+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + GABY ESTRELLA + AGNES VARDA E JR NO OSCAR

+ JEAN-CLAUDE BERNARDET E O FILME “A QUEDA”: DEBATE NO FEST ARUANDA (foto abaixo, após o debate) + MOSTRA ENNIO MORRICONE

+ ESPIGÃO CINEMATOGRÁFICO DA PAULISTA + ZUZA LANÇA LIVRO SOBRE SAMBA CANCÃO NO RIO + NOVO DISCO REUNE OBRA INÉDITA, NO BRASIL, DE BADEN POWELL

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ “GABY ESTRELLA”:

FILME SEM ROTEIRO

+ CINEMA OPERÁRIO (OU PROLETÁRIO)

+ AGNES VARDÁ E JR (OSCAR DOC)

+ OSCAR DE FILME ESTRANGEIRO

+ PUBLICO DE FILMES TRANSFORMADOS
EM SÉRIES (E SÉRIES BRASILEIRAS)

+ PREMIADOS DO ANO: ABRACCINE

+ MOSTRA ENNIO MORRICONE NO CCBB

+ ESPIGÃO CINEMATOGRAFICO DA PAULISTA

+ COLEÇÃO PATMOS

EM HQ (SIVUCA & CASCUDO)

+ O QUE HOUVE

COM O REMAKE BRASILEIRO
DE “NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES”?

+ 20 SESC-SP, 44o. FESTIVAL SESC
MELHORES DO ANO (EM ABRIL)

+ “FEMININO E PLURAL – MULHERES
NO CINEMA BRASILEIRO” (LIVRO)
RESENHA NA REVISTA DE CINEMA/Uol

+ BABU SANTANA (HOMENAGEADO
EM TIRADENTES) — MATERIA COM O
ATOR NA REISTA DE CINEMA/Uol.

*****BILHETERIAS
BRASILEIRAS:

. ESTREIAS:

. Gaby Estrella………………………………..16.537
. Pela Janela………………………………………1.677
. Saudades…………………………………………..395
. Como Você se Vê?…………………………….147 (só no Rio)

. CONTINUAÇÕES:

. Fala Sério, Mãe………………………..2.527.064
. Os Parças…………………………………1.549.111
. LINO…………………………………………..318.192 (não atualizado)

. GABRIEL E A MONTANHA……….39.842
. NO INSTANTE AGORA………………15.070
. On Yoga, Arquitetura da Paz………..13.371
. VAZANTE………………………………………9.605
. Cora Coralina………………………………….5.346
. Sailing Band………………………………………126

* GABY ESTRELLA:
Por que o cinema comercial brasileiro dá tão pouca atenção ao roteiro? Vi, no Cinemark Praiamar, em Santos, várias vezes, o trailer de “Gaby Estrella” derivado de programa infanto-juvenil do Canal Gloob (salvo engano). Li, em O Globo e na Folha, críticas duras ao filme. Como me preocupo muito com a pouca atenção
dada pelo cinema brasileiro
a este segmento do público, vejo tudo que é possível (ficção ou animação). Ontem (segunda-feira) fui ao Praiamar ver GABY ESTRELLA. Antes, registro aqui a acuidade do crítico Marcelo Janot, em sua crítica publicada em O Globo. Ele apontava a mais gritante falha do roteiro: “uma avó rica (e doente) mora SOZINHA num casarão-fazenda maravilhoso”…… (Decerto uma daquelas belas fazendas fluminenses habitada outrora por barões do café). Mora SOZINHA, repito. Não tem um empregado, uma cuidadora, um ser humano com quem possa conversar. Quem limpa o casarão, quem planta, quem colhe??????? Ninguém!!!! Não há um TRABALHADOR que seja no filme. O roteiro, um dos piores que já vi na minha vida,
OSTENTA um mundinho reality show, em que duas pré-adolescentes maquiadíssimas, com brincos enormes, vestidos puro glamour, disputam quem rende mais clicks na internet. Não pensam em ler um livro, em nada que não seja competição e futilidade. O mundo do trabalho é totalmente ignorado nesta trama fashion e tola. Será que produtores, distribuidor e demais envolvidos com o projeto não tiveram a singela ideia de mostrar à roteirista e ao diretor que a história (o roteiro) não se sustentava??? O resultado está aí: lançado em 147 salas, o filme vendeu menos de 17 mil ingressos. MÉDIA de 112 por sala. Ou seja, quase nada. E lembremos que o filme é explicitamente comercial. Está, porém, a anos luz de propostas comerciais, mas inteligentes, como “Minha Mãe é Uma Peça 2”, “Divórcio” e “Os Parças”, para ficar em três exemplos instigantes.

+ CINEMA OPERÁRIO (OU PROLETÁRIO)
Encontrei, finalmente, meus apontamentos sobre intervenção (iluminada, como sempre) de Jean-Claude Bernardet, no
FEST ARUANDA 2017, em dezembro último (Jampa-PB). Infelizmente, mal consegui decifrar meus garranchos. E como passaram-se muitassss semanas, não serei capaz de reproduzir com fidelidade o que o autor do seminal CINEASTAS E IMAGENS DO POVO (1985 – Reeditado recentemente) falou na mesa-redonda que debateu a obra de Ruy Guerra (Bernardet estava na plateia):

Wills Leal, idealizador da ROLIÚDE NORDESTINA, era um dos debatedores-palestrantes. Primeiro,

ele — Wills — lembrou a morte do ator e roteirista baiano MIGUEL TORRES (ocorrida em 1962), na Paraíba, quando este buscava locações para OS FUZIS. Miguel morreu, muito jovem, num acidente de jipe (salvo falha de minha memória, Ruy Guerra estava com ele na ocasião). Em seguida, Wills desceu o sarrafo em ESTORVO, um dos filmes recentes (já nem tão recente, não é?) de Ruy. Quando usou da palavra, Bernardet contou da emoção sensorial que sentira quando viu “Estorvo” e falou rapidamente das qualidades do filme. O que ele queria mesmo era falar de A QUEDA, filme que revira no dia anterior (o ARUANDA, que homenageou Ruy, exibiu alguns de seus principais filmes). Lembrou a originalidade do filme (A Queda), evocou Os Fuzis, lembrando que um fôra feito antes do Golpe Militar, e o outro, bem depois. A QUEDA, num momento em que o mundo dos trabalhadores (operários que construiam o Metrô do Rio) estava praticamente ausente dos filmes brasileiros. Lembrou os personagens de Nelson Xavier (um dos “fuzis”, que agora era operário da construção civil) e o de Paulo César Pereio (outro dos “fuzis” que seguiu na carreira militar). Lembrou que, a seu modo, Ruy Guerra desenvolvera, em A QUEDA, um processo semelhante ao de “Cabra Marcado para Morrer”. Pontuou que, no filme de Ruy (A Queda), não era só a temática (o trabalho no mundo urbano, já que trabalhadores só apareciam em filmes brasileiros, naquele período, no mundo rural)… Era reveladora. E deu um exemplo de algo que o tocara muito: o amor do personagem de Lima Duarte por seu instrumento de trabalho: um trena tcheca. Tal trena estava perdida e o personagem de Lima mostrava um imenso amor por esta sua ferramenta. Depois Bernardet lembrou conversas mantidas com Roberto Schwarz sobre a relação dos operários com suas ferramentas…. (mas o desdobramento desta parte eu não anotei). Como estava moderando a mesa, devo ter parado para anotar o nome de inscritos para novas intervenções. (E que Bernardet me perdoe pela simplificação das idéias dele, pois minha letra está incompreensível…)

+ AGNES VARDÁ E JR (OSCAR DOC)
Na torcida por

VISAGES, VILLAGES (Rostos, Vilarejos)
esta maravilha de Vardá & JR. Filmaçooooo. Para ver, rever e trever!!!!!! Chegando aos cinemas brasileiros, depois de
consagrado na MOSTRA SP 2017.

+ OSCAR DE
FILME ESTRANGEIRO:
. A Mulher Fantástica (Chile)
. Sem Amor (Rússia)
. Corpo e Alma (Hungria)
. O Insulto (Líbano????)
. The Square (Suécia)

+ PUBLICO DE FILMES
TRANSFORMADOS
EM SÉRIES (E SÉRIES
BRASILEIRAS)

Li, como faço todos os dias, notas na coluna de
Patrícia Kogut (Coluna de TV), em O Globo, sobre
o desempenho da série “13 Dias Sem Sol”, protagonizada
por Selton Mello e Fabrício Boliveira. Creio que chegou a 29
pontos em SP e 27 no Rio. Um espanto. Ótimo desempenho.
Assisti à série e pensei que espantaria o público, pois teve partes muito
sufocantes. Mas pelo visto, agradou, principalmente aos paulistas (mercado mais disputado do país). Lembro-me, também, de ter lido nota sobre a microssérie DUAS IRMÃS, que teria estreado com 31 pontos (excelente). Será que manteve tamanha pontuação??? No cinema, o filme de Breno Silveira foi um fracasso (não chegou a 60 mil espectadores, ele que fez 5,6 milhões com “Dois Filhos de Francisco”, e 1,5 milhão com “Gonzaga de Pai prá Filho”. E a microssérie “Malasartes”??????. Nos cinemas, não chegou a 150 mil ingressos, mas pode ter ido bem na TV,
até porque, com a repetição de temas e atores em (sofríveis) novelas bíblicas, a Record vive de baixos ibopes. Reprises (como RIBEIRÃO DO TEMPO) estavam dando mais ibope que as novelas do horário nobre recordiano.

+ PREMIADOS DO ANO: ABRACCINE
Os associados da Abraccine (Associação Brasileira
de Críticos de Cinema) elegeram os
três melhores filmes lançados em 2017.
Os premiados são:
Melhor longa brasileiro: Martírio
Melhor Longa estrangeiro: Paterson
Melhor curta brasileiro: Mamata
** Vejam no site da entidade,
resenhas dos filmes vencedores.

+ MOSTRA ENNIO
MORRICONE NO CCBB:
O grande mestre italiano das trilhas sonoras
ganha mostra de muitos dos filmes com os quais
colaborou no CCBB. A Itália é a pátria de pelo
menos mais dois geniais trilheiros:
Nino Rota e Nicola Piovani.

+ ESPIGÃO CINEMATOGRAFICO DA PAULISTA

+ O QUE HOUVE COM
O REMAKE BRASILEIRO
DE “NÃO SE ACEITAM
DEVOLUÇÕES”, O
BLOCKBUSTER MEXICANO?

+ 20 SESC-SP, 44o. FESTIVAL SESC
MELHORES DO ANO (EM ABRIL)

* O ESPIGÃO
“CINEMATOGRAFICO” DA PAULISTA
Que cidade do país conta com um circuito de mais de
TRINTA SALAS de cinema em torno de um eixo só??? Rememoremos: durante a Mostra SP,
com relativo esforço FÍSICO, mais uma ajudinha do metrô, podemos acessar CineSesc,
Cine Arte (2 salas), Reserva Cultural (4 salas), Belas Artes (umas 6), Espaço Augusta (5 salas),
IMS (uma sala), Instituto Itaú (1 sala), Instituto Cervantes (que começa a ser utilizado),
Frei Caneca (9 salas). E uma ou outra do circuito-shopping center:
PlayArte, Cidade de São Paulo, Shopping Paulista.
Creio, posso estar equivocada, que os cinéfilos nascidos ou
radicados em Sampa, têm a maior-melhor possibilidade
de ver filmes “de arte” (ou empenho cultural) durante
um evento festivaleiro (caso da Mostra SP), por este
MILAGRE-COINCIDÊNCIA arquitetônico/a.
* Há anos não vou ao Festival Internacional de Cinema do RIO, mas amigos me
dizem que os deslocamentos continuam difíceis, pois os circuitos que exibem a
imensa Mostra carioca exigem, muitas vezes, transporte por
ônibus, carro ou taxi): Odeon, no centro, Estação
(no Flamengo e/ou Botafogo), Gávea, Leblon, etc…..

+ VINTE UNIDADES DO SESC
Dia destes, meu amigo
CEZAR VERONESE, um dos cinéfilos
mais atuantes de São Paulo (ele vê dezenas de
filmes e de shows, vê peças e lê muito!!!)
comentava comigo da felicidade de um morador de São Paulo dispor de
VINTE UNIDADES DO SESC, com programação de primeira,
preços populares e teatros (salas, cine) maravilhosos. Tenho amigos
que vieram do RIO para conhecer o novo (e arrebatador, me dizem!!!)
SESC 24 DE MAIO (??? errei???). Eu só o
conheço de matérias de jornal e do longa documental sobre
PAULO MENDES DA ROCHA,
seu principal artífice.

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