BILHETERIAS BRASILEIRAS + BERNARDET E O “FILME FUNERÁRIO” + BRUNO WAINER + MUSEU NO MUSEU

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ BERNARDET E O

“FILME FUNERÁRIO”

+ BRUNO WAINER: RESPOSTA

+ NESTA SEXTA: última reprise de

CINEJORNAL ESPECIAL

FEST HAVANA

+ NO BLOG

ALMANAKITO: OSCARITO:

Projetos de documentário,

biografia e exposição

(Momento Gostoso, no festival potiguar

com o neto do ator, Paulo Loffler)

+ “MUSEU” NO MUSEU: atenção paulistanos, o filme “Museu”, de Alonso “Güeros” Ruizpalacios, segue no Museu (Lasar Seggal, sessão diária às 16h30). Aproveitem para ver o filme, curtir o belo acervo da instituição (na Vila Mariana) e curtir um cafezinho nos jardins lasar-segallianos.

+ ASSISTAM ao filme tunisiano

“Meu Querido Filho”, co-produção

dos irmãos Dardennes. Filme recebeu boas crítica de Ely Azeredo (Globo) e Agabitti (Folha)…

+ A MOÇA DO CALENDÁRIO

(DIA 8, NO CANAL BRASIL)

+ O PAÍS DO CINEMA:

Hoje, quinta-feira, 21h30.

+ SESSÃO CONE SUL:

Cinema latino-americano no Canal Brasil, domingos, 22h00. Reprise na madrugada de segunda para terça-feira, 2h00.

+ O PAÍS DO CINEMA:

HOJE, quinta, 21h30,

programa apresentado por Andrea Horta entrevista Martha Nowill e Maria Manoela sobre a deliciosa comédia “Vermelho Russo”, de Charles Braun

+ SESSÃO CONE SUL:

Perdi a reprise do filme de Alejandro Legaspi (do Grupo Chaski, do Peru), pois ela (todas as sessões da mostra CONE SUL) acontece(u) na madrugada de segunda para terça-feira, duas da manhã. A primeira sessão acontece sempre aos domingos, com Jean-Pierre Noher. No Canal Brasil (*): ver nota abaixo.

* DE BRUNO WAINER:

Oi Rosário

Fiquei em choque com o tom profundamente grosseiro e desrespeitoso com que o Cacá se refere a mim no texto/resposta sobre o circo místico que vc publicou. (“Mero comerciante ávaro (?) que não agiu corretamente conosco”)

O que gerou essa reação do Cacá a mim se deu no âmbito particular/profissional, que é onde deveria ficar.

Mas em respeito à verdade dos fatos, que fique bem claro que fui EU quem não quis mais distribuir o Circo Místico. Não pelo filme, pq ter que lançar filme ruim faz parte do meu metier, mas pelas pessoas envolvidas.

Resultado é muito importante, mas caráter é fundamental.

Um bj e feliz 2019 pra nós.

bw

+ BILHETERIAS

BRASILEIRAS:

* Estreia:

. Minha Vida em Marte……………………….894.566

* Continuações:

. Tudo por Um PopStar………………………1.191.487

. DPA – Mistério Italiano……………………….858.172

. Exterminador do Além………………………..180.555

. Grande Circo Místico…………………………….51.191

. Todas as Canções de Amor……………………25.643

. Sequestro Relâmpago…………………………….13.981

. Meu Tricolor de Aço………………………………..9.570

. Rasga Coração………………………………………….7. 901

. Tinta Bruta……………………………………………….6.510

. Beijo no Asfalto…………………………………………5.788

. Henfil………………………………………………………..1.864

. Diamantino………………………………………………..1.743 (Port/Brasil)

* BREVES COMENTÁRIOS:

1. O filme “Minha Vida em Marte”, de Susana Garcia, protagonizado por Mônica Martelli, ganhou outro protagonista, o amigo Aníbal (Paulo Gustavo). E estourou nas bilheterias. Em 540 cinemas, fez média de 1.179 espectadores/sala. Acabo de chegar do Cinemark Praiamar Santos, de sessão vespertina. Lotação de mais de meia casa. Algo raro no cinema santista em horários vespertinos (o sol está rachando taquara e as pessoas preferem ficar na praia ou bebendo cerveja nos quiosques). Paulo Gustavo rouba a cena e o filme tem bons momentos (como aquele em que os dois protagonistas abrem os pacotes de compras feitas em Nova York). Há piadas divertidas (o público riu com entusiasmo), mas, para mim, com meia-hora de filme eu já tinha curtido o Paulo Gustavo e sua vistosa peruca e perdido o entusiasmo. Tudo é fashion por demais, as paisagens são higienizadas e chiques demais, os figurinos sempre show de moda…. Os problemas da classe média endinheirada são miúdos… Por isto, no ítem comédia brasileira, prefiro as de Halder Gomes e a última (penúltima?) do Santucci (Os Farofeiros). Elas são mais reveladoras do Brasil (que) somos que as comédias-fashion…. Mas se em apenas dez dias (pre-estreias e estreia) o filme já se aproxima do milhão de espectadores, sinal de que vai bombar.

2. Detetives do Prédio Azul, o Mistério Italiano — Em sua segunda semana (+pre-estreias) o filme infanto-juvenil brasileiro, com parte filmada na Itália, vai bem. Não é um estouro. Em 557 cinemas, fez até agora 858.172 espectadores. Esta semana, com média de 326 ingressos/sala (dado modesto se comparado com os 1.179 de “Marte”). Mas o filme tem ainda muitas semanas de férias para conquistar seu público.

3. MEU TRICOLOR DE AÇO — Uma constatação: os baianos valorizam mais seus times, no cinema, que os cearenses. Afinal, “Bahêa, Minha Vida” vendeu 80 mil ingressos no estado nordestino, poucos anos atrás. Foi uma loucura. Já o filme do Fortaleza Sporting Club só agora, na quarta semana, está chegando aos 10 mil espectadores. E olhe que o futebol cearense tem as maiores bilheterias do país. Jogos no Estádio do Castelão vivem cheios. E o momento é especial: o Vovô conseguiu permanecer na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. E o Fortaleza, atualmente comandado pelo técnico Rogério Ceni, subiu para a mesma, e Primeira, Divisão.

4 . UMA NOITE DE 12 ANOS — Filme uruguaio, distribuído pela Vitrine,

se aproxima dos 80 mil ingressos. MUSEU, do México, passou dos 10 mil. O escandinavo CULPA estreou bem: 9.250 espectadores em quatro dias. Spike Lee, que sempre teve bilheterias modestas no Brasil (exceção para “O Plano Perfeito”), segue com desempenho acima da média (128 mil brasileiros viram “Infiltrados

na Klan”).

+ TRÊS LIVROS:

“O Imponderável Bento Contra o Crioulo Voador”, de Joaquim Pedro de Andrade (Editora Todavia) – Nova edição de inventivo roteiro que Joaquim Pedro escreveu com Fernando Coni Campos e Joaquim Assis. Posfácio de Carlos Augusto Calil.

. “Teatro dos Quatro – A Cerimônia do Adeus do Teatro Moderno”, de Daniel Schenker (Editora 7Letras) – Pesquisa substantiva do crítico de cinema e teatro (o carioca Schenker) sobre a trajetória do grupo que teve em Sérgio Brito seu nome mais importante.

. “Cordelos”, de Gustavo Dourado (Dourado Editores, Brasília) – com poemas de cordel sobre grandes nomes da literatura brasileira, como Castro Alves, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Cecília Meireles, Haroldo de Campos, Clarice Lipector, etc.

+ BERNARDET: “FILMES FUNERÁRIOS”

Contei — nos flashes que coloquei no Almanakito (Blog e newsletter) — o que Jean-Claude Bernardet estava achando dos debates do XIII Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiros (Jampa-PB): “mornos”. Provoquei-o, num certo dia, para que ele colocasse “calor” nos debates, mas ele não quis (naquele dia). Depois, me disse, em conversa pessoal, que os “debates estavam despolitizados”. Que no Festival da Fronteira, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai (este ano

o Festival aconteceu em cidades dos dois lados, se entendi bem!!!), os debates ferveram. Zeca Brito (cineasta que comanda o FRONTEIRA FEST) e ele haviam dado entrevistas politizadíssimas a veículos da mídia regional, etc. No ARUANDA, os debates seguiram — digamos — MORNOS. Até que no último dia, a “natureza do escorpião” se manifestou. Bernardet participava de mesa de debates (a última) de tema VASTO E ECLÉTICO (na verdade, dois temas em uma só — e imensa — mesa): 1. reflexão sobre a trajetória de Roberto Farias e 2. cinebiografias cinematográficas. Marise Farias, filha de Roberto, lembrou a obra do pai. Paulo César Araújo, biógrafo de Roberto Carlos (que chegou a vetar a biografia, antes que lei viesse estabelecer um pouco de liberdade neste pantanoso terreno), falou dos desafios de se biografar alguém, etc, etc. Dois cineastas sentados à mesa (Marcos Abujamra, produtor de “Clementina”, e Hélio Pitanga, de “Saquarema” festival de rock) falaram de novas cinebiografias que estão preparando, etc, etc. Luiz Zanin Oricchio expôs algumas reflexões sobre os dois temas (um pouco sobre a obra de Roberto Farias e um pouco sobre cinebiografias que sofrem influências/interferências/controle de parentes do biografado, quando não do próprio, caso ele esteja vivo). E aí o Bernardet, que sempre diz o que pensa, com provocações vigorosas (que nos enriquecem, mesmo que não concordemos com elas) cunhou a expressão “filmes funerários”, para lembrar a onda de cinebiografias ficcionais e documentais que se multiplica pelo país. Contou fatos da vida pessoal do cineasta Roberto Santos (1928 – 1987), de quem fora amigo pessoal. E lembrou filme de Amílcar Claro sobre o diretor de “Matraga”. Um filme, disse Bernardet, que fugia das “zonas de sombra” do biografado. No Brasil, documentários e ficções sobre os mais diversos personagens costumam, majoritariamente, evitar tais “zonas de sombra” (voltarei ao assunto)…

+ (*) CANAL BRASIL:

Relembro, aqui, que durante o Aruanda do Audiovisual Brasileiro, mantive conversa com a fotógrafa Germana Preciado, participante ativa dos debates e seminários do festival paraibano. Comonaquele exato momento recebéramos a notícia de que Paulo Mendonça estava deixando a direção geral do Canal Brasil, ela me perguntou se isto significaria mudança na emissora que se anuncia como “a casa do cinema brasileiro”. Disse que não sabia responder, pois não sabíamos quem ia substitui-lo (alguns dias depois saberíamos que seria André Saddy, da equipe do próprio Paulo) e nem as razões da mudança. Ela contou, então, que o Canal Brasil cumpre — inclusive em grandes cidades do Nordeste (caso de João Pessoa, de quase 800 mil habitantes — papel essencial: “nos manter atualizados com o cinema brasileiro, pois nosso circuito exibidor não exibe nem 20% da produção nacional”. Hoje li nota preocupante no Boletim Filme B: que emissoras por assinatura, nos EUA, perdem a cada novo dia, mais e mais assinantes, enquanto empresas de streaming, como a Netflix, crescem (a nota cita os dados) de forma vertiginosa, a cada novo dia. Resta-nos torcer para que o Canal Brasil sobreviva (seja como for, no streaming, inclusive) para ajudar na divulgação do cinema brasileiro. Já que se este depender do circuito exibidor tradicional, a situação continuará desesperadora….

+ FEST HAVANA NO

CINEJORNAL (SEXTA-FEIRA,

última REPRISE:12h30)

+ MICO DO ANO (“NADA A PERDER”:

eleito pelos leitores da Folha de S. Paulo)

+ “Marighella”, de WAGNER MOURA

vai ao FESTIVAL DE BERLIM 2019????

+ A MOÇA DO

CALENDÁRIO (CANAL

BRASIL, DIA 8 DE JANEIRO)

+ “CINEJORNAL”, NO CANAL BRASIL:

COBERTURA DO FEST HAVANA 2018

No último sábado (29-12-2018), o CINEJORNAL, do Canal Brasil, apresentou reportagem especial de Erika Rodrigues, sobre a quadragésima edição do Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, Cuba, encerrado semana passada. O programa será reprisado neste domingo, às 17h30, e na sexta-feira, 12h30. O Canal Brasil acompanhou o Festival inteiro e mostra seus melhores momentos, em especial a participação internacional e brasileira no maior dos festivais dedicados ao cinema latino-americano. O país vencedor, este ano, foi a Colômbia (melhor ficção e melhor documentário). O Brasil venceu na categoria Animação (com”Tito e os Pássaros”).

+ CINEJORNAL, NO CANAL BRASIL:

COBERTURA COMPLETA DO

FESTIVAL DE HAVANA 2018:

Assisti ao programa ontem (meia hora dedicada integralmente ao festival cubano). Tem uma última reprise na sexta-feira, 12h30. Vale a pena. Erika Rodrigues entrevistou convidados internacionais e brasileiros, muitosss. Entre os estrangeiros, Matt Dillon contou que gosta de “chorinho e sambalanço” (para alegria de Tarik de Souza e Fabiano Maciel, que concluem filme sobre o ritmo balançante!! — risos). Imagens maravilhosas da capital caribenha, externas maravilhosas do Hotel Nacional que debruça rumo ao mar, trechos de filmes (imagens pesquisadas por Maristela Pereira), bons depoimentos (excelente o de IVAN GIROUD, sucessor de Alfredo Guevara no comando do Fest Havana). Dados que embasaram a fala dele: “quando o Festival foi criado, 4 décadas atrás, recebíamos um número pequeno de inscrições. Este ano (Edição 40), recebemos 1.900 inscritos. Selecionamos 377 filmes”. Então, com tamanha oferta de filmes, tudo muda, o apuro da curadoria se faz necessário, etc, etc. O FEST HAVANA 40 recebeu um Prêmio PLATINO especial da Egeda-Fipca por sua contribuição à difusão do cinema de língua espanhola e portuguesa.

+ WAGNER MOURA

(MARIGHELLA, O FILME:

vai ao FEST Berlim???)