+ BILHETERIAS + UMA NOITE DE 12 ANOS (foto) SE APROXIMA DOS 80 MIL ESPECTADORES + BOLETIM FILME B + MUSEU + PETIÇÃO DE VERA ZAVERUCHA AO Ministério Público – SOBRE CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + MIÚCHA E O CINEMA + VERA ZAVERUCHA + BOLETIM FILME B + “MUSEU” NA LISTA DOS MELHORES DO GUIA FOLHA DE S. PAULO
+ CACÁ DIEGUES (NA LISTA CINEMABRASIL)

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ MIÚCHA E O CINEMA
(Parcerias com Nelson
Pereira dos Santos + Gachot à
procura de João Gilberto):
. “Sérgio Buarque” (NPS – documentário em duas partes)
. “A Música Segundo Tom” (NPS & Dora Jobim –
Miúcha como co-roteirista)
. “Onde Está Você, João Gilberto?”, de George
Gachot (Suíça) – Miúcha participa ativamente do filme.

+ TEXTO DE CACÁ DIEGUES
sobre nota que escrevi com breve comentário sobre as bilheterias de “Grande Circo Místico” (ver a íntegra neste Almanakito).

+ TEXTO OBRIGATORIO DE PAULO
SERGIO ALMEIDA NO BOLETIM “FILME B”

+ “MUSEU” NA LISTA DOS MELHORES FILMES
DO ANO (NO GUIA DA FOLHA DE S. PAULO)

+ PETIÇÃO DE VERA ZAVERUCHA AO Ministério Público – SOBRE CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA

* CONTINUO DEVENDO
NOTAS SOBRE OS LIVROS DE JOAQUIM
PEDRO DE ANDRADE, DANIEL SCHENKER
E GUSTAVO DOURADO (não me esqueci). E flash sobre intervenção de Jean-Claude Bernardet, em debate no Fest Aruanda 13, sobre “filmes funerários”. Aguardem..

+ BILHETERIAS
BRASILEIRAS:

. PRE-ESTREIA:
. Minha Vida em Marte……………………74.474 (458 salas)

. ESTREIAS:
. DPA – O Mistério Italiano……………………566.001 (561 salas/média de 311 espect.)
. Diamantino………………………………………………1.050 (Portugal-Brasil)

. CONTINUAÇÕES:
. Tudo por Um PopStar………………………..1.190.754
. Grande Circo Místico……………………………..50.869
. Chacrinha, o Velho Guerreiro………………..36.059
. Todas as Canções de Amor……………………..25.570
. Sequestro Relâmpago……………………………..13.822
. Segredo de Davi………………………………………..9.201
. Meu Tricolor de Aço………………………………….8.887
. Rasga Coração……………………………………………7.344
. Tinta Bruta…………………………………………………6.199
. Beijo no Asfalto…………………………………………5.187
. Intimidade entre Estranhos……………………….4.033
. Henfil…………………………………………………………1.791

***DOIS LATINO-AMERICANOS E DOIS FRANCESES:

. Uma Noite de 12 Anos…………………………………77.048 (Uruguai/Mujica)
. Museu (Alonso “Güeros” Ruizpalácios)………10.027 (México)
. Callas Por Ela Mesma…………………………………..11.275
. A Excêntrica Família de Gaspar…………………….6.488 (*)
**** UMA QUESTÃO:
Alguém, na imprensa francesa (não tenho maiores informações) definiu três filmes (“Gaspar”, de Antonio Cordier, “Custódia”, de Xavier Legrand, e “O Poder de Diane”, de Fabien Gorgeat) como integrantes de uma “Nouvelle Guarde”. Pergunto se “O Poder de Diane” estreou no Brasil. Em caso positivo, quando, pois me escapou).

***BILHETERIAS – BREVE COMENTÁRIO:
O uruguaio “Uma Noite de 12 Anos” se aproxima dos 80
mil ingressos. Um pequeno fenômeno. As bilheterias brasileiras deste ano terminaram “trágicas”.
Tirando o ENGODO DO ANO — os anunciados quase 12 milhões de ingressos de “Nada a Perder” — nos restarão números terríveis e taxa de ocupação baixíssima. Aceitar “Nada a Perder” como sucesso de público é COMPACTUAR com uma mentira.
A vida do Bispo não tem atrativos. Ele não chega aos pés (em termos de atração de público) do Capitão Nascimento. Mais de 11 milhões de brasileiros pagaram ingresso para ver TROPA DE ELITE 2. Mais de 11 milhões de “fiéis” (sentido religioso e de entretenimento) ganharam (ou compraram) ingresso para ver “Os 10 Mandamentos”, condensação de uma novela que fez público quando lançada e… quando REPRISADA. Mas a vida do Bispo é modorrenta, medíocre mesmo (a não ser para ALGUNS que adoram ver gente enriquecendo burocraticamente com os PROVENTOS da fé). Repito pela enésima vez (ATENÇÃO: há um estudante universitário preparando trabalho sobre as BILHETERIAS de 10 Mandamentos e Nada a Perder: aguardemos!!!):
as bilheterias do épico bíblico da Record foram infladas pelos ingressos DOADOS. Mas a maioria dos aquinhoados foi ver o filme. E houve quem pagou do próprio bolso para ver a NOVELA RESUMIDA. O mesmo não se deu com NADA A PERDER. Fiz a experiência no dia da estreia dos dois filmes, no Cinemark Praiamar em Santos: a sala dos “Mandamentos” estava lotada (Zanin e eu só conseguimos comprar ingressos para as poltronas de acompanhantes de CADEIRANTES, as únicas disponíveis, depois de armarmos um ” barraco” na bilheteria). Já na modorrenta “bio” do bispo, a sala estava deserta: havia umas dez ou doze pessoas, que assistiram ao filme tediosamente.

**LEIAM, NO BOLETIM
“FILME B” DESTA SEMANA,
ótimo texto de Paulo Sérgio Almeida sobre transtornos na
Ancine, mecanismos de fomento ao cinema brasileiro em risco, etc.

*****Petição de
VERA ZAVERUCHA AO
Ministério Público SOBRE
CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA

— No UOL/FOLHA DE S. PAULO,
matéria de Guilherme Genestreti:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/12/promotoria-analisa-pedido-de-veto-a-netflix-e-estudios-em-conselho-de-cinema.shtml

**MEUS MELHORES DO ANO:

ESTRANGEIROS:

. Museu, de Alonso Ruizpalácios (México)

. Visages, Villages, Agnes Vardá (França)

. Sem Amor, Andrey Avyagintsev (Rússia)

. Roma, de Alfonso Cuarón (México)

. Infiltrado na Klan, Spike Lee (EUA)
. As Herdeiras, Marcelo Martinessi (Paraguai)
(…)

. BRASILEIROS:

. O Processo, Maria Augusta Ramos
. Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans
. Benzinho, Gustavo Pizzi
. As Boas Maneiras, Juliana Rojas e Marco Dutra
. O Animal Cordial, Gabriela Amaral
(…)

***O ENGODO DO ANO : “Nada a Perder”, primeira parte da “bio” do Bispo da Universal e empresário de telecomunicações.

****SOBRE A RESPOSTA

DE CACÁ DIEGUES

A MEU BREVE COMENTÁRIO

(ver íntegra do texto dele no final desta remessa. E depois do texto dele, o meu, que deu origem à resposta):

Amigos.
Só hoje, sexta-feira, 28-12-2018, tomei conhecimento do texto de Cacá Diegues, longa resposta a comentário que fiz sobre nota publicada pelo colunista de O Globo (Ascânio Seleme, domingo, 23-12-208), relativa às bilheterias de “Grande Circo Místico”. Estava praticamente ausente da internet (dos e-mails, em especial, espaço que ocupo sempre com o Almanakito). Passei nove dias com meu neto brasiliense Gustavo (de seis meses), meu filho Guto e minha nora Juliana. Fiz, sim, algumas intervenções no “facebook” (muitas parte de nossa campanha por LULA LIVRE!).
O texto do Cacá Diegues, se entendi bem,
foi encaminhado à Lista CINEMABRASIL,
coordenada por MARCOS MANHÃES.
. Tenho algo a comentar (ou esclarecer) sobre alguns dos “tópicos”
levantados pelo diretor de “Grande Circo Místico”:
1. Não tenho ÓDIO a Cacá Diegues. Apenas divergimos. Não pauto minha vida (nem meu trabalho jornalístico) por sentimentos tão primários.
2. A Revista de Cinema não tem nada contra Cacá Diegues (e seus filmes). Os editores, Hermes Leal e Julie Tseng, me dão liberdade de escrever o que acho devido. Sou colaboradora antiga desta publicação que nasceu há mais de 20 anos no papel, e hoje está no digital (realizando uma ou duas edições em papel/ano). Nunca (jamais) fui pautada para “odiar” o cineasta.
3. Concordo com Cacá Diegues que Bruno Wainer, da Downtown, em muitos casos, peca por apego excessivo ao dinheiro. Ele, que distribuiu filmes importantes (caso de “Cidade de Deus”), tem arriscado pouquíssimo!!!!
4. Não sou cultora de narrativas que buscam empatia (estabelecimento de relação afetiva com o espectador), mas sei que filmes que não conseguem estabelecer tal “cumplicidade” dificilmente costumam fazer sucesso de PÚBLICO. Um filme que custa R$12 milhões almeja, claro, diálogo com o grande público. Pela minha lembrança, dois filmes de Cacá Diegues fizeram sucesso de público (Xica da Silva, mais de 3 milhões de ingressos, e Deus É Brasileiro, mais de um milhão)… Creio que o cinema tem que ser múltiplo. Deve, sim, tentar dialogar com o máximo de espectadores possível…..
5. Não disse que Leitão e Castro PROTEGEM Cacá Diegues. Disse, sim, que Cacá Diegues apoiou entusiasticamente a indicação do Leitão para o MinC temeriano e emprestou a ele boa parte de seus funcionários (de sua produtora, Luz Mágica)… Pelo que o cineasta diz (dois de seus projetos foram rejeitados), os protegidos tiveram comportamento temerário-traiçoeiro (seguiram o melífluo mestre deles!!). Ingratos, não?
6. Não escrevi, em lugar nenhum que “Grande Circo Místico” fez sucesso em suas duas primeiras semanas em cartaz. O filme fracassou já na semana do lançamento. Ele estreou em 15 de novembro, um feriado nacional, em 96 cinemas e fez apenas 18.074 espectadores. A média, dado essencial para a permanência de um filme, foi baixíssima: 180 espectadores/sala. (Não vou cometer o absurdo de comparar um filme como “Circo Místico” com blockbusters tipo Aquaman, que estreiam com média paroxística de 2.000 espectadores/sala, mas — sim — com um filme latino-americano, de orçamento mediano (o de Cacá, para padrões brasileiros, é uma superprodução de 12 milhões de reais). O filme urguaio “Uma Noite de 12 Anos” entra, pois, como parâmetro de sucesso relativo: o longa de Alvaro Brechner, naquela mesma semana (a do 15 de novembro) — a oitava em sua trajetória no circuito brasileiro — registrava média de 370 espectadores/sala). Mesmo com média baixíssima, a distribuidora (H2O) de “Circo Místico” (que é pequena, sim!!!) conseguiu colocar o filme em mais 21 salas. Total: 116. A média despencou para 28 espectadores/sala, com queda registrada (ver Boletim Filme B), de 56%. Na terceira semana, o filme seguiu em 85 salas e com média baixíssima (24 espectadores/sala). Nesta que é sua sexta semana, o filme saiu até da tabela principal do Filme B e foi para “outras” (sem que saibamos qual é sua média de frequência). Estes números são públicos. Mostrá-los não significa fazer campanha (de “ódio”) contra um filme, um realizador ou contra o cinema brasileiro. Tenho mostrado que as bilheterias de nossos filmes estão sofríveis. E venho atribuindo tal calamidade (em parte) à baixa auto-estima que volta a nos visitar com contundência que eu jamais vira…