POR HALDER GOMES Texto que ele escreveu, a propósito de comentário meu sobre CRITICAS A “ OS PARÇAS”

Bom dia, Rô!

Já estou tão acostumado com isso que leio como diversão. Já ouvi críticos dizerem que o Shaolin do Sertão era ruim porque tem alguns “fades”. Recentemente (o mesmo, e cearense) disse que a única coisa boa de Os Parças era que não tinha nenhum “fade”. What porra de avaliação is this?!:) Como disse, já estou acostumado; até mesmo quando alguns esquecem a nobre função de criticar pra tentar ser “Mãe Diná”. Guardo com carinho 3 destas e suas manchetes: “Cine Holliúdy é uma causa perdida” (antes do filme ser lançado); “O Shaolin do Sertão não agrada o público” (antes do filme ser lançado) e, por fim, “Os Parças, quando tudo dá errado” (antes do filme ser lançado). Claro, tem também a célebre frase de outro que dizia que “as pessoas (623.000 espectadores) riam no Shaolin do Sertão pra agradar”. Me senti o cangote da Anita, com tanta gente desconhecida indo aos cinemas pra me agradar! Meio surreal, mas é por aí…. Na boa, criticar se é verossímil ou não um contrabandista da 25 de Março contratar uma empresa trambiqueira da redondeza, em pleno Brasil onde jararaca engole jobóia, é muita superficialidade. Porém, nunca vi ninguém questionar como um ser de outro planeta (Super Homem) é de aço, capaz de voar (até pelo espaço) e é absolutamente incapaz de vestir a cueca por baixo das calças. Mas se um cearense faz um filme que destroça produções de Hollywood, tudo é inverossímil. Mas o filme vai seguindo forte, com 1.1 mi (Bruno Wainer mais uma vez dá uma aula de lançamento), 4 semanas no “G4” do ranking geral (1o geral no Nordeste) e tantos outros dados que o torna “case”; deixando na rabeira filmes altamente verossímeis, como O Assassinato do Expresso do Oriente, Jogos Mortais, etc… E eu vou seguindo pelas beiradas, do lado da sombra, ouvindo Odair José; em maio tem Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral (é um LSD da fuleiragem hardcore). Pra esse eu recomendo ampliarem o vocabulário superficial, porque vem pra “descatitar”:) Enfim, como dizia Larisse Clispector: “Só tenho duas coisas pra dizer: êh, êh!”
Rô, obrigado pelo carinho de sempre!
Beijos, feliz natal pra você, sua família e todos os seus queridos!

POR Maria do Rosário Caetano

OS PARÇAS E A CRÍTICA – Finalmente um crítico –José Geraldo

Couto –a quem conheço e respeito (antes, Daniel Schenker, em

O Globo, avaliara o filme, mas muito negativamente e, na minha opinião,

injustamente) analisa o novo longa-metragem do cearense Halder Gomes

(ei-lo nesta foto, que fiz dele em sua Fortaleza natal, em frente

ao belo São Luiz). Recomendo que leiam o texto de Couto no

portal do IMS. E lhes conto que, sem críticas em outros veículos de PAPEL,

fui buscar reflexões sobre esta comédia popular, que tem ingredientes da

comédia popular italiana e de nossas chanchadas, claro!, na internet.

Deparei-me com textos inacreditáveis. O engenhoso roteiro de Claúdio

Torres Gonzaga foi reduzido a pó de traque. Alguém achou inverossímil

um “Capo” da 25 de Março procurar firma de marreteiros para fazer

a festa de casamento da filha. Decerto acredita que os

empresários brasileiros ADORAM NOTA FISCAL….

Halder merecia da crítica avaliações menos superficiais…

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