+ “MARIGHELLA”, DE WAGNER MOURA, NO FEST BERLIM

+ DOIS FILMES QUE PRENUNCIARAM O BRASIL TOSCO-ALUCINADO QUE ESTAMOS VIVENDO

+ MOSTRA TIRADENTES HOMENAGEIA GRACE PASSÔ + “MUSEU” NO MUSEU (LASAR SEGALL, 19h00)

+ TITO E OS PÁSSAROS + NÚMERO DE SESSÕES

+ COTA DE TELA + BILHETERIAS BRASILEIRAS + GIORGETTI + PAULO FREIRE + REVISTA TEOREMA 30

+ DVDs DO CPC-UMES (BOLA DE SEBO, VERSÃO SOVIETICA DO COMEÇO DOS ANOS 30)

+ ESPANTOSA A FORTUNA CRITICA DE “ROMA” (no México, nos EUA, no Brasil, em muitos países. O filme mexicano-mizteca acaba de ser indicado a seis ou sete Bafta. Ganhou o Leão de Ouro, em Veneza, dois Globo de Ouro… parece que já são mais de 30 prêmios….)

+ DOIS FILMES QUE
PRENUNCIARAM O BRASIL
TOSCO-ALUCINADO QUE ESTAMOS VIVENDO:
O jornalista, crítico de cinema e tradutor José Geraldo Couto colocou um “post” no facebook, no qual sugeria (sugere) que assistíssemos ao documentário UM DIA NA VIDA, filme-colagem de Eduardo Coutinho (1933-2014), inédito em circuito comercial por sua própria natureza. Para lançá-lo comercialmente, a Videofilme teria que remunerar os donos de centenas de imagens organizadas pelo grande documentarista, para que pudéssemos refletir sobre o que a TV brasileira despejava (despeja) em nossas casas, ao longo de cada dia. Vi o filme numa sessão fechada (e sem venda de ingressos) na Mostra SP, uns 7 ou 8 anos atrás. Salvo falha de minha memória, depois da projeção, houve debate com Coutinho e Jorge Furtado. A sugestão de Zé Geraldo é perfeita. E ficaria ainda melhor se junto com “Um Dia…” assistíssemos a “Intervenção – Amor Não Quer Dizer Grande Coisa”, longa documental também fruto de colagem. Só que a trinca de realizadores (Rubens Rewald, Thales Ab’Saber e Gustavo Aranda) não usaram a marra temporal de um dia. Concentraram-se mais — digamos — nas madrugadas, momento em que brasileiros (no Brasil ou nos EUA) cospem fogo, xingam, agridem, transtornam-se em alucinada e apocalíptica anunciação (enunciação) de discursos assustadores… O ótimo circuito exibidor do IMS bem que poderia, com sessões gratuitas, claro!, exibir estes dois filmes, seguidos de um amplo debate. Neste momento em que toscos e alucinados governam o país, a hora é mais que propícia. Não???

*NÚMERO DE SESSÕES:
Sou leitora assídua e fiel do Boletim FILME B, editado por Paulo Sérgio Almeida. A publicação (digital) nos revela, semanalmente, bilheterias de filmes estrangeiros no Brasil e de filmes brasileiros em seu próprio mercado. Desde que Almeida iniciou este valioso trabalho (creio que há uns 20 anos), podemos acompanhar o desempenho de cada filme. Ele cita o número de cinemas onde os longas-metragens são exibidos, o número de ingressos vendidos e a média por sala… Bem, creio que a média é feita ….por sala. Ou será por cinema??? Passei a notar que de uns tempos para cá, o dado privilegia o número de CINEMAS e não mais o de salas. Ou estou enganada? Se um blockbuster estreia em 600 cinemas, na verdade ele pode estar em mais (muito mais) de mil salas, pois às vezes um complexo cinematográfico dedica a estes “tanques” (assim os argentinos chamam os blockbusters) duas, três, até quatro salas. O ideal seria que tivéssemos o número de cinemas e o de salas. Outro dado que me parece muito importante (embora trabalhoso até mais não poder!) é fornecer o número de sessões. Há muitos filmes que conseguem uma, duas, no máximo três sessões por dia. Caso dos infantis. Tenho notado que a média de DPA – O Mistério Italiano (que já passou de um milhão de espectadores) tem sido apenas razoável (mediana). Não será porque ele está em cartaz (na maioria dos cinemas) somente em horários vespertinos???. Em Santos, no Cinemark Praiamar, está em dois horários, no começo da tarde. Claro que um filme com 4 ou 5 sessões/dia tem chances de alcançar média bem mais alta.

+ TITO E OS PÁSSAROS:
Estreia em fevereiro (dia 14), uma animação brasileira muito especial: “Tito e os Pássaros”, dirigido (em parceria com Gabriel Bitar e André Catoldo), roteirizado (em parceria com Eduardo Benain) e produzido por Gustavo Steinberg, colaborador de Sérgio Bianchi (em “Crônicamente Inviável) e, salvo engano meu, de Paulo Sacramento em “O Prisioneiro da Grade de Ferro”. O filme começou sua trajetória no Festival de Anecy, na França. Depois participou do ANIMA MUNDI (foi eleito o melhor longa brasileiro) e foi aos festivais de Chicago e Toronto. Em dezembro, conquistou o Prêmio Coral de melhor filme de animação (competindo com filmes de todos os países da América Latina e Caribe). Voltaremos ao assunto. Quem quiser saber mais sobre o filme, deve acessar o site NOCAUTE, do jornalista e escritor Fernando Morais, que traz um bom depoimento de Gustavo Steinberg sobre o processo de criação de “Tito e os Pássaros”. Ah, o filme é um dos 25 longas de animação pre-indicados ao Oscar.

+ ELIS & KID-EDER JOFRE:
Leio diariamente a coluna de Patrícia Kogut, em O Globo. No papel. Ou na versão diagramada digital. Não sou de ler notícia solta na internet. Como ela não deu, em seus flahes, notas e críticas diárias, o ibope de “Elis” e de “10 Segundos para Vencer” (Kid & Eder Jofre) no papel, fui ao blog dela. Vi que Elis fez 19 pontos em SP e 23 no Rio. E “Kid-Eder” (exibido mais tarde) fez 10 em SP e um pouco mais no Rio. Sem a análise dela, não sei se estes dados são bons ou ruins (para seus respectivos horários). Parei de ver TV desde que os TOSCOALUCINADOS tomaram conta do país. Me faz um mal imenso ver gente defendendo armas, torturadores, ódio a quem pensa diferente, além de pregação religiosa brutal…. Para minha saúde mental, estou lendo muito e… coisa que não fazia, dedicando tempo ao streaming (Netflix e assemelhados). Mas por ELIS, cantora que marcou minha vida, e por OSMAR PRADO, passei a ligar a TV (na Globo) às 22h30, desde terça-feira. Vi os dois filmes, base das microsséries) em Gramado e os tenho bem frescos na memória. Mas queria revê-los e ver os acréscimos contextuais (jornalísticos)… Está valendo a pena. Não sei por que a Globo não faz mais micro ou minisséries com cantores brasileiros. Maysa, Dalva & Herivelto, etc, foram mobilizadoras!!! ….Por 4 anos (os próximos), só ligarei a TV aberta brasileira para ver programas especialíssimos, desta natureza. Os outros, juro, dispenso. Ah, novela de Gilberto Braga e das dupla que fez CORDEL ENCANTADO verei, também!!! E só.

+ ROMA, depois do Leão de Ouro e do Globo de Ouro, a hora do OSCAR + BAFTA + JOÃO DO RIO EM FILME DE 1921 + INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OLHAR DE CINEMA E
FESTIVAL IN-EDIT (MUSICA E CINEMA)

+ PRIMEIRO LONGA DE WAGNER MOURA, COMO DIRETOR, EM BERLIM (7 a 17 DE FEVEREIRO)

+ NA REVISTA DE CINEMA/Uol:
“MARIGHELLA”/BERLIM”

http://revistadecinema.com.br/2019/01/wagner-moura-estreia-“marighella”-em-berlim/

+ “ROMA”, depois do Leão de Ouro e

do Globo de Ouro, a hora do
OSCAR (e do BAFTA)

http://revistadecinema.com.br/2019/01/roma-filme-100-mexicano-na-trilha-do-oscar/

+ GLOBO DE OURO + RUBENS EWALD FILHO:
Hoje, ao ler em A Tribuna, de Santos, duas críticas de Rubens Ewald Filho (uma na capa: “A Esposa”, e outra na páginas dois, “Aranhaverso”), lembrei-me de escrever nota que planejara desde a transmissão, pela TNT, da cerimônia do Globo de Ouro (sem a dupla Rubinho & Domingas Person no comando!!!). Antes, breves considerações.
1. No domingo, li, na capa do Caderno 2, do Estadão, uma matéria do NYT, muito esclarecedora (pelo menos para mim). Lá eu soube que “Bohemian Rhapsody” e o terceiro (ou quarto) remake de “Nasce Uma Estrela” estavam na categoria “drama”, porque assim quiseram seus produtores. Por acreditarem que a categoria DRAMA é mais prestigiada, eles quiseram concorrer neste segmento (e não em MUSICAL-comédia).
2. A matéria fez uma digressão desmontada pela premiação — globos de ouro para a cinebiografia de Fred Mercury estariam fora de radar por causa de comportamento errático do diretor (Bryan Singer) até demitido da função…
3. Depois li — não sei se nesta ou em outra matéria — que por trás de ROMA (Alfonso Cuarón) há uma grande produtora cinematográfica (não se referindo, claro, à Netflix). Engana-se, pois, quem pensa que o filme será penalizado por vir do streaming, inimigo do circuito exibidor composto de salas de projeção. As chances de “Roma” existem. O filme tem acumulando fortuna crítica
há muito tempo não vista em tamanha dimensão. Há admiradores apaixonados e críticos ferozes. Está entre os 9 filmes dos Produtores dos EUA, é finalista ao Bafta (filme e filme estrangeiro) — ah, adorei ver o britânico “Ray & Liz” entre os finalistas da categoria “Estreia Notável”. Poucos anos atrás, um filme de Cuarón — “Gravidade” — ganhou sete estatuetas na noite do Oscar. Mas perdeu a de melhor filme para “12 Anos de Escravidão”… (“Roma” não podia, por regulamento da Associação de Correspondentes Estrangeiros, concorrer a melhor filme, pois nesta categoria só aceitam filmes em língua inglesa. Por que será???)))) **** Mesmo assim ganhou direção e melhor filme estrangeiro. Desempenho notável.
*** Dito isto, duas frustrações: 1. Não ver SPIKE LEE e seu vibrante “Infiltrado na Klan” premiados em nenhuma categoria. No Globo de Ouro, sem “Roma” na categoria principal, torci ardentemente por ele. 2. Por que Rubens Ewald e Domingas Person não comandaram a transmissão???? Eles estarão na TNT dia 25 de fevereiro, na entrega do Oscar??? Só vi Rubinho, na telinha, em anúncio da cobertura feita no youtube pela própria TNT.

+ CADERNO 2, ESTADÃO,
publicou, ontem (09-01-19) ótima matéria sobre Antonio Venâncio, o maior “caçador” de imagens de arquivo do país. Ele encontrou um filmete de 11 minutos com registro dos funerais de João do Rio, cronista-escritor negro e homossexual, famosíssimo no Rio de Janeiro do começo do século XX. O enterro dele, em 1921, teria mobilizado “multidão de 100 mil pessoas”. O de “Carmen Miranda, 60 mil”. O de “Vargas, 300 mil”. Estes dados, na minha opinião, são controversos. Como se media o público nos anos 20 do século passado? O enterro de um escritor teria (quase) o dobro de participantes do de Carmen Miranda, nossa estrela máxima nos anos 40 e 50??? O funeral de VARGAS, depois de traumático suicídio e de multidões (que amavam o velhinho) enfurecidas nas ruas quebrando sedes de jornais, teria sido só 3 vezes maior que o de João do Rio??? — Bem isto não é o principal: o que interessa é que o filme encontrado por Antonio Venancio nos colocará em contato com um personagem que desfrutou de grande popularidade em seu tempo.

+ “MUSEU” NO MUSEU:
FILME MEXICANO, dirigido por
Alonso “Güeros” Ruizpalácios,
PROSSEGUE NO MUSEU LASAR SEGAL,
AGORA com sessão às 19hOO. Não percam!!!

+ ARTIGO DE ROBERTO
ABDENUR (O Globo)

+ COTA DE TELA (matéria, hoje, em O Globo, 10-01-19) + CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA (parlamentar questiona a nova composição “temária” do Conselho Superior de Cinema)

+ VERISSIMO, O MESTRE DOS
MESTRES DA CRÔNICA JORNALÍSTICA

****ACREDITEM SE QUISEREM:
ESTOU LHES RECOMENDANDO
UM EDITORIAL DO ESTADÃO (ver abaixo)
Não enlouqueci. Nesta condição basta o núcleo TOSCO-ALUCINADO formado pelos titulares do MRE-MEC-Ministério Vi Jesus de Azul e não Rosa na Goiabeira. Sendo assim, lhes recomendo que leiam o editorial do Estadão da última segunda-feira (07-01-19) sobre os rumos tomados pelo ITAMARATY nesta era BolsoMôrica. E que leiam o artigo abaixo, do embaixador ROBERTO ABDENUR. Em O Globo. No mesmo jornal, reportagem sobre a COTA DE TELA. O titular do que restou do MinC avisou num “vídeo-ensaio” ou melhor, de TREINAMENTO, que a lei anterior continua valendo. Sinal de que ao contrário do leitão temerário, sabe que leis devem ser CUMPRIDAS. Pelo menos enquanto não forem, no forum legal, modificadas ou extintas. Digo isto porque fala suína (na coluna de Ancelmo Gois) estimulou que o processassem para que vissem o que viria: o rechaço, pela sociedade civil bolsomôrica, da COTA DE TELA. O ex-titular no MinC temário acredita que a lei pode ser descumprida ou descontinuada se o novo governante não concordar com ela. Se esquece dos rituais da democracia. Primeiro há que se votar no PARLAMENTO O FIM DA Cota de Tela…. Mas os novos e VOLUNTARISTAS governantes acreditam que ganharam nas urnas o direito de fazerem o que quiserem, sem respeitar os PROCEDIMENTOS LEGAIS. Ah, leiam o MESTRE DOS MESTRES, Verissimo, na ZH, Estadão e Globo.