“O NOME DA MORTE” + FILME “O CASO DO HOMEM ERRADO” (foto abaixo) E XXVIII CINECEARÁ COMEÇA NESTE SÁBADO.

****O NOME DA MORTE:
Acompanhei, com interesse, a repercussão — no Festival do Rio — do longa “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman, pois me interessara muito pelo filme anterior dele, “Jean Charles”, com Selton Mello e Luiz Miranda em ótimos desempenhos (Miranda encantou até o coprodutor britânico do longa, Stephan Frears). A crítica recebeu o novo filme goldmaniano com muitas (e severas) reservas. Ontem (02-08-18) li ótimo texto de Guilherme Genestreti, na capa da Ilustrada-Folha de S. Paulo. Na primeira parte, ele discutia com George Moura (roteirista do filme) o conceito hanna-arentiano de “banalidade do mal”. Na segunda, discutia a possível glamourização do protagonista, um pistoleiro (interpretado por Marcos Pigossi) que teria matado quase 500 pessoas (o filme parte de livro-reportagem que ganhou, creio, o Prêmio Jabuti). Goldman argumentou que não glamourizara o personagem, mas sim, que o humanizara, pois ele não era um monstro, mas sim um homem comum que cometia monstruosidades. Hoje fui ao Cine Bristol (sessão das 16h50) e havia um público até significativo (num dia gelado e de muita chuva). Mas me decepcionei
com o filme, explícito demais, e — principalmente — com um ERRO inacreditável. O pistoleiro consegue safar-se de processos judiciais (OK, ele age num Brasil interiorano) por contar com “carapaça” protetora muito especial: uma farda de policial, conseguida por um tio da PM (André Mattos, desta vez, em atuação muito over) e por seu agregado (Santos, interpretado por Gillray Coutinho). Só que ele, o pistoleiro, passa despercebido apesar de espessa barba. Qualquer cidadão sabe que o regimento militar proibe barba (aceita bigode). Será que ninguém desconfiou que aquele “policial” BARBUDO desrespeitava o regulamento da Corporação a que dizia pertencer??? E por que eles (todos os personagens masculinos) falam tão alto de seus planos de execução de novos condenados ao extermínio pelo prolífico pistoleiro???? Atores bons como Matheus Nachtergaele, Fabíola Nascimento, Augusto Madeira, Martha Nowill, etc, não rendem o esperado, por causa da direção
óbvia de Goldman, que desta vez errou a mão.
****NA REVISTA DE CINEMA/Uol:
DOCUMENTÁRIO SOBRE GRANDE OTELO É UM DOS
60 PROJETOS APOIADOS PELA GLOBONEWS
EM 4 ANOS DE COPRODUÇÕES

link da matéria

Estamos indo ao Cine Ceará amanhã.

http://revistadecinema.com.br/2018/08/grande-otelo-tera-sua-trajetoria-narrada-em-documentario/

************FILME “O CASO DO HOMEM ERRADO”,
CRITICA DE IVONETE PONTO NA ZH + ERRATARô

Leiam na ZERO HORA gaúcha, a ótima crítica de Ivonete ao filme “O CASO DO HOMEM ERRADO”, da jovem realizadora negra CAMILA DE MORAES. Vi o filme hoje à tarde no CINESESC e, na correria — pois vi também O NOME DO MORTE e o francês A APARIÇÃO (com Vicent Lindon) — coloquei informações truncadas no meu e-mail matinal. Este é o primeiro e único longa-metragem de CAMILA, E NÃO O SEGUNDO COMO ESCREVI. E LEIAM A CRITICA DE IVONETE. bjs rô