DOLORES DURAN, “DOLOR E GLORIA”, ALMODOVAR, CHAVELA VARGAS E “A BANCA DO DISTINTO” (BILLY BLANCO)

A BANCA

DO DISTINTO (BILLY BLANCO)
+ DOLORES DURAN + DOR E GLORIA

Domingo passado, em almoço familiar, meu cunhado, Cláudio Begueldo, médico apaixonado pela melhor MPB, nos perguntou se Zanin e eu conhecíamos a história de “A Banca do Distinto”, composição de Billy Blanco.
Primeiro, contamos a ele que assistíramos ao novo filme de Pedro Almodóvar (“Dor e Glória”), em que temas médicos, dores, cirurgias, etc, estavam no centro da narrativa. E do filme partimos para algo que nos intrigara. Ouvi, no longa almodovariano, versos de “A Noite do Meu Bem”, de Dolores Duran. Esperei os créditos finais para ver o … crédito da brasileira. Só que a música estava creditada para a grande Chavela Vargas, paixão imensa de Almodóvar e um dos temas evocados nesta sua biografia-livre: outro é a participação especial de Cecília Roth, a argentina, que esteve em um ou dois dos loucos longas do Almodóvar da fase da Movida madrilenha, etc, etc). Intrigada, perguntei a Zanin (que assistira ao filme uma semana antes) se eu me confundira. Se ouvira uma música da Chavela pensando que era de Dolores Duran??? Ele me garantiu:
é uma versão de “A Noite do Meu Bem”, sim. E juntos
lembramos história que aconteceu conosco em Havana, na Bodeguita del Médio. Uns doze anos atrás, jantávamos
no famoso restaurante cubano, com música ao vivo. Eles tocaram “La Noche de Mi Amor”. Aplaudimos, orgulhosos, pois reconhecéramos a composição de Dolores Duran.
Zanin comentou com os músicos, depois de elogiá-los: