A PERDA DE LEONARDO MACHADO + ARTIGO DE CONRADO HUBNER + TARRAFA: DJAMILA, ELIANE BRUM, SERGIO AUGUSTO E PAULO PIRES

+ A PERDA DO ATOR E APRESENTADOR DO FEST

GRAMADO, LEONARDO MACHADO

+ ARTIGO MAGISTRAL
DE CONRADO HUBNER, NA ÉPOCA
Quem conseguir o artigo, em word, me
manda para eu divulgar???

+ A PERDA DO ATOR E
APRESENTADOR DO FEST
GRAMADO, LEONARDO MACHADO:
Jurei a mim mesma, que — com as tensões das Eleições e as pauleiras diárias (mais os debates diários da Tarrafa Literária) — hoje, sábado, eu fugiria da internet. Mas, ao acordar, Zanin me deu a notícia: nossos amigos gaúchos colocaram várias mensagens no “face”, ontem, contando da morte do Leonardo Machado. Não lhe contei ontem para você não perder o sono. Fui então ao “face” e lá estavam mensagens de Marcus Mello, Luiz Alberto Cassol, Boca Migotto e muitos outros amigos do ator querido gaúcho. Peguei algumas das últimas fotos que fiz dele, no palco do Fest Gramado, semanas atrás, e escrevi um breve registro da dor de perder uma pessoa tão gentil, atenciosa, competente, amorosa. Lembrei de nosso último encontro, em Gramado, no dia da entrega dos Kikitos. Chegávamos, ambos, para o ensaio da entrega dos prêmios (na qual ele era um ESTEIO, e eu era mera figurante: ia entregar o Trofeu Canal Brasil ao melhor curta). Conversamos rapidamente (seguindo ambos para o Palácio dos Festivais) e senti um ar melancólico naquele rosto tão bonito. Amigos haviam me contado que ele estava em tratamento por causa de um câncer. Mas a competência dele na apresentação das noites do Fest Gramado, o pensamento ágil, a voz firme, me deram a entender que ele estava “tirando de letra”, enfrentando poderosamente aquela adversidade… Não foi assim: ele partiu aos 42 anos, no auge de sua carreira, no cinema (tornou-se o ator-fetiche de Paulo Nascimento, junto com Edson Celulari), na TV (Globo e RBS)… E aí me vieram à mente alguns dos momentos que guardei dele:
1. Num debate do filme “Valsa Para Bruno Stein” (Paulo Nascimento, 2008), em Gramado, perguntei ao cineasta e a seu ator se ele não era lindo demais (um galã!) para interpretar um trabalhador do campo. Com fairplay, os dois responderam educada e generosamente…
2. Ano passado, no palco do Festival de Gramado, a atriz argentina Soledad Villamil recebeu o Kikito de Cristal por sua trajetória e contribuição ao cinema latino-americano. Leo e Renata Boldrini apresentaram a cerimônia. Quando tudo terminou, ele, educadamente, pediu licença para “quebrar o protocolo” e abraçar a amiga portenha. Afinal, os dois acabavam de atuar no filme
“Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”.
3. Na véspera do lançamento deste filme, num hotel na Avenida Paulista, Celulari, Soledad e Leo Machado (e o diretor Paulo Nascimento, claro) receberam a imprensa para uma coletiva. Ele estava feliz ao lado dos amigos. Quem imaginaria que menos de 4 meses depois partiria?
4. E mais uma vez, semanas atrás, quando Edson Celulari recebeu o Prêmio Oscarito, Leo Machado deixou o púlpito e os microfones para abraçar o amigo.
5. Conto aqui, como velha frequentadora do Fest Gramado, que houve anos em que os apresentadores eram uns verdadeiros trapalhões. Erravam nomes de filmes, de atores, de diretores. Certa vez, Raul Gazolla fez dupla com uma starlet da época (anos 1990), de quem, juro, não me lembro o nome (não é falta de respeito, é que ela sumiu da TV). Os dois erravam tanto, que a imprensa os apelidou maldosamente de Debi & Lóide. Depois que Leo Machado passou a apresentar as noites gramadianas (com a carioca Renata ou a gaúcha Marla Martins), os erros sumiram e a elegância passou a dar o tom. Ele nunca queria aparecer mais que os convidados e equipes dos fimes, era discreto e dono de voz clara e límpida… Uma perda muito, mas muito dolorosa.

+ TARRAFA LITERARIA:
HOJE, SABADO, NO THEATRO GUARANY
OS TRES ENCONTROS DE HOJE:
15h00: Christian Dunker e outros
17h00: Sérgio Augusto e Paulo Roberto Pires
19h00: Djamila Ribeiro e Eliane Brum

+ CARTA CAPITAL: TRÊS
PAGINAS PARA A FICÇÃO
URUGUAIA SOBRE PEPE MUJICA
E SEUS COMPANHEIROS

+ CINEFOOT COMEÇA HOJE, EM SP

+ PRÊMIO FÊNIX AOS
MELHORES DO CINEMA
IBERO-AMERICANO NA
REVISTA DE CINEMA/Uol

+ OSMAR PRADO, O KID JOFRE
(10 SEGUNDOS PARA VENCER,
O FILME), NA REVISTA CONTINENTE (RECIFE)

******FEST CINEFOOT ANO 9 – 2018

A PARTIR DESTE SABADO, EM SÃO
PAULO, NO MUSEU DO FUTEBOL

A todos: Vamos lá neste sábado, às 19h00, celebrar os 10 anos

do fabuloso Museu do Futebol e a inauguração do 9˚CINEFOOT. Abrs Antônio Leal

****EM SÃO PAULO
NO MUSEU DO FUTEBOL:
FESTIVAL CINEFOOT ANO 9 – 2018
A partir deste sábado, cinéfilos-boleiros assistirão à edição paulistana do único festival brasileiro dedicado à relação
Cinema-Futebol. Cinefoot mantém programa com seus
filmes no Canal Brasil. Seguem duas breves perguntas respondidas pelo diretor do festival, Antônio Leal.

Almanakito: Por que as competitivas de Rio e Sâo Paulo são diferentes? Para aproximar os filmes de suas torcidas????
Antônio Leal: Para aproximar os filmes das torcidas, mas especialmente para dar oportunidade aos realizadores e produtores locais, que contam com o CINEFOOT (único festival de cinema do Brasil dedicado à exibição e promoção de filmes de futebol), para exibirem seus trabalhos em suas cidades. Percebo um forte crescimento da produção paulista de filmes com temática futebolística, por isso abrimos sempre um grande espaço para que estes filmes “joguem em casa”.

Almanakito: Qual é a natureza da competição “Geraldinos e Arquibaldos”?

Antônio Leal – Esta é uma mostra especial de caráter não competitivo que abre espaço para o público manter contato com filmes que abordam a paixão dos torcedores, direitos humanos, questões de gênero, raça, memória, identidade, bem como as faces humanas, democráticas e libertárias do futebol. É um trabalho de curadoria que fazemos com enorme zelo reunindo obras que trabalham num ambiente que explora os diversos olhares sobre o futebol, não apenas nas quatro linhas.