“GUARANÍ”, FILME ARGENTINO-PARAGUAIO (foto) + NOVOS DVDs DA OBRA COMPLETA DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS (BRETZ) + A VOZ DE ROBERTO CARLOS + ANIMAÇÃO RUSSA NO CINESESC + ANIMAÇÃO BRASILEIRA EM LIVRO DA ABRACCINE: LANÇAMENTO NO FEST ANIMA MUNDI

+ DEBATE COM ZEZÉ

MOTTA (HOJE, 20h00, NO ESPAÇO
AUGUSTA, DEPOIS DA

EXIBIÇÃO DE “XICA DA SILVA”)

+ AMPLO MATERIAL SOBRE BERGMAN, NA REVISTA PREVIEW BRASIL (105, JULHO) + A PERDA DE CLAUDE LANZMAN + FEST AMERICA LATINA + CONRADO HUBNER NA REVISTA ÉPOCA

+ MOSTRA SESC DE CINEMA PAULISTA + ANIMAÇÃO RUSSA + INSCRIÇÕES PARA FEST ARUANDA (PARAÍBA) E FEST GOSTOSO (RIO GRANDE DO NORTE)

+ LIVRO DA ABRACCINE SOBRE “ANIMAÇÃO
BRASILEIRA” SERÁ LANÇADO NO ANIMA MUNDI-RIO.

*****FRANÇA PERDE CLAUDE LANZMAN, diretor do monumental SHOAH, disponível em DVD lançado pela Videofilmes.

+ FEST GRAMADO 2018
DIVULGA LISTA DE CURTAS
SELECIONADOS (VER NOVAS
INFORMAÇÕES NO SITE DO FESTIVAL):
Na próxima terça-feira, Festival anuncia os longas
brasileiros e latinos de sua competição.

+ ANIMA MUNDI E O LIVRO
“100 ANIMAÇÕES BRASILEIRAS
ESSENCIAIS (ABRACCINE-CANAL
BRASIL-EDITORA LETRAMENTO)

+ NO ESTACÃO
BOTAFOGO-RIO:
MOSTRA CAVIDEO 21 ANOS,
com novas filmes
da produtora de Cavi
Borges, incansável produtor
independente carioca.

+ DEBATE COM ZEZÉ MOTTA:
No FIM. Nesta quinta-feira, depois da
exibição de “Xica da Silva”, de Cacá Diegues.

+ NOVOS DVDs DA OBRA COMPLETA
DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS (BRETZ)

****NO CANAL CURTA!:
Série de Murilo Salles:
ALEGORIAS DO BRASIL.

*****No CANAL BRASIL:
Cinejornal, Som do Vinil, Espelho

+ NOVOS LIVROS DE:
. Marcelo Janot: “Revisão Crítica”, Editora Autografia
. Geraldo Veloso: “O Cinema Através de Mim”, do CEC-MG
. Geraldo Vandré: Poética (Editora Jornal A União – Jampa-PB)
. Emerson Maranhão: Cinema Falado (Editora Jornal O Povo-Fortaleza)

+ OTIMA ENTREVISTA
DE WALTER SALLES A INACIO
ARAUJO, DE BOLONHA-ITALIA (FESTIVAL DE CINEMA
RESTAURADO): NA FOLHA DE S. PAULO (04-07-18)

+ FEST ARUANDA 2018:
Estão abertas as inscrições para a edição 2018 do
Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontece
em Jampa, capital da Paraíba, no início de dezembro.
Mais informações no site do festival.

+ MOSTRA BERGMAN
100 DEVE GANHAR
NOVA TEMPORADA NO CINESESC:
Aguardem notícias. Dia 19 de julho, a Imovisión, de
Jean-Thomas Bernardiní, lança o documentário “Bergman 100
Anos”, de Jane Magnusson. O dia exato do centenário de
Ingmar Bergman é 14 de Julho (Dia da Nacionalidade Francesa)

+ PROGRAMAÇÃO
DO CINESESC:
Nos próximos sete dias:
. Festival Internacional Mulheres no Cinema.
*Depois:
. Mostra de Animação Russa (12 a 18 de julho )
. Mostra Sesc de Cinema Paulista (de 19 a 25 de julho)
. Festival de Cinema Latino-Americano
de S. Paulo (26 de julho a primeiro de agosto)

****OCUPAÇÃO ANTONIO CANDIDO:
No Instituto Cultural Itaú. Até agosto

****DE LEITURA OBRIGATORIA
a coluna de Ana Paula Lisboa, (04-07-18), em O Globo, sobre
a candidatura da escritora Conceição Evaristo a uma vaga na ABL.

****ESTREIAS DESTA QUINTA,
ENTRE OUTROS FILMES:

. Mulheres Alteradas, Brasil (comédia com grande elenco)
. Cachorros, do Chile (com Antonia Zeggers & Alfredo Castro)
. A Noite Devorou o Mundo (terror francês)
. Custódia (França: vejam excelente matéria de Elaine Guerini, no Caderno Eu/Valor, de sexta-feira da semana passada/29-06-18)
. “Nos Vemos no Paraíso”, de Albert Dupontel (França: este filme foi o recordista de indicações aos prêmios CESAR, junto com “120 Batimentos por Minuto”. Cada um com 13 indicações. “120 Bat” ganhou seis trofeus CESAR (incluindo melhor filme e roteiro original). “Nos Vemos no Paraíso” ganhou cinco (incluindo direção e roteiro adaptado).

+ COLUNA DE
NABIL BONDUKI SOBRE
MUROS DE VIDRO NO CAMPUS DA USP:
para nossa reflexão (Folha, 03-07-18)

*****EM BUSCA DE
UM FILME (GUARANÍ):
Dia destes, no CineSesc, o cinéfilo Luiz Gonzaga, que
durante muitos anos atuou na Cinemateca Brasileira, me perguntou pelo filme “Guaraní”. Aloprada que sou (pois corro o dia inteiro, querendo segurar o mundo com as mãos), perguntei: qual GUARANÍ? Ele respondeu: “aquele filme paraguaio, do qual você falou tanto, quando ele foi exibido em Gramado”. Aí a ficha caiu: “ah, uma co-produção entre Paraguai e Argentina, protagonizada por um ator maravilhoso, muito culto, que a todos encantou em Gramado?????”. Este mesmo, respondeu Gonzaga e ficamos, os dois, na torcida para que o filme seja lançado no Brasil, quem sabe no Fest América Latina (criado pela turma do Memorial), quem sabe no circuito de arte… Viajei para o México, depois para Curitiba, depois para Ouro Preto-Congonhas (do Campo)-Sabará e me esqueci do Guarany paraguaio. Aí assisti a uma maravilha paraguaia, o filme LAS HEREDERAS, que conquistou o Urso de Prata de melhor atriz em Berlim, em fevereiro último. Que encanto, que filme feminino, que delicadeza,
que narrativa segura e envolvente. E o GUARANÍ voltou à minha cabeça. Gonzaga e eu continuamos, pois, esperando que alguma vitrine paulistana (e brasileira) se abra para este filme. Seguem os nomes do diretor (Luiz Zorraquín) e do ator (Emilio Barreto), premiado em Gramado 2016. E que agradeceu com uma bandeirinha do Paraguai nas mãos e um discurso maravilhoso (no qual homenageou Augusto Boal), que deixou Chico Diaz, filho de um sociólogo-e-educador paraguaio, comovido.

***ROBERTO CARLOS,
O (GRANDE) CANTOR:
Na pre-adolescência e começo da adolescência, eu gostava de Roberto Carlos. Vi os 3
filmes de Roberto Farias no Cine União, na minha Coromandel-MG natal, e cantava (desafinada que sou) algumas músicas dele. Depois, meu interesse migrou para outros cantores e compositores. Quando entrei na UnB, Roberto Carlos — salvo falha de minha memória — já estava cantando coisas do tipo “Jeus Cristo, Jesus Cristo/ eu estou aqui”. Tomei distância infinita dele. O tinha na conta de careta, religioso, cantor de “senhôras” conservadoras, despolitizado, etc, etc. Um dia, entrevistando Ferreira Gullar (para o Correio Braziliense ou Jornal de Brasília), por alguma razão da qual não me lembro, RC entrou na conversa. E o poeta maranhense disse que também não era fã do “Rei”, mas que reconhecia que ele tinha uma voz única, maravilhosa. Nem assim me dei por vencida. Continuei longe de me interessar pelo cantor e compositor capixaba (parceiro de Erasmo). Conto isto porque, ao assistir ao filme PARAISO PERDIDO, de Monique Gardenberg, tive um choque. Um choque, pois, com quase 50 anos de atraso, “descobri” que a voz de Roberto é um espanto, maravilhosa mesmo!!!! O filme se passa num cabaré paulistano, dedicado à música brega e povoado por pessoas que acreditam que toda forma de amor vale a pena. Um cabaré que parece um ilha onde diferentes convivem bem, mesmo num Brasil dominado pelo ódio e pela intolerância. A família que mantém o Paraíso Tropical, comandado pelo personagem de Erasmo Carlos, reúne vários cantoras e cantores. Num certo momento, eles cantam uma música de Roberto Carlos. A câmara sobe e vai para o infinito… e avoz verdadeira de Roberto Carlos enche a tela e nossos ouvidos. Que potência, que coisa melodiosa, que maravilha… Aos 63 anos tenho que admitir: RC faz sucesso (do começo dos anos 1960) até hoje, porque tem uma voz realmente privilegiada. Muito melhor que a maior parte de seu repertório.

****LILIA SCHWARCZ:
PREMIO ALMANAQUE
Parei de atribuir o Prêmio Almanaque (e ninguém sentiu falta!!!, risos) porque ando exausta. É muita viagem, muito filme, muito jornal e livro prá ler, muita andança entre São Paulo e Santos, etc, etc. Mas se continuasse atribuindo o prêmio, neste mês ele seria da antropóloga e professora da USP, Lilia Schwarcz. O que esta cientista social tem feito pela cultura negra é algo notável. Além de livros (destaque para a biografia do escritor Lima Barreto) ela tem escrito artigos diversos, sempre preocupada com a dívida que o Brasil tem com os afro-brasileiros. E agora comanda equipe curatorial que organizou mega-exposição no MASP e no Instituto Tomie Otake: HISTORIAS AFRO-ATLANTICAS. *******
Junto com Joel Zito Araújo, Flávia Oliveira, Zezé Motta, Mano Brown, Nei Lopes, Marco Antônio Simas, Jeferson “Dogma Feijoada” De, Lázaro Ramos, Ivana Bentes, Ana Paula Lisboa e jovens lideranças black, Lilia integra um time da maior importância. A este time, só temos que louvar e agradecer.

*****EM AGOSTO
. CINECEARÁ (de 4 a 11, em Fortaleza)
. FEST GRAMADO (de 16 a 25)
. Mostra CINEBH (Belo Horizonte)

******CAIXA NELSON PEREIRA DOS SANTOS:
Saiu a terceira caixa de DVDs, pela Bretz, com mais cinco filmes do saudoso Nelson Pereira dos Santos, que faria 90 anos em outubro deste ano, mas nos deixou meses atrás. Entre os filmes, um de primeira linha: Memórias do Cárcere, uma das três produções que ele realizou a partir do grande escritor alagoano (“Vidas Secas” e um episódio de “Insônia”).
Um filme, em particular, envolve minha família mineira, pois Nelson o realizou entre Paracatu-MG e Brasília-DF. E teve retaguarda, no município mineiro, de minha irmã, Maria da Graça Caetano Jales, que naquele começo de anos 1990, era diretora da Casa de Cultura de Paracatu. Quando Nelson anunciou que filmaria lá parte de “A Terceira Margem do Rio” (a partir de Guimarães Rosa) eu mandei, correndo, o livro de Helena Salem (“Nelson Pereira dos Santos – O Sonho Possível do Cinema Brasileiro”, Editora Record, 1987) para ela, com um bilhete: “Leia para ficar bem informada e saiba que Paracatu estará recebendo o maior cineasta brasileiro vivo”. Estávamos ainda vivendo as graves consequências do desmonte Collor. E Nelson, como sempre, filmando com poucos recursos… Um dia, Dace me telefonou: “Estamos muito felizes com a presença do cineasta e sua equipe, com os atores brasileiros e a linda atriz francesa”, mas… “como os produtores dele pedem, pedem tudo, de “currião” (cinto de couro) a botina, tudo enfim”. E arrematou: “se o maior cineasta brasileiro filma nestas condições, imagine os outros”… Ontem fui à Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, comprar uma caixa com o DVDs para ela. Coloquei no correio e me lembrei dos dias em que acompanhamos, em Paracatu (jornalistas de todo país, Jabor pela Folha, Zanin, pelo Estadão, a turma do Correio Braziliense, eu pelo Jornal de Brasília, etc, etc) e no então badalado Polo de Cinema e Vídeo de Sobradinho-DF (até Siron Franco atuou nos
cenários). Detalhe: a caixa está em promoção na Livraria Cultura: de R$140,00 por uns 75 reais.

**** MOSTRA DE
CINEMA DE GOSTOSO:
Inscrições abertas até 31 de agosto.
Festival acontece no balneário potiguar
(São Miguel do Gostoso), na Praia do Maceió, em novembro.
Cidade pequena e bela, indicada a quem gosta de esportes de “vento”

FEST GRAMADO 2018

46º Festival de Cinema
de Gramado apresenta
14 curtas-metragens
na disputa pelo Kikito

Amigos,

é hora de conhecer os 14 curtas-metragens selecionados para o 46º Festival de Cinema de Gramado! As outras competitivas serão anunciadas na coletiva de lançamento do evento, que acontece no dia 10 de julho.

46º Festival de Cinema de Gramado

apresenta 14 curtas-metragens na disputa pelo Kikito

Antes de revelar, no dia de 10 julho, a listagem completa das mostras competitivas de sua 46ª edição, o Festival de Cinema de Gramado apresenta os primeiros filmes que já estão na disputa pelo cobiçado Kikito. Entre os curtas-metragens brasileiros, 14 títulos serão projetados na tela do Palácio dos Festivais durante o evento serrano, que acontece entre os dias 17 e 25 de agosto.

Para avaliar os 365 filmes inscritos, o Festival de Cinema de Gramado contou com uma comissão de seleção formada por: Camila de Moraes, diretora; Karine Emerich, produtora e diretora; Sérgio Fidalgo, ator e produtor; Stephen Bocskay, professor e escritor; e Tatiana Sager, produtora e diretora.

Segundo a comissão, “temas latentes serão apresentados com olhares diversificados, abordando assuntos cada vez mais urgentes e necessários na procura por uma produção audiovisual que possa representar melhor grupos que nem sempre tiveram espaço e visibilidade”. Além disso, “em busca da memória e de registrar novas narrativas, teremos uma seleção extremamente diversa, rica e potente, que intensifica o debate entre filmes, realizadores e público”.

******Confira abaixo a lista

dos filmes selecionados para

a mostra competitiva de curtas-brasileiros do

46º Festival de Cinema de Gramado:

“À Tona” (DF), de Daniella Cronemberger

“Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim” (SC), de Maria Augusta V. Nunes

“Aquarela” (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio

“Catadora de Gente” (RS), de Mirela Kruel

“Estamos Todos Aqui” (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim

“Um Filme de Baixo Orçamento” (SP), de Paulo Leierer

“Guaxuma” (PE), de Nara Normande

“Kairo” (SP), de Fabio Rodrigo

“Majur” (MT), de Rafael Irineu

“Minha Mãe, Minha Filha” (ES), de Alexandre Estevanato

“Nova Iorque” (PE), de Leo Tabosa

“Plantae” (RJ), de Guilherme Gehr

“A Retirada Para Um Coração Bruto” (MG), de Marco Antonio Pereira

“Torre” (SP), de Nádia Mangolini