PREMIO ALMANAQUE PARA O LIVRO “FEMININO E PLURAL” + CINE URUGUAIO + FEIRA DO LIVRO NA USP + CINEMA RUSSO EM BRASILIA E EM SP + FEST HAVANA 2017, ANO 39

+ PREMIO ALMANAQUE
PARA O LIVRO “FEMININO E PLURAL
– MULHERES NO CINEMA BRASILEIRO”.

+ CINEMA LIBANÊS + OS LUMIÉRE EM FILME

+ MOSTRA DOS
“IRMÃOS MAYSLES:
A DISCIPLINA DO OLHAR”
Cine Belas Artes, de 30
de novembro a 13 de dezembro

+ FEIRA DO LIVRO
DA USP: DESTA TERÇA-FEIRA,
DIA 28, ATÉ PRIMEIRO DE DEZEMBRO

+ BERNARDET (DEBATE): BREVE
RESUMO NESTA REMESSA

+ ESTREIAS BRASILEIRAS
NESTA QUINTA-FEIRA

+ FEST ARUANDA 2017, EM JAMPA-PB:
ABERTURA NESTA QUINTA-FEIRA
+ CLARA NUNES + RUY GUERRA + PAULO
CALDAS + SERVÍLIO HOLANDA

+ ISMAIL XAVIER + MOSTRA MOSFILM
NA CINEMATECA BRASILEIRA

+ CINEMA RUSSO NO CINE BRASILIA

+ REVISTA DE CINEMA/Uol.

+ ISMAIL XAVIER:
Lançamento de nova edição
do livro “Sétima Arte” (Edições Sesc) – Dia
primeiro de dezembro, às
19h30 no Centro de Pesquisa e Formação (Sesc)

****LIVROS DE:
. ISMAIL XAVIER (ver abaixo)

. FEMININO E PLURAL –
Mulheres no Cinema
Brasileiro (Papirus Editora)

. Revoluções:
POESIA DO
INACABADO (1789-1848),
de Luiz Renato Martins (Editora
Idéias Baratas & Sundermann).

* PRÊMIO FENIX:
Será entregue aos melhores do cinema ibero-americano,

no próximo dia 6 de dezembro, na Cidade do México.
“No Instante Agora”, de João Moreira Salles,
concorre ao FENIX de melhor documentário.

*****PRÊMIO
ALMANAQUE
(PARA: FEMININO E PLURAL)

O Prêmio Almanaque deste mês de novembro de 2017,
vai para o livro “Feminino e Plural – Mulheres
no Cinema Brasileiro”, organizado por Karla Holanda & Marina
Cavalcanti Tedesco. E editado pela Papirus, que o embalou
em bela capa (foto de cena do documentário “A Entrevista”,
de Helena Solberg). Ao longo 240 páginas, nos deparamos com
ótimos ensaios de professoras e professores universitários que
refletem sobre filmes dirigidos (e em alguns casos, protagonizados,
vide “ORI”, de Raquel Gerber, que tem em Beatriz
Nascimento sua força motora) por mulheres. Destaco
alguns dos 16 substantivos ensaios do livro: de Ilana
Feldman (sobre os documentários autobiográficos
“Os Dias com Ele” e “Diário
de uma Busca”); de Sheila Schvarzman, que nos revela a
documentarista Gilda Bojunga, colabora de Humberto Mauro;
de Ceiça Ferreira & Edileuza
Penha de Souza, que buscam “Formas de Visibilidade e
(Re)Existência do Cinema de Mulheres Negras”; de Gilberto
Alexandre Sobrinho (Identidade, Resistência e Poder: Mulheres
Negras e Realização de Documentários), Luís Alberto Rocha
Melo, que mergulha no documentário “Mulheres de Cinema”,
de Ana Maria Magalhães, e Alessandra Soares Brandão &
Ramayana Lira de Sousa, que estudam dois filmes baseados em
livros da escritora lésbica Cassandra Rios (1932-2002): “Ariela”
e “Tessa, a Gata”. Na contracapa desta importante e (muito)
necessária publicação, o editor Fernão Pessoa
Ramos, professor da Unicamp, escreve: este livro
traz “uma face oculta, o outro lado da lua no
cinema brasileiro”. Ou seja, registra a participação feminina,
quebrando “invisibilidade escandalosa”.
O prefácio é de Heloísa Buarque de Hollanda,
responsável (junto com Ana Lagoa & Ana Rita Mendonça)
por publicação pioneira, editada pela Funarj-UFRJ, em 1989:
o “Quase Catálogo 1 – Realizadoras de Cinema no
Brasil (1930-1988)“. Na apresentação do livro, Karla e Marina
lembram outro livro fundamental (e pioneiro) no
estudo de nosso cinema feminino:
As Musas das Matinês”, de Elice Munerato &
Maria Helena Darcy de Oliveira (RioArte, 1982).
Depois deste “Feminino e Plural”,
de leitura realmente obrigatória,
outra publicação (desta vez a cargo da Abraccine — Associação
Brasileira de Críticos de Cinema) terá o cinema dirigido
por mulheres como razão de ser. A Abraccine já
editou três livros: “100 Melhores Filmes Brasileiros” (2016),
“Bernardet 80 ” (2017) e, mês passado, lançou (durante a
Mostra SP 41) “100 Documentários Essenciais”.
Os projetos da Papirus e da Abraccine são
complementares. Aguardemos, pois. E que venham muitos
outros livros com estudos sobre a presença feminina em nosso
audiovisual, que conta com talentos como Eliane Caffé,
Anna Muylaert, Tata Amaral, Luciana Bezerra, Flávia Castro……,
sem esquecer as veteranas Ana Carolina, Suzana Amaral,
Helena Solberg…… O Almanaque/Almanakito ainda vai falar
muito sobre este “Feminino e Plural – Mulheres
no Cinema Brasileiro“. Muito mesmo!!!!

**OS GOLFINHOS
VÃO PARA O LESTE,
De e com
VERÓNICA
PERROTTA:
Dia destes, saía esbaforida do Itaú Frei Caneca,
quando encontrei a cineasta gaúcha Cristiana
Oliveira, diretora do belo “A Mulher do Pai”.
Ela me contou que estava ali para debate com a atriz e cineasta
uruguaia Verónica Perrotta, que ia discutir seu filme
“Os Golfinhos Vão Para o Leste” (que Verónica
co-protagoniza e co-dirige) e que
entrara em cartaz ali mesmo,
no Itau Frei Caneca. Eu não sabia de nada. Avisei que
estava a caminho do Cine Bijou, para rever
“Intervenção – Amor Não Quer Dizer Grande Coisa”,
que seria tema de debate com Jean-Claude Bernardet.
Depois que cheguei do Rio Grande do Norte – Fest
Gostoso, assisti, em dois dias, a oito filmes (e ao
excelente — foi muito bom mesmo/ver ligeiro
resumo abaixo — debate no Bijou). Só fui ler os
jornais que assino, em Santos, onde passei o
fim de semana (e li 70% do livro
FEMININO E PLURAL:
ver Prêmio Almanaque).

************NÃO PERCAM
“OS GOLFINHOS SEGUEM
PARA O LESTE”. Trata-se de um
filme uruguaio que foge da linha
do minimalismo melancólico,
que tem no ótimo WHISKY seu paradigma.
Quando li a primeira sinopse do filme de Perrotta
& Gonzalo Delgado, uns 15 meses atrás, pensei que
“Las Toninas se Van al Leste” fosse uma gíria gay.
Afinal, o protagonista do filme, pai da personagem de
Verónica Perrotta, é um homossexual “jubilado”, que curte (ou
tenta curtir) na maior pindaíba, as delícias do balneário
de Punta del Este. Mas me avisaram que não.
Os “golfinhos” não simbolizavam relação
homoafetiva, mas sim climática. Quando
eles vão para Oeste, haverá bom tempo.
Quando vão para Leste,
o tempo mudará para chuvoso (o que, num
balneário, é notícia ruim).
Vejam o filme: uma comédia cativante.
Ah, Cesar Troncoso, de “O Banheiro do Papa” e
“Hoje”, interpreta um garoto (ou um coroa) de programa.

* CINEMA LIBANÊS:
Até esta quarta-feira.

***MOSTRA MOSFILM
(Cinema Russo e Soviético)
na Cinemateca Brasileira.
Com filmes de Eisenstein,
Kurosawa, entre outros.

**FEST ARUANDA 2017
Começa nesta quinta-feira,
em Jampa, na Paraíba,
com filme sobre Clara Nunes

****HÁ FILME CAPAZ DE
derrotar “Com Amor, Van Gogh” no
OSCAR de melhor animação???

**MOSTRA “JORGE
SANJINÉS: UM CINEMA
JUNTO AO POVO”:
Política, Memória e Resistência
Indígena na Bolívia”. Entrada franca,
Desta terça-feira (amanhã), 28 de novembro,
até 3 de dezembro,
no CCSP-Vergueiro-SP

**LIVRO ABRACCINE DOC

O livro “Documentário Brasileiro – 100
Filmes Essenciais” pode ser adquirido na
Livraria Martins Fontes, em São Paulo, na
rede Saraiva, que adquiriu 400 exemplares,
e na Blooks Rio, SP e Niterói. Na internet,
pode ser comprado nos sites da Saraiva,
da Livraria Folha e da Travessa.
O preço de capa é R$ 79,90.

Descrição do livro: Em formato de livro de arte,
“Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” reúne ensaios
sobre produções de diferentes épocas e formatos, escolhidos em
votação realizada no primeiro semestre de 2017, da qual
participaram integrantes da Abraccine e convidados.
A publicação conta ainda com 20 textos sobre personagens
e movimentos importantes na história do documentário
no Brasil – gênero este que mais se desenvolveu nos últimos
20 anos, ampliando o número de filmes no mercado exibidor
a partir do acesso à tecnologia digital.
Fartamente ilustrada, a luxuosa edição parte dos
pioneiros do gênero no Brasil, que desbravaram o interior
em busca de imagens nos anos de 1910, como Silvino Santos
e o Major Thomas Reis. A evolução do formato passa por
Humberto Mauro, à frente do Instituto Nacional do Cinema
Educativo (Ince), pelos fundadores do Cinema Novo e de
realizadores que focaram suas câmeras para a problemática
social do Nordeste. Nomes fundamentais ganham capítulos
especiais, como Eduardo Coutinho (‘Cabra Marado para Morrer’),
Andrea Tonacci (‘Serras da Desordem’, Silvio Tendler (‘Jango’),
Sylvio Back (‘A Guerra dos Pelados’) e os irmãos João
Moreira e Walter Salles (‘Santiago’).
O livro também se detém na representação das mulheres,
dos negros, dos indígenas e da periferia no documentário
e aborda a presença do gênero no desenvolvimento do
cinema experimental, da Boca do Lixo e da videoarte.

* BILHETERIAS
BRASILEIRAS:

FRANCISCO C. MARTINS, o Ícaro, e
“O Olho Mágico do Amor”, esclarece
que a bilheteria atribuída ao filme
“Maria”, sobre a pintora e escultora Maria Martins,
refere-se somente ao Cine Brasília. Faltou
computar o desempenho do filme em outras salas e cidades.

+ESTREIAS
BRASILEIRAS
previstas para esta semana:

. LAMPARINA DA AURORA, de Frederico Machado (Maranhão)
. OS PARÇAS, de Halder Gomes (Ceará)
. ANTES O TEMPO NÃO ACABAVA, de Andrade & Baldo (Amazonas)
. Yvone Kane, de Maragrida Cardoso (Portugal, Brasil e Moçambique)
. MEU CORPO É POLÍTICO, de Alice Riff
. Cromossono 21 (documentário brasileiro)
….ESTREIAS
ESTRANGEIRAS:

. COM AMOR, VAN GOGH (Inglaterra-Polônia)
. Thelma, pré-candidato ao Oscar pela Noruega
. Assassinato no Expresso Oriente
. A ÓPERA DE PARIS (documentário badaladíssimo, França)
. PATTI CAKE$ (EUA – produção de Rodrigo Teixeira)
. Jogos Mortais
. A Estrela de Belém (filme religioso???)

*REVISTA
PREVIEW (número 98) –
Novembro, nas bancas

**SOM CUBANO:
O “Adiós” da Orquestra
BUENA VISTA SOCIAL CLUB
Com Omara Portuondo (tema de
belo filme do mestre Fernando Perez),
Eliades Ochoa, Manuel “Guajiro”
Mirabal, Barbarito Torres + projeção do documentário “Buena Vista-Adiós”.
Ano que vem, dia 12 de maio de 2018, na TOM BRASIL.

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