VENCEDORES DO FESTIVAL DE HAVANA (ENTRE LES, TITO E OS PÁSSAROS, FOTO) + TARIK DE SOUZA E O DEBATE SOBRE BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS: TARIK DE SOUZA: “OLHAR SÓ AS BILHETERIAS NÃO DÁ”

+ OFICINA QUERÔ HOMENAGEIA SEU PRESIDENTE, O CINEASTA CARLOS CORTEZ, QUE NOS DEIXOU SEMANA PASSADA

+ OTTO MARIA CARPEAUX NA

REVISTA “TERESA” (USP)

+ VENCEDORES DO FEST HAVANA 2018 +VENCEDORES DO FEST ARUANDA

+ ELAS -ELO FEMININO + REVISTA TEOREMA 30

+ LIVRO DE BERNARDET & VOGNER + MOSTRA TIRADENTES 2918 + REVISTA DE CINEMA/Uol

+ SEGUE O DEBATE

SOBRE BILHETERIAS

BRASILEIRAS– AGORA,

CONSIDERAÇÕES DE TARIK DE SOUZA:

“Olhar só as BILHETERIAS não dá”

POR TARIK DE SOUZA

Rô querida:

Desculpe me intrometer nesse assunto, que também me interessa muito e me agonia demais. Acho que há uma ênfase GERAL muito grande nos resultados (leia-se números) de bilheteria do cinema brasileiro atual. Parece ser este o único parâmetro em que ele vem sendo analisado, sem levar em conta que tais filmes depois vão para a TV, alguns saem em DVD ou streaming e suscitam discussões e repercussões fora da caixinha. Fosse correto esse enfoque, meramente contábil, não teria acontecido o vanguardista cinema novo, que exceto raros casos, tinha bilheteria fraca, embora os tempos fosse bem melhores para o cinema em geral. Para uma análise menos superficial do atual momento é preciso levar em conta que, em geral, há uma PÉSSIMA (eufemismo!) distribuição, enfiada em poucos (e inviáveis) horários de restritas salas. Com os engarrafamentos & violência das megalópoles é necessária uma verdadeira gincana para quem quer ver, principalmente documentários. Tirando a exceção do “Chacrinha, o Velho Guerreiro”, que apesar de suas qualidades (que você exaltou) teve resultado de público inferior ao previsto, (parece que devido à nossa amnésia galopante), filmes como os do Carvana, Henfil, Burle Marx, para citar apenas alguns documentários, deram pouquíssimas oportunidades a quem queriam assisti-los.

Quantos espectadores terão os filmes de Marcia Haydée e o do Zuza, ambos excelentes, e que não podem ser descartados só porque não são “competitivos”, na ótica do analista financeiro? O sucesso populista, em geral, cria um molde difícil de romper, coadjuvado pela tratoração padronizadora dos blockbusters importados, todos com mega campanhas publicitárias. Daí, avaliar o cenário apenas pelo lado do contracheque, me desculpe, mas é distorção. bjs, Tárik

TARIK, QUERIDO:

Suas ponderações são pertinentes e necessárias. Mas creio que devemos, sim, nos preocuparmos com a queda de público do cinema brasileiro. Procurar suas razões e formas de combatê-la. Filmes como VINICIUS, um doc, Raul Seixas, outro DOC, “Uma Noite em 67”, etc, tiveram bilheterias maiores que alguns filmes de ficção brasileiros. Estes três DOCs citados venderam de 70 mil a 300 mil ingressos. Algo de muito grave se passa neste momento. A ideia de que ninguém mais sabe quem é Chacrinha, quem é Hugo Carvana, etc, me deixa encafifada. Todo mundo com mais de 40 anos viu Chacrinha e Carvana na TV. Onde estão estas pessoas? Creio que vendo séries estrangeiras no streaming e xingando o Brasil de país “imprestável”!!!! A questão da baixa auto-estima é gravíssima. E o cinema brasileiro paga caro quando o Complexo de Vira-Lata volta a reinar absoluto. Claro que há outras vitrines muito imporantes para os filmes. Mas, infelizmente — como constatou Domingos Oliveira, por experiência própria — quando o filme vai mal nos cinemas, costuma padecer para conseguir espaço em outras vitrines. bjs rô

+ CONSIDERAÇÕES DE SHEILA

SCHVARZMAN, BRUNO WAINER E JOÃO MORIS

SOBRE TEXTO NA REVISTA DE CINEMA/Uol — AS

TERRIVEIS BILHETERIAS BRASILEIRAS EM 2018

****REDE “ELAS”-ELO

Bárbara Sturm me entregou, na Mostra de Cinema de São Miguel do Gostoso-RN, um folheto acompanhado de um batom (vermelhíssimo) e de um bóton, no qual se lia: ELAS. No verso do impresso, uma explicação: “ELAS é uma rede formada por mulheres experientes do mercado audiovisual, de áreas artísticas e executivas, que juntas colaboram na consultoria de longas-metragens com direção feminina, buscando potencializar resultados e fomentar o equilíbrio de filmes realizados por mulheres”. E cita os filmes ficcionais e documentais

que contaram com a consultoria/parceria ELAS-ELO:

FICÇÕES: Amores de Chumbo (Tuca Siqueira), A Chave da Casa (Simone Elias), Aos Olhos de Ernesto (Ana Luiza Azevedo), É Tempo de Amoras (Anahí Borges), Fairplay (Malu Schroeder) e Rir Para Não Chorar (Cibele Amaral).

DOCs: Meu Querido Supermercado (Tali Yanklevich), Soldado Sem Arma ( Maria Carolina Telles), Torre das Donzelas (Susanna Lira). CONTATOS para parcerias:

barbara (Bárbara Sturm)

projetos (Carole Moser)

. “O VELHO E O NOVO” (1966)

FILME DE MAURICIO GOMES LEITE (1936-1993)

. SERGIO AUGUSTO TEM COPIA
VHS (OU MELHOR, EM DVD) DE “O VELHO E O NOVO”, SOBRE OTTO MARIA CARPEAUX, TEMA (O ESCRITOR) DE NOVA REVISTA “TERESA” DA USP….

Querida,
A cópia é em DVD, tirada de uma cópia que, salvo engano, foi depositada na Cinemateca do MAM. Fez parte do material colhido pro segmento sobre Otto Maria Carpeaux, na série “O Canto dos Exilados”, de Leonardo Dourado e Kristina Michahelles, exibida no canal Arte1. Como Leonardo e Kristina chegaram ao tesouro, só eles lhe poderão dizer. Que eu saiba, o único herdeiro do Maurício Gomes Leite é um irmão, que não conheço. O outro, Ricardo, mais novo e também ligado a cinema, que conheci bem, morreu faz tempo. Uma boa fonte pra coisas relacionadas ao Maurício é Silviano Santiago. Havia outra, nosso querido Geraldo Veloso, que se foi meses atrás. Sérgio Augusto.
Quem sabe no lançamento da revista TERESA-USP, a gente vê o filme, se o MAM tiver mesmo a cópia, não é?? Bjs rô

*****FESTIVAL DO NOVO CINEMA
LATINO-AMERICANO DE HAVANA: ANO 40

COLÔMBIA E MÉXICO CONQUISTAM OS

PRINCIPAIS PREMIOS. BRASIL GANHOU

COM O MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO.

OS PREMIADOS:

. “Tito e os Pássaros” (Brasil) – melhor longa de animação

. “Pássaros de Verão” (Colômbia) – melhor filme, música original (Leonardo Heiblun)

. “Nuestro Tiempo” (México) – melhor diretor (Carlos Reygadas), fotografia (Diego García) e Prêmio Fipresci.

. “Uma Noite de 12 Anos” (Uruguai) – melhor montagem (Irene Blecua e Nacho Ruiz), som (Royo-Villanova, Touron & Esquide), Prêmio Glauber Rocha atribuído pela Prensa Latina.

. “Las Niñas de Bien” (México) – melhor atriz (Ilse Salas)

. “Angel” (Argentina) – melhor ator (Lorenzo “Toto” Ferro)

. “Joel” (Argentina) – melhor roteiro (Carlos Sorín), Prêmio Dom Quixote do Conselho de Cineclubes.

. “Retábulo” (Peru) melhor filme de diretor estreante (ópera prima)

. “Ciro y Yo” (Colômbia) – melhor longa documentário.