ENCONTRO DE CINEMA NEGRO ZÓZIMO BULBUL + BILHETERIAS BRASILEIRAS + RICARDO GUILHERME DICKE E A CERIMONIA DO ESQUECIMENTO

+ ENCONTRO DE CINEMA NEGRO ZÓZIMO
BULBUL (RIO DE JANEIRO, EM AGOSTO):
Li na coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, que o Encontro de Cinema Negro, criado por Zózimo Bulbul, e que agora leva seu nome, recebeu número de inscritos 66% maior que na edição anterior. Nesta (edição anterior), foram inscritos 108 filmes e selecionados 66. Para a edição deste ano, são 180 inscritos e 74 selecionandos. O festival, que traz o melhor do cinema black, é comandado por Biza Vianna, diretora de arte, cenógrafa e viúva de Bulbul, e tem curadoria de Joel Zito Araújo, cineasta e professor de Cinema. Tomara que, este ano, o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul receba cobertura significativa de nossa mídia. Ou o cinema black e seu festival continuarão invisíveis como o imenso Festival Pan-Africano de Burkina Faso, na África????
+ FLIP (CINEMA & LITERATURA): HOJE + RICARDO GUILHERME DICKE (MADONA DOS PÁRAMOS)
Li, na Ilustríssima, domingo, um texto que revela o imenso interesse de Hilda Hilst pela obra do escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke, autor do ótimo “Madona dos Páramos”, que — parece — Glauber Rocha sonhou filmar. Li “Páramos” depois que amigos do Festival de Cuiabá (Anos 1990) me recomendaram o livro. E esperei, ansiosa, por um docTV — “Cerimônias do Esquecimento”, de Eduardo Ferreira (Projeto docTV 1) — realizado em 2004 (ver registro no livro “docTV – Operação de Rede”, publicado pelo Instituto Cinema em Transe, 2011). O realizador, conterrâneo do escritor, se propunha a “empreender viagem pelo universo literário de Dicke num ‘doc manifesto’, rito do esquecimento que os brasis periféricos experimentam. Um professor documentarista busca as raízes do esquecimento-exílio involuntário, que o escritor RGD vive (vivia) em Cuiabá. Enquanto isto, o escritor escreve a obra em tela e os personagens passam a se movimentar para uma Grande Ceia com o próprio autor. Um encontro de los olvidados”.