BILHETERIAS + REVISTA TEOREMA 29 + ARTIGO DE FERNANDO BARROS E SILVA (PIAUÍ 136) + PALÁCIO DE ALHAMBRA EM ANIMAÇÃO ESPANHOLA

*ALMANAKITO –

QUARTA-FEIRA (10-01-18)

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ REVISTA TEOREMA 29 + ARTIGO DE
FERNANDO BARROS E SILVA

+ OS PARÇAS & A VIDA É ASSIM
(CASAMENTOS EM FOCO)

+ O MEXICO NO GLOBO DE OURO
E NO OSCAR + MOSTRA DEPARDON (CCBB)

+ MOSTRA DEPARDON LOTA CCBB-SÃO PAULO
NESTE MES DE DEZEMBRO + OS VINTE COMPLEXOS
CULTURAIS-RECREATIVOS DO SESC EM SP

+ FORUM SOCIAL MUNDIAL (EM MARÇO,
EM SALVADOR-BAHIA, DE OITO
A 14) + GUTTENBERG (DOC FRANCÊS)
+ COLEÇÃO PATMOS (PARAIBA) +
SALA CINCO DO ESPAÇO AUGUSTA

+ NOVO LONGA DE SERGIO
RICARDO NA MOSTRA
DE TIRADENTES 2018
(PRODUÇÃO DE CAVI BORGES E GRUPO
NÓS DO MORRO) + TIRADENTES
HOMENAGEIA BABU SANTANA

+ INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ NOVE DE MARÇO PARA OLHAR DE
CINEMA (FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE CURITIBA) + O
ESPIGÃO DA PAULISTA + BERNARDET E “A QUEDA”

+ FEMININO E PLURAL: AS MULHERES NO CINEMA BRASILEIRO
(EDITORA PAPIRUS, NAS LIVRARIAS) + PALÁCIO DE ALHAMBRA
É UM DOS CENÁRIOS DE “A AVENTURA DE TADEO”, ANIMAÇÃO
ESPANHOLA + LIVRO “1492 – O ANO EM QUE O MUNDO COMEÇOU”

*****BILHETERIAS BRASILEIRAS:

. ESTREIAS: nenhuma

. CONTINUAÇÕES:

. Os Parças…………………………………1.425.378
. Fala Sério, Mãe………………………..1.384.261
. LINO…………………………………………..318.192
. NO INSTANTE AGORA……………não disponível
. On Yoga, Arquitetura da Paz………..13.189
. VAZANTE………………………………………9.310
. Cora Coralina………………………………….3.917
. Coragem, Dom Arns………………………..1.104
. É Tudo Projeto…………………………………….558
. Todas as Meninas Vamos Lá……………….314
. By, Bye Jaqueline…………………………………..312

+ FILMES ESTRANGEIROS:

. As Aventuras de Tadeo 2 – Segredo de Midas………………..328.614 (Espanha)
. Roda Gigante……………………………………………………………………100.968 (EUA)
. Com Amor, Vang Gogh……………………………………………………..79.263 (POL-INGL)
. Assim é a Vida…………………………………………………………………….14.157 (França)
. THE SQUARE………………………………………………………………………13.046 (Suécia)
. CORPO E ALMA…………………………………………………………………10.410 (Hungria)
. O JOVEM MARX…………………………………………………………………..9.011 (França, Alemanha, Bélg.)

BREVES COMENTARIOS:

****Os Parças (sexta semana)
bateu “PF, a Lei é Para Todos”. Mas já está
(quase) encerrando sua carreira. Segue em apenas 94 salas, embora com
boa média: 503 ingressos. Já FALA SERIO, MÃE deve ir longe (em dez dias
vendeu 1,3 milhão de ingressos). E cresceu 28%. A média subiu
de 600 e tantos para 800 e tantos (graças ao boca-aboca).
****** Woody Allen vai bem: mais de 100 mil espectadores
em 10 dias. “Com Amor, Van Gogh”, idem (rumo aos 100 mil). A mais
original história de amor que vi em minha vida — o húgaro CORPO E ALMA — cresceu
104% e já vendeu mais de 10 mil ingressos. Soube que O JOVEM MARX está
sendo aplaudido no final (também, aquele videoclip DERRADEIRO levanta até
defunto!!!). E estamos — não nos esqueçamos — no ano do
BICENTENARIO DE NASCIMENTO
do alemão… O filme arrancou bem: mais de nove mil ingressos.

********REVISTA
PIAUÍ E ARTIGO
OBRIGATÓRIO DE
FERNANDO BARROS E SILVA
**NA REVISTA PIAUI
NUMERO 136, DESTE JANEIRO DE 2018,

LHES RECOMENDO LEITURA DE ARTIGO DE

FERNANDO BARROS E SILVA

SOBRE VÁRIOS TEMAS,

incluindo o impeachment

de um EX-presidente

(um EX!!!! reafirmo), A IMPRENSA

BRASILEIRA E AS ELEIÇÕES

PRESIDENCIAIS. LEIAM E DIVULGUEM.

+ PALÁCIO DE ALHAMBRA É UM DOS
CENÁRIOS DE ” A AVENTURA DE TADEO 2″,
ANIMAÇÃO ESPANHOLA DE ENRIQUE GATO

+ LIVRO “1492 – O ANO EM QUE
O MUNDO COMEÇOU” E
A ENTREGA DO PALÁCIO DE
ALHAMBRA AOS REIS CATÓLICOS
Autor: Fernando Fernández Arnesto (Cia das Letras, 2017)
Li em algum lugar o seguinte: em janeiro de 1492, a
Sultana AIXA teria dito a seu filho BOABDIL, último
soberano islâmico na Península Ibérica, no justo momento
em que ele entregava o Palácio de Alhambra aos
reis católicos, Fernando e Isabel, o seguinte: “chora
como uma mulher pelo que não soubeste defender como homem”.
(Tachar a frase de “machista” — mesmo que supostamente dita
por uma mulher — seria anacronismo. Afinal, estávamos no século XV). Mas o que me impressionou foi o fato histórico (a imagem): a
entrega do magnífico conjunto arquitetônico situado na cidade de Granada, na Andaluzia, aos vencedores. Tomara que este livro
de Arnesto vire filme.

***REVISTA TEOREMA 29
Já está nas livrarias especializadas de várias
capitais brasileiras o número 29 da revista “Teorema”,
editada em Porto Alegre-RS, por um coletivo
de críticos e pesquisadores brasileiros e gaúchos. Na capa, Jeanne Moreau, a estrela francesa que nos deixou ano passado. O número, com 98 páginas fartamente ilustradas (um espanto!!!), traz entrevista de Ivonete Pinto, crítica de cinema e professora da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) com o norte-americano Jonathan Rosenbaum, realizada
em Toronto, no Canadá.

***MEXICO NO GLOBO
DE OURO E NO OSCAR
Impressionante a presença mexicana, mesmo que por vias indiretas, nas duas grandes festas do cinema realizadas nos EUA. Além da presença de Salma Hayek, que sempre entrega prêmios importantes, o país se faz presente com Guillermo del Toro (mesmo que “A Forma da Água” sejam 100% made in USA) e é tema do belo “Coco” (Viva – A Vida É Uma Festa), da Pixar. O filme é de uma beleza arrebatadora e tem um roteiro de ourives. Muito elaborado (o projeto consumiu cinco anos de pesquisa e feitura). Só não é perfeito porque a Disney não perde a oportunidade da catequese (a defesa da família!!!). O diretor Lee Ulkrich até convocou um chicano, Adrian Molina, para a co-direção. As homenagens ao México vão, em “Coco”, além da Fiesta de los Muertos. Lá estão o cinema mexicano dos melodramas cantantes, com suas madres abnegadas e seus cantores (inclusive padres), uma recriação da “Llorana”, maior sucesso da dramática Chavela Vargas, os galãs de celuloide Pedro Infante, Jorge Negrette, Miguel Aceves Mejia e assemelhados, os lindos quadros repicados em papel (esta maravilha mexicana tem um nome???), o cachorro pelado (kholo), as máscaras dos lutadores que tiveram em santo seu nome mais famoso, as pirâmides, etc, etc. Por isto o filme explodiu nas bilheterias aztecas: 20 milhões de ingressos (mais que “Não se Aceitam Devoluções”, de Eugenio Derbet, que vendera espantosos 15 milhões e que, em breve, chega às nossas telas, em remake protagonizado por Leandro Assum). Em sua crítica do filme, em A Tribuna (uma capa belíssima), Rubens Ewald Filho lembrou que, “pela primeira vez um filme Disney mostra uma morte em cena”.

****REVISTA DE CINEMA/Uol.
Informações sobre a
produção cinematográfica no Brasil

****O CASAMENTO SEGUNDO
“OS PARÇAS” E OS FRANCESES
. Só ontem assisti ao filme da dupla francesa
Nakache & Toledano (de “Intocáveis”), que não pude ver durante o Festival Varilux. Tentei ver ante-ontem, mas os ingressos (uma sessão na Sala 5 do Espaço Augusta) estavam esgotados. Implorei, contei que viera de Santos para ver este e mais dois filmes (os dois já vistos naquela altura). A bilheteira foi irredutível: não tem mais lugar. Voltei ontem, com imensa antecedência (duas horas antes) e meia sala já estava vendida (pela internet). Claro, a sala tem só uns 30 confortabilíssimos (ai, que maravilha assistir filme lá!!) lugares. O filme vendeu até agora míseros 14.157 em sua temporada brasileira. Nada se comparado com INTOCAVEIS, que vendeu 1,1 milhão de bilhetes. Mas quem estava na sala divertiu-se, saiu dançando, numa alegria genuína. Creio que o filme fará longa temporada na salinha do Anexo augustiano. Por coincidência, o filme tem tudo a ver com “Os Parças”, do cearense Halder Gomes: a realização de uma festa de casamento (como casar virou uma ideia fixa destes tristes tempos!!!). No filme brasileiro, uma festa organizada por picaretas que atendem a um chefão do comércio ilegal nas cercanias da 25 de Março paulistana. No longa francês, a festança é fruto de encomenda de um mauricinho muito do chato (ele faz um discurso, durante os comes-e-bebes, maior que os de Fidel Castro na Praça da Revolução). E ambientada em um castelo, com garçons vestidos como lacaios dos tempos da realeza. O filme de Toledano & Nakache reúne uma imensa gama de imigrantes de pele clara e escura, o que lhe dá um leve toque político. Ambos, Os Parças e A Vida É Assim querem a mesma coisa: agradar ao público, sem subestimar a inteligência dele. E este novo filme da dupla francesa segue o namoro de seus realizadores com o Brasil: ouvimos no repertório da festa, a cargo do ator Gilles Lelouch, impagável!!!!!, “Garota de Ipanema” e “Chega de Saudade”. No filme anterior, SAMBA, ouvíamos criação de Jorge Benjor.

*** LOU (SALOMÉ)
COM TOQUE GERMÂNICO:
Zanin ri toda vez que saímos de um filme (em especial de época) e
eu digo: “ai, que história maravilhosa, pena que faltou pulsão de vida!!!!”.
E aí enumero dois exemplos (“Carlos”, de Olivier Assayas, e “A Guerra Está Declarada”, de Valerie Donzelli). Agora, mais recentemente, dei para citar um terceiro: “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo. Estes três filmes me joga(ra)m numa vertigem avassaladora. Os vi com um prazer imenso. Ontem vi “Lou”, de Cordula Klabitz Port (ainda não tive tempo de investigar se se trata de uma realizadora ou de um varão). A trama é fantástica: a trajetória existencial, libertária e amorosa da filósofa, escritora e psicanalista russo-germânica Lou Andreas-Salomé (1861-1937), que foi amada por Nietzsche (1844-1900), por Rainer Maria Rilke (1857-1926) e por muitosss outros homens, que teve sólido relacionamento com Freud (não amoroso, embora fontes seguras assegurem que ele era apaixonado por ela). O filme é bem germânico. Clássico. A gente assiste a ele com interesse, pois as atrizes que interpretam Lou na fase adulta (Katharina Lorenz) e na velhice (ela aos 72 anos: Nicole Heesters, de reais 80 anos) são maravilhosas, lindas, ótimas, talentosíssimas. A mais velha tem a beleza e a elegância de Vanessa Redgrave (com suas rugas mais que fascinantes). Uma dose de loucura (de pulsão de vida) faria de LOU uma maravilha irresistível. Ah, achei descuido/preguiça de um filme europeu (alemão) colocar personagens russos, em São Petersburgo, falando a língua de Goethe. Mas Zanin me explicou que Lou (Louise) nasceu numa família germânico-russa. Então… perdoei (eu odeio filme em que um idioma estranho aos personagens — em 99% dos casos, o inglês — funciona como esperanto do mundo). Ainda bem que vi COCO (VIDA) em português (mas odeio dublagem também). Amaria ver o filme falado em espanhol-mexicano!!!!!

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