FEST DO RIO NO CINESESC + GERALDO SARNO: VER MATERIAL ABAIXO + BILHETERIAS BRASILEIRAS + PREMIO FENIX + GUIDO ARAUJO NO SITE ABRACCINE + CINEMA URGENTE

+ GERALDO SARNO + FEST DO RIO NO CINESESC:

Na foto acima,

um encontro de cinéfilos no CineSesc,
na mostra Seleção do Festival do Rio: de pé estão o
produtor Ivan Melo (feliz da vida com os 20 mil
espectadores de “Corpo Elétrico”), o diretor do British
Council, Martin Dowle, o cineasta baiano José Walter Lima
(que lançará em março longa documental sobre “Rogério
Duarte”), o jornalista Orlando Margarido, a diretora
do Fest do Rio, Ilda Santiago. Na fileira (inferior!!),
Simone Yunes e Gilson Packer, do CineSesc, e a
jornalista Maria do Rosário Caetano (Luiz Fernando
Zanin Oricchio estava tomando café!!!!)

***RESSONÂNCIAS DO

DEBATE DE “VAZANTE”

NO FEST BRASILIA ANO 50

Amigos:

Vi (e li), semanas atrás, no “facebook”, longo e bem-argumentado

artigo de Pablo Gonçalo, sobre o debate de “Vazante”

no Festival de Brasília do Cinema Brasília 2017. Escrito com

senso reflexivo e equilíbrio, o artigo me intrigou num determinado

ponto: ao dizer que moderei debate sobre Cinema Pernambucano,

no qual estaria o cineasta baiano Geraldo Sarno. Neste debate,

o realizador baiano teria emitido

ideias muito polêmicas ao comparar o cinema da Bahia

com o de Pernambuco. Se entendi bem o que Pablo diz, neste debate,

ocorrido no começo dos anos 2000 (portanto há mais de 15 anos), Sarno

teria emitido opinião das mais questionáveis (“racistas”), referente ao

afro-baianos. E que ninguém teria reagido ao que ele dissera. Como

não me lembrava de ter moderado nenhum debate sobre o Cinema Pernambucano, nem com Geraldo Sarno, nem com outros realizadores, fiquei intrigada. E mais:

sendo Sarno o autor de um filme como “Iaô”, que vencera o Fest Brasília – Mostra

16 Milímetros, em meados dos anos 1970, como é que poderia emitir idéia tão

questionável (de conteúdo racista)? Só para lembrar: o documentário

IAÔ é um marco, junto com “Amuleto de Ogum”, de Nelson Pereira dos Santos,

de mudança no olhar do cinema brasileiro sobre os cultos afro-brasileiros

(candomblé, umbanda, etc). Nelson conta que, quando fez “Rio 40 Graus” (1955),

poderia pisar em um “despacho” e não o “veria”. Já no “Amuleto”, mergulhou

com imenso interesse e respeito nas religiões afro-brasileiras.

Resolvi, então, consultar Geraldo Sarno, para que ele me lembrasse

que debate era aquele citado por Pablo. E se dissera mesmo o que estava

dito que ele dissera. O cineasta baiano-carioca, ocupado com a edição

de nova temporada da série A Linguagem do Cinema, me prometeu,

tão logo finalizasse seu exaustivo trabalho, que leria o artigo do Pablo e me encaminharia sua resposta. Ela chegou hoje e a publico com

autorização do diretor de “Viramundo” (in “Brasil Verdade”, 1965),

“Casa de Farinha” e “Padre Cícero” (in “Herança do Nordeste”, 1970-72),

“O Pica-pau Amarelo” (1973), Iaô (1976), “Coronel Delmiro Gouveia” (1977),

“A Terra Queima” (1984), “Deus é Um Fogo” (1988), “Tudo Isto me Parece

Um Sonho” (2008), “O Último Romance de Balzac” (2010), além de

muitos trabalhos para TV. Segue a resposta de Sarno:

O BAILE PERNAMBUCANO

Por Geraldo Sarno

Querida Rosário,

Você teve a preocupação de me enviar artigo publicado pela

Cinética acusando-me de defender teses racistas durante debate presidido

por você no Festival de Brasília em 2.001. Ocorrido tantos anos é difícil lembrar

detalhes, não é? Mas bem me lembro, que estava sentado ao lado de meu

amigo Luiz Fernando Carvalho, de quem tenho saudade e há muito tempo

não vejo, e na mesa do debate encontrava-se a equipe de Amarelo Manga.

Entre eles o fotógrafo do filme, Walter Carvalho, que me provocou a emitir

opinião sobre o filme, provavelmente por saber que eu havia terminado

de editar o episódio O Baile Pernambucano, da série A Linguagem do Cinema I,

que filmamos em Recife onde entrevistamos Paulo Caldas, Marcelo Luna,

Lula Cardoso Ayres, Fernando Spencer, Amin Stepple, o crítico Alexandre

Figueirôa e Ariano Suassuna. Respondendo a Walter, lembro-me ter reportado

ao episódio citado, e ter apresentado algumas ideias expressas pelos

entrevistados, que explicavam o dinamismo do cinema pernambucano: uma

forte ligação entre as gerações de cineastas (cinema mudo, super 8 e atual

geração); a relação existente entre os novos cineastas e outras manifestações

artísticas, sobretudo a música e, acrescentei eu, uma intensa troca e intercâmbio

cultural entre sertão e litoral. Isto pra mim era uma descoberta. Nascido no sertão

da Bahia, ir para Salvador fazer o colegial e a universidade, nos anos 50,

significava encontrar-se imerso numa poderosa e atraente cultura afro, que,

por outro lado, também desestimulava no jovem a formação de uma identidade

regional ou local. Anos depois, o governo da Bahia adotou um sistema

administrativo de divisão do Estado em regiões culturais que, com

a criação de universidades regionais (federais e estaduais), essa questão não

se coloca mais exatamente da mesma maneira. Mesmo assim, quando se viaja

pelo sertão, tem-se a impressão que a referencia cultural dos baianos do sudoeste

da Bahia é Belo Horizonte, e da região de Paulo Afonso é Recife.

Querida Rosário, agradeço mais uma vez sua preocupação. Longe de

mim essa atitude de que sou acusado. Mãe Filhinha, de onde está,

não me perdoaria. Abraço, Geraldo Sarno. ****PS. A série

A Linguagem do Cinema I foi

recentemente relançada pelo canal

Curta e o episódio O Baile Pernambucano

foi ao ar no dia 16 de agosto passado.

+ SELEÇÃO DO FEST
DO RIO NO CINESESC

+ NOVO LIVRO ABRACCINE (DOC 100)

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ III PREMIO FENIX (MÉXICO)

+ GUIDO ARAUJO NO SITE ABRACCINE

+ MARCELO MASTROIANNI (CPC-UMES)

+ CINEMA URGENTE (FILMES & DEBATES)

***SELEÇÃO DO FEST
DO RIO, NO CINESESC
Até a próxima quarta-feira (feriado do dia 15), o CineSesc
mostra “Seleção do Festival do Rio”, com 4 sessões diárias
(de filmes diferentes). Na noite de hoje (quinta-feira, 9),
antes da apresentação de “Orlando, Uma Mulher Imortal”,
de Sally Potter (Inglaterra, 1992), Ilda Santiago, do
comando do Fest do Rio, e Martin Dowle,
diretor do British Council, no Brasil,
apresentaram a mostra. Ilda lembrou que esta é a
terceira vez que São Paulo assiste, graças à parceria com o CineSesc, a uma Seleção do Fest do Rio. E destacou outra
parceria fundamental: a do British Council. Com
a palavra, Dowle lembrou que assistiríamos,
dali a pouco, um dos filmes
da mostra Queer Classics Britânico (além de “Orlando”, serão apresentados “Henrique II”, de Derek Jarman, e “Minha
Adorável Lavanderia”, de Frears. E por que esta mostra
dentro da Seleção Rio? Ele explicou: 1967, portanto há 50 anos,
deu-se a descriminalização da homossexualidade na
Grã-Bretanha. O Parlamento votou lei que garantia a dois
homens viverem juntos, desde que dentro do
espaço doméstico (não podiam se exibir em espaços
públicos, nem flertar nas ruas). Foi, portanto, uma
conquista parcial. Nos anos 1970, veio a rebelião punk
e as normas sociais foram transformando-se cada
vez mais. O cinema de Potter, Jarman, Frears, etc,
foi muito importante no processo
de transformações sociais na GB (nunca é demais lembrar que Oscar Wilde foi preso em razão de sua homoafetividade).
Por fim, Martin Dowle lembrou que instituições como o Instituto Cervantes, o Instituto Francês, o British Council, etc, uniram-se para dar visibilidade a artigos semanais (sobre conquistas homoafetivas) produzidos no Brasil. Em breve, o El País (on line) publicará o texto “O Amor dos Homens Avulsos”, de Victor Heringer”. Fiquemos pois atentos. No final das apresentações, Ilda Santiago convidou a todos a assistirem aos próximos filmes da Mostra. Nesta sexta-feira: 15h00, um documentário imperdível: “Avisem Que Estamos Chegando: A História das Universidades Negras”, de Stanley Nelson (EUA), entre outros. No domingo, 21h00, exibição e debate de “Memórias do Subdesenvolvimento”, de Tomás Gutierrez Alea, o Titón,
considerado um dos maiores, senão o maior, filme da
história do cinema latino-americano… No
CineSesc, há um pequeno catálogo com informações sobre os 24 filmes da Seleção Festival do Rio.

*DOCUMENTARIO BRASILEIRO
– 100 FILMES ESSENCIAIS
O livro “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”,
ele pode ser adquirido na livraria Martins Fontes, em São
Paulo, e na rede Saraiva, que adquiriu 400 exemplares. Na
internet, já pode ser comprado nos sites da Saraiva, da
Livraria Folha e da Travessa. O preço de capa é R$ 79,90.
Descrição do livro: Em formato de livro de arte,
“Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” reúne
ensaios sobre produções de diferentes épocas e formatos,
escolhidos em votação realizada no primeiro semestre de
2017, da qual participaram integrantes da Abraccine e
convidados. A publicação conta ainda com 20 textos
sobre personagens e movimentos importantes na história
do documentário no Brasil – gênero este que mais se
desenvolveu nos últimos 20 anos, ampliando o número
de filmes no mercado exibidor a partir do acesso à
tecnologia digital. Fartamente ilustrada, a luxuosa edição
parte dos pioneiros do gênero no Brasil, que desbravaram
o interior em busca de imagens nos anos de 1910, como
Silvino Santos e o Major Thomas Reis. A evolução do formato passa
por Humberto Mauro, à frente do Instituto Nacional do
Cinema Educativo (Ince), pelos fundadores do Cinema
Novo e de realizadores que focaram suas câmeras para
a problemática social do Nordeste. Nomes fundamentais
ganham capítulos especiais, como Eduardo Coutinho
(‘Cabra Marado para Morrer’), Andrea Tonacci
(‘Serras da Desordem’, Silvio Tendler (‘Jango’),
Sylvio Back (‘A Guerra dos Pelados’) e os irmãos
João Moreira e Walter Salles (‘Santiago’).
O livro também se detém na representação das mulheres,
dos negros, dos indígenas e da periferia no documentário
e aborda a presença do gênero no desenvolvimento do
cinema experimental, da Boca do Lixo e da videoarte.

********EM BREVE
Estreia YVONE KANE, com Irene
Ravache. Produção Portugal-Brasil.

***MEMORIAL DO
CINEMA PAULISTA
Entrega prêmios aos
que contribuem com o
desenvolvimento
do cinema paulista.
Em dezembro (dia 2)
Aguardem detalhes.

*PREMIO FENIX AOS
MELHORES DO CINEMA
IBERO-AMERICANO:
No México, dia 6 de dezembro.

*BILHETERIAS
BRASILEIRAS:

.ESTREIAS:

. Historietas Assombradas……………………….18.646
. Gabriel e a Montanha……………………………..13.776
. Dona Flor e Seus 2 Maridos…………………….11.296 (só no Nordeste)

CONTINUAÇÕES:
.PF, a Lei é Para Todos…………………………..1.359.450
. Divórcio………………………………………………….485.059
. Pior Aluno da Classe……………………………..443.380
. Duas de Mim………………………………………….273.382
. Bingo, o Rei das Manhãs……………………….245.674
. Como Nossos Pais………………………………….203.301
.Chocante…………………………………………………155.733
. Entre Irmãs……………………………………………….55.645
. A Comédia Divina……………………………………43.465
. A Menina Indigo………………………………………36.392
. CORPO ELETRICO…………………………………..19.862
. As Duas Irenes…………………………………………..13.002
.Pendular……………………………………………………….7.032
. Pelé, O Nascimento de Uma Lenda……………..2.602 (EUA-Brasil)

****************OUTROS:
. O Formidável (França)……………………………..13.583
. Deserto (México)………………………………………..1.349 (estreia, c/Gael García Bernal)

******* FORMIDÁVEL, o filme que acompanha um curto período da
vida de Godard (67/68), pelo ponto de vista da atriz Anna Wizemsky (de
A Chinesa), que foi mulher depe por três anos, está indo bem no Brasil. Na França, o filme fez menos de 80 mil espectadores. Aqui, em dez dias, vendeu quase 14 mil ingressos.

******** FEST DO
RIO 2017 NO CINESESC
Começa hoje e vai até quarta-feira da semana que vem. Resumo dos melhores momentos dao Festival de Cinema do Rio. Destaco, em especial, filme sobre Universidades Negras nos EUA (passa nesta sexta-feira), outro sobre o chileno Bolaño, e, claro, “Memórias do Subdesenvolvimento”, de Titón, realizado há 50 anos.

*********HOJE:
ESTREIAS BRASILEIRAS:
. No Intenso Agora, João Moreira Salles
. Vazante, Daniela Thomas .
. Aqualoucos, Victor Ribeiro .
. Cinemagia: A História das Locadoras de
São Paulo, Alan Oliveira
. .Gosto se Discute, André Pellenz
. . Olhan do para as Estrelas, Alexandre Peralta

******PROXIMOS
LANÇAMENTOS:
. Os Parças, de Halder Gomes
. Lamparina da Aurora, de Fred Machado
. Dona Flor e Seus Dois Maridos (no Sudeste)
. A Festa da Firma, André Pellenz
. Depois a Louca Sou Eu, Júlia Rezende
. Dois Mais Dois, R. Santucci

******DOSSIÊ
GUIDO ARAUJO
NO SITE ABRACCINE

**MOSTRA
MOSFILM IV
Na primeira semana de
dezembro, na Cinemateca
Brasileira. Com masterclass de Karen Shakhnazarov,
pré-estreia de “Anna Karenina” e muitos filmes
em núcleo histórico e contemporâneo.

***** NO CATARSE:
O animador mineiro, Sávio Leite,
promove “vaquinha” para editar
livro sobre o cinema de Jorge Sanjinés.

******BELO FILME
ARGENTINO:
Invisível, de Pablo Giorgelli

***NESTE SABADO
No CCSP Vergueiro, 17h00
Exibição e debate da série
“Guerra do Araguaia”,
de Hermes Leal.

***** LIVROS:
. DOC 100 – Livro-álbum da
Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)
. 100 Fotografias Brasileiras
. Feminino Plural (Cinema Feminino)
. “Fernando Birri – Criação e Resistência no Novo Cinema na América Latina”, de Mônica Araújo Lima, lançamento dia 22, na Vila Madalena (aguarde mais detalhes).
. A Paixão da Narrativa (De Hermes Leal, Editora Perspectiva)
. “Nas Águas Desta Baía Há Muito Tempo – Contos da Guanabara”, de Nei Lopes, Ed. Record, 272 páginas, R$42,90)
. A Marca do Z, biografia de Jorge Zahar (Paulo Roberto Pires)

*****CINEMA URGENTE:
No Cine Bijou (em novembro):
Aguarde programação de filmes e debates.

*****MOSTRA GOSTOSO
Em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande
do Norte (de 17 a 21 de novembro)
. FEST ARUANDA,
em Jampa, na Paraíba
(de 30 de novembro a 6 de dezembro)

***CINEMARK: CINEMA
BRASILEIRO A 4 REAIS:
Nesta segunda-feira, dia 13, a rede Cinemark vai
exibir filmes brasileiros a preços populares. Não tenho a lista dos
escolhidos (ainda)….

************CINE ITALIANO:
SEGUNDA-FEIRA (13/11):

Mostra Permanente de Cinema Italiano
FILME COM MARCELLO MASTROIANI
(AFIRMA PEREIRA)

Na próxima segunda-feira (13), a Mostra

Permanente de Cinema Italiano apresentará

o filme “Sostiene Pereira”, de Roberto Faenza.

Aproveite, só na UMES você confere

o cinema italiano com entrada franca!

A sessão será iniciada às 19 horas no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Chame sua família e seus amigos, participe!

SOSTIENE PEREIRA (1996), DE ROBERTO FAENZA

SINOPSE — Portugal, 1936. O Sr. Pereira, pacato editor da seção cultural de um jornal de Lisboa, encontra dificuldades para convencer o novo obtuarista das vantagens de viver encerrado numa torre de marfim.

O DIRETOR — O cineasta italiano Roberto Faenza nasceu em Turim e formou-se no Centro Sperimenale di Cinematografia, em Roma, 1965. Fez sua estreia como diretor com “Escalada” (1968), que mostra como o filho hippie de um ricaço vai sendo transformado em indivíduo apto para dirigir a indústria da família. Suas atividades não se limitam ao cinema: autor de ensaios e livros, é professor de Comunicação de Massa. Em 1993, ganhou o David di Donatello de Melhor Diretor com o filme “Jonas que Viveu na Baleia”. Dirigiu também uma biografia não autorizada de Berlusconi, “Sílvio Forever” (2011), além de “Corações Covardes” (1990), “Sostiene Pereira” (1995), “Jornada da Alma” (2002); “Alla Luce del Sole” (2005), “Um Dia Essa Dor Será Útil” (2012) entre outros.

Fique por dentro de nossa

programação completa:

https://goo.gl/lQeT4Q

SERVIÇO

Filme: Sostiene Pereira (1996), de Roberto Faenza

Duração: 104 minutos

Quando: 13/11 (segunda-feira)

Que horas: pontualmente às 19 horas.

Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista (Sede Central da UMES SP)

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