BOLA DE SEBO + BILHETERIAS BRASILEIRAS + GUEL ARRAES + GUILLERMO DEL TORO: NO ITAU VIVER MAIS, UM SERENO E PRODUTIVO DEBATE SOBRE “A FORMA DA AGUA”

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + BOLA DE SEBO E CHICO BUARQUE + PREMIO CESAR FRANCÊS NESTA SEXTA, DIA 2 DE MARÇO + MOSTRA HELENA SOLBERG

+ KENJI MIZOUCHI + O LEOPARDO VISCONTI + GUEL ARRAES + GUILLERMO DEL TORO: NO ITAU VIVER MAIS, UM SERENO E PRODUTIVO DEBATE SOBRE “A FORMA DA AGUA” + MOSTRA TIRADENTES EM SÃO PAULO (DEPOIS DA MOSTRA VISCONTI)

+ NO CANAL BRASIL: NAS SEGUNDAS-FEIRAS, “ESPELHO”, COM LAZARO RAMOS, NAS SEXTAS: “SOM DO VINIL”, COM CHARLES GAVIN, NO SABADO, “CINEJORNAL” E “CINE DELAS” (FILMES APRESENTADOS POR ANNA MUYLAERT)

+ ALMANAKITO SEM BADEN POWELL NÃO TEM GRAÇA: dia destes, ouvindo “Tempo Feliz ” e “27 Horas de Estúdio” no spotify, Zanin acessou o disco “Imagens on Guitar”, um dos muitos que Baden gravou na Europa. E lá estava a faixa “Cegos do Nordeste”. Na hora comentei: outra composição dedicada aos cantadores nordestinos?? Fomos conferir: era a magistral “Cego Aderaldo”, com nome “internacional” para facilitar a compreensão dos ouvintes não-brasileiros. Por isto o “Samba da Benção” virou SARAVAH, não é? Me lembro que, certa noite, Pierre Barouh disse, no Prograa do Jô, que ia tocar e cantar “Saravah”. Que era, claro, o “Samba da Benção”.

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ PEMIO CESAR, EM PARIS,
NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 2.

+ NOEL ROSA, POR ZUZA,
SIMAS E JOÃO MAXIMO, NO ARTE 1
(reprise do primeiro capítulo nestas quinta e sexta-feira). Capítulo novo (por sete semanas) toda segunda-feira, 21h00. Hoje, em O Globo, Patricia Kogut deu nota dez para a série. No Estadão da última segunda-feira, ótima matéria sobre este programa imperdível.

+ OS 80 ANOS DE HELENA SOLBERG

+ MOSTRA MIZOGUCHI NO IMS
+ MOSTRA VISCONTI NO CINESESC

+ BOLA DE SEBO (CHICO BUARQUE,
ETTORE SCOLA, MIZOGUCHI, MIKHAIL
ROMM, JOHN FORD, CHRISTIAN
JAQUE… E Tarantino????)

+ GUEL ARRAES + GUILLERMO DEL TORO:
NO ITAU “VIVER MAIS”, UM SERENO E
PRODUTIVO DEBATE SOBRE “A FORMA DA AGUA”

+ BILHETERIAS
BRASILEIRAS

ESTREIA:
Paulistas………………………….391

CONTINUAÇÕES:
Fala Sério, Mãe………………………………2.999.596
Os Parças………………………………………..1.603.627
Peixonauta………………………………………….20.844
Cora Coralina……………………………………….6.812
Saudade………………………………………………..1.806
Até o Fim……………………………………………….não disponível

+ RECEBI UM EMAIL
DE CHICO BUARQUE:
ASSUNTO BOLA DE SEBO,
MAUPASSANT, DIÁLOGOS.
Ver abaixo.

*** GUEL ARRAES (TV GLOBO) –
Procede esta informação de que Guel Arraes está deixando
o Núcleo de séries da TV Globo?? Está na coluna da Cristina
Padiglione e na Folha de S. Paulo.

*******EDUARDO ESCOREL — “O
MAIS CÉLEBRE DOS
CINEASTAS (BRASILEIROS)
DESCONHECIDOS:
Entrevista de Eduardo Escorel à
REVISTA DE CINEMA/Uol –
“IMAGENS DO ESTADO NOVO 1937-1945”,
LANÇAMENTO DIA
15 DE MARÇO NO RIO E SÃO PAULO

http://revistadecinema.com.br/2018/02/entrevista-eduardo-escorel/

+ “BOLA DE SEBO”
(novos desdobramentos) — Amigos: todos vocês estão cansados de saber, pois repito sempre aqui no Almanakito, que os dois melhores contos que
li na vida são “Bola de Sebo”, de Maupassant, e “Pai Contra Mãe”, de Machado de Assis. Tudo que diz respeito a BOLA DE SEBO (e ao conto do Machado) me interessa. Então, cada vez que consigo ver um filme que dialoga com o conto de Maupassant, morro de felicidade. Fora “No Tempo das Diligências” (Ford) e “Casanova e a Revolução/A Noite de Varennes” (Ettore Scola), dois diálogos livres com “Bola de Sebo”, eu sonhava ver a versão soviética de “Bola de Sebo” (de Mikhail Romm, 1931 ou 1934, ainda mudo). A turma do CPC-UMES lançou o filme, uns dois ou três anos atrás, em DVD, e pude fruir desta maravilha, fidelíssima ao conto do gênio francês. Agora, acabo de assistir à versão de Mizogushi, de 1936, chamada “Oyuki, a Virgem” (recriação livre). Faltam duas versões francesas, uma de Christian Jacque, realizada em 1945, e uma recente (de animação, creio que com bonecos).
****Sempre que mexo com o assunto “Bola de Sebo”, o nível dos interlocutores do Almanakito sobe aos céus. Recebo e-mails de, entre outros, Walnice Nogueira Galvão, da USP, outra siderada pelo conto de Maupassant (organizou, recentemente, livro com nova tradução), do crítico carioca Ely Azeredo, da historiadora gaúcha Alice Trusz, do montador e cineasta mineiro Geraldo Veloso, do cinéfilo Cezar Veronese (que conheci numa sessão de filme sobre a disputa entre dois “vulcões”, pelo amor de Rossellini (Anna Magnani x Ingrid Bergman)…. Na última segunda-feira recebi um e-mail de Chico Buarque. Sim, de Francisco Buarque de Holanda… Estava em um engarrafamento na Imigrantes, estrada que liga Santos a São Paulo. Ia para o planalto paulista participar de um debate (sobre “A Forma da Água”, do tapatio Del Toro) no projeto “VIVER MAIS”, com espectadores de mais de 57 anos. Ou seja, aqueles que vivem (vivemos!) sob o efemismo de “melhor idade” ou “terceira idade” (ver texto no final deste remessa). Ando meio deprê, pois este país que eu amo tanto, está uma merda!! Uma merda federal, estadual, municipal… Zanin já não sabe o que fazer para me animar. Pois bem, ainda mais mal humorada do que costumeiramente (por causa do engarramento, naqueles trechos da estrada em que, se você olha para determinado lado, só vê “precipícios”) reclamei que não tinha nada para ler, nem fazer… Zanin sugeriu: “abra seus e-mails”. Mesmo contrariada e cercada daqueles caminhões imensos que levam cargas do Porto de Santos a São Paulo e me “dizem” que aqueles gigantescos viadutos não vão aguentar tanto peso, abri a lista de emails. Por algum milagre, o primeiro deles trazia a identificação:
Francisco Buarque de Hollanda. Como? Um e-mail do Chico??
Não pode ser. Pois era.
Divido, pois, o e-mail com vocês e, depois, explico
as razões desta simpática, sintética e sincera mensagem
do compositor que vive no meu Olimpo sonoro:
Geni e o Zepelin é um mix da Jenny dos piratas, de Brecht
e Weil, com a Bola de sebo do Maupassant. Um abraço, Chico
Na origem de tudo: ….BOLA DE SEBO. Depois de ler o Almanakito, semana passada, o professor de literatura Cezar Veronese, me mandou um e-mail lembrando que via semelhanças entre a Geni, da “Ópera do Malandro” (peça buarqueana e, depois, filme de Ruy Guerra) com a personagem de Maupassant. Prometi a ele que enviaria mensagem aos Buarque de Hollanda, em especial aos atores Silvia Buarque & Chico Diaz, casal muito querido. Pois não foram eles que consultaram o pai (e sogro) e me mandaram a resposta. Foi o próprio Chico. Também um grande admirador do magistral conto de Maupassant.
****O crítico Ely Azeredo, que também havia lido o Almanakito, me alertara para a “origem” de La Nuit de Varennes: um livro da escritora francesa Catherine Rihoit. Portanto, minha crença de que Scola dialogara com “Bola de Sebo” ao escrever o roteiro do filme (com Serge Amidei) perdia força. Fui reler matéria que escrevi para o jornal BRASIL DE FATO, sobre o diálogo de Ford e Scola com o conto de Maupassant e, nela, eu citava, sem dar importância/desdobramento à citação, o livro da escritora francesa (ver no Dossiê Ettore Scola, no site da Abraccine). E por que não dei atenção a Catherine Rihoit????. Porque em entrevista com Scola, no Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, nos anos 1990, perguntei a ele se construíra “Casanova e a Revolução” (assim, com este nome, o filme chegou aos cinemas brasileiros; só foi rebatizado A Noite de Varennes, quando do lançamento em DVD) em diálogo com “No Tempo das Diligências”. Ele disse que não e, em momento algum, se referiu a
uma possível origem literária do filme.
Eis que, entre novos e-mails, encontrei
um completo “Dossiê Ettore Scola-La Nuit de Varennes”, enviado pela HISTORIADORA e PESQUISADORA ALICE TRUSZ.
Ela, que é autora de um livro sobre “Verdes Anos”, o filme que marcou o renascimento do cinema gaúcho, na primeira metade dos anos 1980, trouxe informações apoiadas em sólidas fontes:
O livro de Catherine Rihoit, que teria dado origem ao filme de Ettore Scola (“La Nuit de Varennes”), FOI ESCRITO DEPOIS da realização deste longa-metragem. Foi escrito a pedido da distribuídora Gaumont, como parte do lançamento/marketing promocional na França e Itália. O roteiro do filme, de SCOLA e AMIDEI, é, portanto original. Para mim, eles tomaram “Bola de Sebo” como fonte de diálogo. (Vejam a íntegra do Dossiê preparado por ALICE TRUSZ no Blog Almanakito. OK??)
E não acabaram as correspondências sobre “Bola de Sebo”. Ontem, o montador e cineasta Geraldo Veloso, me lembrou outro filme que, de alguma forma, dialoga com “Bola de Sebo”: “Os Oito Odiados”, de Taratino:
“Rosário, você não acha o filme do Tarantino, The Hateful Eight (Os oito odiados), uma espécie de leitura do Maupassant? Algumas aproximações são visíveis. Mesmo que a inspiração tenha se dado na “chave Tarantino”, ou seja, pela sua ciefilia, ele teria utilizado o filme do Ford, como ponto de partida da trama. Na ocasião do lançamento do filme discuti isso com alguns “pares”. Alguns concordaram, outros não. Abraço, Veloso.

+ OS 80 ANOS DE HELENA SOLBERG
A cineasta Helena Solberg ganha, em breve (de sete a 19 de março), no CCBB-SP, retrospectiva completa, com seus filmes realizados na América Latina, nos EUA e no Brasil (aqui, os documentais e o ficcional e maravilhoso “Vida de Menina”, baseado em “Minha Vida de Menina”, de Helena Morley). Dia 17, ela ministra aula magna sobre sua trajetória cinematográfica. Por que, em letras grandes, destaquei o octogésimo aniversário de Helena, a ser completado em junho????. Porque ela é feminista de primeira linha, assumida e orgulhosa desta condição e desta luta tão árdua. Fez um filme — o curta “A Entrevista” pioneiro, que agora encapa, com um belo fotograma, o livro “Feminino e Plural – Mulher no Cinema Brasileiro”, da Editora Papirus (que não me canso de recomendar a todas e todos!!). Helena é, também, autora de filme sobre a condição feminina na América Latina, encomendado pela ONU, para exibição em 1975, no México, na abertura dos festejos do Ano Internacional da Mulher. *** E a idade? Amo mulheres que assumem abertamente seus anos vivividos. Betty Faria faz isto. Outras fazem (algumas não, respeito, mas não entendo o porquê). Eu tenho 62 anos. Nunca escondi meus muitos anos. Vamos pois festejar a obra de Helena, na íntegra, assistir à sua aula magna e parabenizá-la por tantos anos dedicados ao cinema e à causa feminina.

+ LEIAM, NO VALOR
ECONÔMICO (26-02-17),
O ARTIGO “A CASTA DE TOGA”, DE
FERNANDO LIMONGI (USP E CEBRAP)

+ MATAR A JESÚS,
da colombiana Laura Mora, vence
FEST PUNTA DEL ESTE, no Uruguai.
Por COMO NOSSOS PAIS,
Lais Bodanzky ganha melhor direção
e Clarisse Abujamra, melhor atriz.

+ JB, O CENTENÁRIO
JORNAL DO BRASIL VOLTOU ÀS BANCAS