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*****SOBRE RUBENS
EWALD FILHO: DUAS DORES

Impressionante o carinho que muitos tinham por Rubinho, que nos deixou esta semana (aos 74 anos). No espaço digital, somam-se dezenas, centenas, de depoimentos sobre ele. Em especial o apoio que deu a dezenas de profissionais em início de carreira. E seus muitos ofícios — teledramaturgo, diretor de teatro, dicionarista (seu DICIONARIO DE CINEASTAS tem as capas de suas três edições estampadas na internet), editor (Coleção Aplauso), curador de festivais (Paulínia, Gramado), ator e produtor de cinema. Lembro aqui a alegria que ele tinha de participar de festivais. Maior ainda de atuar na curadoria. Em Paulínia ou Gramado, ele era só felicidade. Estava em seu habitat. Nunca escondeu que gostava de festivais (e de filmes) com muitas estrelas (na tela ou no tapete vermelho). E amava ser festejado. Numa de novas conversas caiçaras, falei do Festival CURTA SANTOS e Rubinho me disse que o evento não dava atenção a ele. Fui, então, conversar com o ator Júnior Brassalotti, do comando deste festival dedicado aos curtas — o Santos Film Festival centra-se, principalmente, em longas-metragens. Perguntei por que não homenageavam Rubinho. Júnior me respondeu: o homenageamos em nossa primeira edição (o evento aproxima-se dos 20 anos). Será que ele esqueceu?
Talvez não tivesse esquecido, mas queria continuar sendo festejado, fazendo palestras, lançando livros, o que fosse. Afinal, num festival em sua terra (a cidade de Santos), ele queria ter participação permanente. Dois fatos