FLIP 2018 – ANO XVI – VASCO PIMENTEL, O “ JOÃO GILBERTO DA SONOPLASTIA”

O lusitano Vasco Pimentel, diretor de som de filmes de Manoel de Oliveira, Wim Wenders (que se inspirou nele para criar o personagem principal de “O Céu de Lisboa”) e de Miguel Gomes (o diretor de “Tabu” e seu designer de som aparecem em “Meu Querido Mês de Agosto” questionando suas percepções sonoras) é uma das estrelas da XVI FLIP, que termina neste domingo, numa ensolarada Paraty. Aos 60 anos, Vasco Pimentel e o colega (e diretor de fotografia) Rui Poças começam a atuar com grande destaque no cinema brasileiro. O lusitano, conhecido por seus talentos e idiossincrasias, como o “João Gilberto da sonoplastia”, estreou em longa brasileiro que causou imensa polêmica, “Vazante”, de Daniela Thomás. E, agora, assina a ousada captação de sons do mix de documentário e ensaio poético “Hilda Hilst Pede Contato”, de Gabriela Greeb. Trata-se de um dos filmes da Mostra FLIP, Vitrine Petrobrás, que acontece no recém re-inaugurado Cinema da Praça. Uma sala de cem lugares, com acústica e projeção de ponta, situada no coração da fluminense e histórica Paraty. Um cinema que passou décadas fechado e agora renasce.