FEST ARUANDA 2017 (ANO XII) — Ao receber das mãos de duas atrizes paraibanas (Zezita Matos e Soia Lira) e do documentarista Bertrand Lira, um Trofeu Aruanda especial por sua trajetória artística no cinema, teatro e TV, o ator Servílio Holanda agradeceu, emocionado, a homenagem e aproveitou para louvar o momento cultural e cinematográfico vivido por sua cidade natal, João Pessoa, e pelo estado da Paraíba. No campo cinematográfico, Servílio, que atuou em dez filmes (entre eles “Abril Despedaçado”, “O Primeiro Dia” e “A Luneta do Tempo”) e é um dos esteios do Grupo Teatro-Escola Piolim lembrou que há dois longas-metragens de ficção em processo de realização na capital do Estado (e com locações também em outros municípios): “Ambiente Familiar”, de Torquato Joel, e “Desvio de Conduta”, de Arthur Lins. Os dois longas terão suas filmagens concluídas nos próximos 15 dias. Enquanto isto, Eliézer Gomes, do Grupo Terra, que revelou Marcélia Cartaxo, já tem quase pronto o longa “Beiço de Estrada”, baseado em peça teatral que correu o país pelo Projeto Mambembão, nos anos 1980. Foi ao assistir a esta montagem paraibana que a cineasta Suzana Amaral encontrou a protagonista de “A Hora da Estrela”, a mesma Marcélia, que depois seria premiada com o Urso de Prat, no Festival de Berlim, por sua interpretação de Macabéia. Outro filme em fase de finalização no estado é o documentário “Jack Som do Pandeiro”, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira. E, para a mostra competitiva do Fest Aruanda foi selecionado longa-metragem (em episódios) de Campina Grande, “Nó do Diabo. Para realizar este filme, os diretores campinenses Ramón Porto Mota, Ian Abé e Jhésus Tribuzi se uniram ao mineiro, do Coletivo Filmes de Plástico, Gabriel Martins. O resultado é o primeiro longa de terror produzido na segunda maior cidade do Estado a ter circulação nacional. O filme estreou na competição do 50o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em setembro último.

Enviado do Ipad de Rosário

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