CUBA DESPEDE-SE DO PROTAGONISTA DA COMÉDIA SATÍRICA “MORTE DE UM BUROCRATA”, DE TOMAS GUTIERREZ ALEA, o Titón . O MAIOR CINEASTA DA ILHA RECRIARIA SEU FILME EM NOVA E DELICIOSA COMÉDIA, “GUANTANAMERA”, EM PARCERIA COM JUAN CARLO TABIO.

MORRE O PROTAGONISTA DE “MORTE DE UM BUROCRATA”, UM DOS FILMES MAIS FAMOSOS DE TOMAS GUTIERREZ ALEA, o Titón – Cuba velou no primeiro final de semana de junho, um de seus atores mais festejados, o santiaguense SALVADOR WOOD. Protagonista da inventiva e ousada comédia “Morte de Um Burocrata” (1966), o melhor filme de Titón, depois de “Memórias do Subdesenvolvimento” (e, talvez, de “Morango e Chocolate”), o ator morreu no dia primeiro de junho, aos 90 anos (ele nasceu em Santiago de Cuba, em 24-11-1928). Migrou para Havana aos 18 anos, fez carreira no rádio e prosseguiu no teatro, cinema e TV, vistosos veículos de sua bem sucedida trajetória artística. Fez vários filmes, entre eles O BRIGADISTA (1977), de Octavio Cortazar, no qual contracenou com o filho adolescente, Patrício Wood. O jovem interpretou um brigadista (voluntário de campanha de alfabetização) que enfrentava a teimosia de um camponês (papel desempenhado por Salvador). Juntos fariam também série de TV sobre o cientista Carlos J. Finlay. Salvador era, além de pai de ator, marido de atriz, a festejada Yolanda, parceira de toda uma vida. Em 2017, no CineCeará, em Fortaleza, Patrício Wood, um dos protagonistas de ÚLTIMOS DIAS EM HAVANA, de Fernando Pérez, contou que o pai estava lúcido e feliz com a oportunidade de festejar seus 90 anos. Depois de honrarias públicas, o corpo do velho Wood foi cremado e suas cinzas lançadas no mar do Caribe.
******** Soube, tardiamente, da morte de SALVADOR WOOD por Alberto Ramos, da equipe de curadores do Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, que participa, em Curitiba, do OLHAR DE CINEMA (ele integra o júri da principal mostra competitiva do Festival Internacional de Cinema de Curitiba, ao lado de Flávia Cândida e da cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes).