAS NA REVISTA DE CINEMA

+ FEST HAVANA, COM
NOTAVEL PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA,
HOMENAGEIA CENTENARIO DE SANTIAGO
ALVAREZ E EXBE “O OLHO DO TERCEIRO
MUNDO”, DE SILVIO TENDLER

+ NESTROVSKI TRADUZ “ODE À ALEGRIA”,
DE SCHILLER (NONA SINFONIA DE BETHOVEN)

+ CENTENARIO DE MORTE DO PINTOR RENOIR,
PAI DO CINEASTA JEAN RENOIR, PASSOU EM BRANCO

+ EM DUAS
SEMANAS, “J’ACCUSE”,
DE POLANSKI, JÁ VENDE
1,2 MILHÃO DE INGRESSOS NA FRANÇA

+ MOSTRA TIRADENTES VAI
HOMENAGEAR PITANGA & CAMILA

+ MOSTRA CINESESC FAZ
RETROSPECTIVA DO CINEMA BRASILEIRO

+ VASCO PIMENTEL, DIRETOR (E TEORICO)
DO SOM GANHA SEU PRIMEIRO PREMIO BRASILEIRA
(UM TROFEU ARUANDA, POR “PARTIDA, DE CACO CIOCLER)

*******Estreia longa
documental sobre Humberto
Mauro, direção de André Mauro.

***NA REVISTA DE CINEMA:

+ MORTE DE CHICO TEIXEIRA
+ “DOIS PAPAS” NO GLOBO DE OURO
+ VENCEDORES DO FESTIVAL ARUANDA 2019
+ VENCEDORES DO FESTIVAL DE BRASILIA 2019
+ ANDRUCHA WADDINGTON (ENTREVISTA)

+ A PERDA DE CHICO
TEIXEIRA (1958-2019)
Cineasta carioca, radicado em São Paulo, de obra
condensada, mas muito potente — amo “Criaturas
Que Nasciam em Segredo” e “A Casa de Alice”, em especial

*****”Desvio” e “Soldados da Borracha”
vencem as principais competições
do Festival Aruanda

http://revistadecinema.com.br/2019/12/desvio-e-soldados-da-borracha-vencem-as-principais-competicoes-do-festival-aruanda/

****NA REVISTA DE CINEMA:

+ Brasil presente no Globo de Ouro
com “Dois Papas”, de Fernando Meirelles

http://revistadecinema.com.br/2019/12/brasil-presente-no-globo-de-ouro-com-dois-papas-de-fernando-meirelles/

***Festival do Rio exibe mega-mostra
brasileira e 100 longas internacionais

http://revistadecinema.com.br/2019/12/festival-do-rio-exibe-mega-mostra-brasileira-e-100-longas-internacionais/

Festival de Brasília
consagra o cinema no feminino
+ PROTESTOS E BONS FILMES (CASO
DE A FEBRE, O TEMPO QUE RESTA E PIEDADE)

http://revistadecinema.com.br/2019/12/festival-de-brasilia-consagra-o-cinema-feminino/

**NA REVISTA DE CINEMA:
Festival Mimo apresenta
“Sambalanço, a Bossa que Dança”

http://revistadecinema.com.br/2019/11/festival-mimo-apresenta-sambalanco-a-bossa-que-danca/