FEST ARUANDA 2018 (ANO 13)- Noite lotada e de aplausos calorosos para TORRE DAS DONZELAS, documentário de Susana Lira, exibido hors concours no festival paraibano. Depois, a realizadora teria mais um longa documental exibido, este na disputa pelo Troféu Aruanda: MUSSUM, UM FILME DO CACILDIS . Um documentário-comédia (sobre o integrante dos Originais do Samba e, depois, dos Trapalhões) que dialoga abertamente com a narrativa de ILHA DAS FLORES, de Jorge Furtado. Ambos foram muito aplaudidos, mas TORRE DAS DONZELAS foi ovacionado, repetindo as recepções consagradoras do Festival de Brasília (no qual recebeu o Prêmio Especial do Júri) e no Festival do Rio (melhor documentário). O público acompanhou todos os créditos finais e a identificações das “donzelas” da TORRE (o presídio politico Tiradentes, na São Paulo dos tempos da ditadura militar) com palmas incessantes até serem arrematadas com gritos de LULA LIVRE. Havia gente até

nos corredores da sala de cinema. Mesmo quem reviu (ou “treviu”) o longa sobre o período que Dilma Roussef e suas companheiras de juventude e militância passaram no Presídio Tiradentes se emocionou. E chorou. Principalmente na sequência em que as presas políticas se despedem — ao som de SUITE DOS PECADORES, de Dorival Caymmi — de uma companheira que será transferida para outro presídio ou libertada. E se firmou constatação de muitos que reviram o filme:

ele melhora ainda mais ao ser revisitado.

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