FEST ARUANDA 2019 (ANO 14) – Justíssima REBELIÃO FEMININA no Festival ARUANDA do Audiovisual Brasileiro, que hoje à noite entrega seus prêmios e exibe “O Barato de Iacanga”, de Thiago Mattar. O painel MULHERES POR TRÁS DAS CÂMERAS – A PRODUÇÃO PARAIBANA REVISITADA estava agendado para o meio-dia desta quarta-feira, 4 de dezembro. Só que atrasos em cadeia arremessaram o painel e o lançamento do livro MULHERES POR TRÁS DAS CÂMERAS – O CINEMA BRASILEIRO DE 1930 a 2018 (Abraccine/Editora Estação Liberdade) para perto das 14hOO, horário de almoço e, também, horário de exibição de filmes de REALIZADORAS PARAIBANAS no Cinépolis Manaíra. Das cineastas presentes —Vania Perazzo, Virginia Oliveira Silva, Ana Bárbara, Patrícia Aquino, Ana Isaura, Cristiane Fragoso e Carol Oliveira, que debateriam o tema com Luiza Lusvarghi, uma das organizadoras do livro — a mais indignada, com toda justiça, era Carol. Ela insistia que, se permanecessem no auditório só elas, as painelistas, mesmo assim o debate deveria acontecer. POR QUE — indagou — só o encontro DAS CINEASTAS seria cancelado??? “Os três debates que nos antecederam aconteceram normalmente. Vamos marcar posição, permanecer aqui e discutir o papel da mulher no cinema e nossos problemas neste grave momento que o país atravessa”. Como muitas das cineastas presentes tinham convidado estudantes das universidades, amigos e parentes para a SESSÃO DE CINEMA FEMININO PARAIBANO, o jeito foi transferir o debate para o Cinépolis Manaíra, para depois dos filmes. E lançar o livro no hall do cinema, às 18h30, junto com “plaquete” (livreto) com entrevista de LINDUARTE NORONHA a Lúcio Vilar. Fica a lição: que o Festival ligue suas antenas, abra espaço para a FORÇA FEMININA NO CINEMA BRASILEIRO em horario nobre. Os homens têm o discurso hegemônico em nossa cinematografia há mais de 100 anos. CHEGA!!!!