******RUMO A PARATY 2018 — FLIP ANO XVI NO CINEMA DA PRAÇA — CINEMA RESTAURADO DE PARATY VAI EXIBIR E DEBATER
QUATRO FILMES (CINEMA & LITERATURA)

AMIGOS:
Viverei, desta quinta-feira até domingo, experiência nova e motivadora: fui convidada a moderar debates de filmes brasileiros na
Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que chega à sua décima-sexta edição. Será minha primeira Flip. Já estive em Paraty por três vezes. Nas duas primeiras, como turista. Primeiro, fiz, com parentes e muita calma, um passeio por Paraty, Arraial do Cabo, Cabo Frio (pois eu queria conhecer o Forte onde Ruy Guerra filmou “Os Cafajestes”) e Búzios. Na segunda vez, o passeio foi mais rápido. Regressávamos, de carro, a São Paulo, vindo do Rio, e passamos um dia em Paraty, curtindo a culinária (comemos uma maravilhosa caldeirada de frutos do mar) e comprando artesanato. Na terceira e última vez (2002), fui a trabalho. Zanin e eu fomos cobrir o Festival de Cinema de Paraty, organizado por Susana Villas-Boas e equipe. E, para tornar nossa viagem ainda mais deliciosa, passamos um dia na companhia de Thomaz Farkas & Marly Mariano, no belo casarão que mantinham perto da Igreja de uma só torre. Estávamos com nosso amigo baiano (irmão de alma de Thomaz Farkas e Marly), Guido Araújo, criador da Jornada de Cinema da Bahia. Tivemos a alegria de assistir às filmagens do documentário “Thomaz Farkas, Um Brasileiro”, que o diretor de “Menino de Engenho”, “Inocência” e (futuramente) “Através da Sombra”, realizava, então. À noite fomos, todos, assistir à premiação do Festival. Um dos filmes mais premiados foi “À Margem da Imagem”, curta-metragem de Evaldo Mocarzel, então editor de Cultura do Estadão. Como Evaldo não pudera ir a Paraty, me coube a função de “recebedora” dos prêmios. Um deles era gigantesco, uma peça artesanal composta com uma “casca” de cocos de palmeira, com mais de um metro de comprimento, enfeitada com engenho e arte. Se não estivéssemos de carro, não sei como traria prêmio tão exuberante. Quando Evaldo Mocarzel recebeu o trofeu, quase morreu de contentamento, sendo ele um cidadão fluminense (nascido em Niterói). Era o reconhecimento de seus conterrâneos. *** Volto, pois, agora, a Paraty, passados 16 anos, para atividade (seis debates que unem esforços da Flip e da Distribuidora Vitrine) que amo desempenhar: moderar discussões de cinema (e no caso, a relação Cinema & Literatura). E, ainda, devo conhecer Vasco Pimentel, o craque lusitano, parceiro de tantas aventuras cinematográficas de Wim Wenders. E rever esta cidade que Nelson Pereira dos Santos (e seu ator e assistente de direção, Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, ou “Madame Moustache”) tanto amou e escolheu como cenário de (alguns de) seus filmes. Abaixo, informação detalhada sobre o projeto cinematográfico da Flip, em parceria com a Vitrine-Petrobras.

****FLIP 2018 NO CINEMA DA PRAÇA