CINEMA POTIGUAR SE ORGANIZA + ANCINE + MOACYR GOES + ROBERTO FARIAS E EMBRAFILME GEISELIANA

+ CINEMA REGIONAL (GOSTOSO)
Meses atrás recebi e-mail de Eugênio Puppo, cineasta e produtor dos mais atuantes, responsável — além da preservação de acervos como os de Ozualdo Candeias e Carlão Reichenbach — pela Mostra de Cinema de São Miguel do Gostoso, no pequeno e paradisíaco município potiguar. Transcrevo, com imenso atraso, o teor do bilhete digital e, depois, o comento: “Quando na mesa de debate ‘A Produção do Cinema no Rio Grande do Norte’, na Mostra de Cinema de Gostoso, ano passado, você deu aquela bronca nos realizadores potiguares para que seguissem o exemplo da Paraíba, no que tange ao fomento da produção audiovisual, DEU CERTO. Eles estão se mexendo com apoio de Fátima e está em estudo a criação de um fundo estadual da cultura, com apoio do Sebrae e com a governadora, quando estivemos em audiência com ela”.
Retomo o assunto agora. Primeiro: Fátima, a quem Eugênio Puppo se refere, é a governadora Fátima Bezerra, a única mulher eleita ano passado para comandar uma unidade de Federação.
2. Não dei uma BRONCA na moçada. Mas sim, indaguei — com jeito paulofreiriano, acredito (risos) — por que a vizinha Paraíba mostraria seis longa-metragens no Festival Aruanda (com igual número em finalização, incluindo “Jackson do Pandeiro”) — Festival que aconteceria dali a dias (dezembro de 2018) — e o Rio Grande do Norte, estado vizinho, se mostrava desarticulado para, organizado em pequenas produtoras, buscar recursos em fundos de fomento regional??????. Os realizadores e produtores da região ouviram com atenção e, pelo que conta Puppo, se articularam, inclusive buscando apoio no Sebrae. Bom demais saber disto, já que estados como o Ceará, a Bahia, Pernambuco (este há mais tempo) e a Paraíba estão com produção de longa-metragem em números realmente impressionantes (vide texto que escrevi sobre o assunto, na Revista de Cinema/Uol), alguns meses atrás (creio que em fevereiro). Tema: OS CEM FILMES DA CONNE (Conexão Norte-Nordeste-Centro-Oeste). Chegou, pois, a hora dos potiguares no audiovisual.
P.S.