MOSTRA SP 2017: VECCHIALI, GODARD & VARDÁ, ZAMA E OS INDIOS TABAJARA + CHAVELA + FILME DO BRICs +
ABAIXO A GRAVIDADE, DE EDGARD NAVARRO

+ MOSTRA SP: PREMIO LEON
CAKOFF PARA PAUL VECCHIALI

+ LIVRO DE ANGELA BASTHI:
“PELÉ, ESTRELA NEGRA EM
CAMPOS VERDES” (matéria,
hoje, no Estadão)

+ PREMIO BIBI FERREIRA
(BRAULIO ESCLARECE)

+ LEITURAS:
1. Artigo de Angela Alonso, na Ilustríssima (22-10-17)
2. Artigo de Celso Rocha de Barros (Folha, 23-10-17)

3.COLUNA DA OMBUDSMAN sobre demissão de repórter que escreveu ótimo (e impecável do ponto de vista técnico) texto sobre filme de Danilo Gentilli

+ PAUL VECCHIALÍ, DE
INFATIGÁVEIS 87 ANOS:
. Ficamos todos pasmos. Fomos acompanhar a maratona do corso Paul Vecchialí, no CineSesc, ontem, segunda-feira (23 de outubro). Em cartaz, quatro filmes dele. Um — O Estrangulador — protagonizado pelo ator e produtor Jacques Perrin, que Zurlini nos revelou e fez amar. Outro — “Mulheres, Mulheres” (1973) — tido como a obra-prima do cineasta que o Brasil descobriu há pouco mais de 5 anos (portanto, já octogenário). Detalhe: para ele, sua obra maior é “É O AMOR” (2015). Sabíamos que ele estaria em SP para debater seus filmes e receber o Prêmio Leon Cakoff (entregue por Renata Almeida). Pensamos, pois, em encontrar um velhinho quase nonagenário, falando baixo e dizendo algumas frases sobre sua obra. Mas qual o que: ele apresentou “Mulheres, Mulheres” com vigor e convocou a todos a participarem do debate que aconteceria no final da noite, após a exibição de seu penúltimo filme, “Os 7 Desertores” (sim, ele fez dois longas ao mesmo tempo e por isto há outro ainda inédito). Pois não é que às 23h30, Vecchiali regressou ao CineSesc cheio de gás para o debate. Passava da meia-noite e ele respondia a tudo que perguntavam, com vigor de um homem de 50 anos. Nos fez rir muito ao contar que, nos anos 1970, num debate promovido por Laura Betti e Pasolini, “a discussão só terminou às sete da manhã do dia seguinte”.

+ LUCRECIA E OS
INDOS TABAJARA:
Estava curiosíssima para ver “Zama”, o quarto longa da argentina Lucrécia Martel. Afinal, depois de “O Pântano”, “A Menina Santa” e “A Mulher Sem Cabeça”, ela deixava o apaixonante universo feminino de seus primeiros filmes e trabalhava um protagonista masculino (o Zama do título, um espanhol que presta serviços à Coroa, interpretado pelo mexicano Daniel Giménez Cacho, de “Profundo Carmesi”, de Ripstein). E mais: Lucrécia estava há muitos anos sem nos mostrar um novo filme e, desta vez, o Brasil tinha parceria estreita com ela: além da co-produção de Vânia Catani, da Bananeira Filmes, nosso país tem presença marcante no que vemos e ouvimos na tela: Matheus Nachtergaele, Mariana Nunes e Nanego Lira integram o elenco. A trilha sonora — hipnotizante — traz os Indios Tabajara, dupla brasileira que encantou o mundo com sucessos como ‘Maria Helena’, “Marta’, ‘ Amapola’, etc. Quem lê o site de Luis Nassif sabe da devoção dele aos grandes violonistas. O Brasil se faz presente ainda com a diretora de arte (Renata Pinheiro) e a co-montadora Karem Harley. “Zama” uniu esforços de muitos produtores e produtoras: El Deseo, dos Irmãos Almodóvar, a Canana, de Gael Garcia Bernal (aguardem o thriller DESERTO)
e Diego Luna, o norte-americano Danny Glover, etc, etc. O filme, que começamos a ver como um épico, segue o caminho sensorial das obras anteriores de Lucrecia… Voltaremos a ele, que tem estreia confirmada para 25 de janeiro.

+ SIMPATICA FÁBULA GRINGA: PELÉ.

+ SITE CINEMA PARADISO: muitos artigos sobre cinema. Vários deles (sobre Festival do Rio 2017) de João Moris.

+ HOJE TEM “CALLADO”,
de Emilia Silveira, na Mostra SP

+ FILME DO BRICs
NA MOSTRA SP,
com debate: Este filme (“Em Que Tempos Vivemos?”, que une cineastas da China (Jia Zhang-Ke), do Brasil, Walter Salles, que estará no debate, da Rússia, Turquia e África do Sul), os países que integram o BRICs realizam sua primeira parceria em um longa-metragem. Hoje, primeira exibição, no Epaço Augusta, 21h15.

+ MOSTRA SP 2017:
Além da deliciosa
COMÉDIA BRECHTIANA
DE AKI KAURISMAKI
(“O Outro Lado da Esperança”),
destaco aqui mais um momento luminoso da
MOSTRA SP: “Visages, Villages”, de Vardá & JR.
“Rostos e Vilarejos” é um filme fascinante,
que só nos faz amar, cada vez mais, esta quase nonagenária cineasta francesa (nascida na Bélgica há 89 anos) e autora de uma obra-prima arrebatadora: “Os Catadores e a Catadora”. O novo filme — que recebeu o Prêmio Olho de Ouro, em Cannes (dado ao melhor documentário, por júri especial; ano passado, o premiado fôra o nosso CINEMA NOVO, de Eryk Rocha) — é uma joia rara. As partes em que Godard é evocado são fascinantes. Por falar em Godard, ele tem filme raríssimo na Mostra SP — “Ascenção e Queda de Uma Pequena Produtora de Cinema” — cujo protagonista, um produtor de cinema, chama-se JEAN ALMEREYDA (homenagem, claro, a Jean Vigô e a seu pai,
o anarquista-ativista espanhol Miguel Almereyda, ambos biografados por Paulo Emilio Salles Gomes). E mais: Godard (em interpretação deliciosa de Louis Garrel) está no centro da ficção
O FABULOSO, que estreia nesta quinta-feira. Trata-se de comédia que vê o franco-suíço pelo olhar de uma de suas mulheres, a atriz Anne Wiazemsky, que morreu semanas atrás. O filme, dirigido por Michel “O Artista” Hazanavicius, vai indignar os godardianos ortodoxos… Mas merece ser conferido…

+ “AUTO DO
REINO DO SOL”,

+ PERGUNTO:
TEXTO DE BRAULIO TAVARES
SOBRE O UNIVERSO SUASSÚNICO
conquistou o “Prêmio Bibi Ferreira” de
melhor musical brasileiro????
(Direção de Luiz Carlos Vasconcelos, montagem do grupo carioca Barca dos Sonhos… errei o nome do maravilhoso grupo?? Foi isto que aconteceu na noite de premiação??? Me esclareçam!!!!!!!!!!!!!!!

*******BRAULIO EXPLICA:
Rosário:
O “Suassuna (“Auto do Reino do Sol”) só poderá concorrer ao prêmio Bibi Ferreira no ano que vem, pois estreou em junho de 2017. A Barca dos Corações Partidos concorreu, sim, a vários prêmios, e ganhou alguns, mas foi com outro espetáculo: “Auê”, dirigido por Duda Maia, estreado no ano passado. bjs, Braulio

+ LIVRO DA ABRACCINE
SOBRE DOCUMENTARIOS
BRASILEIROS
Lançamento na MOSTRA SP, nesta quinta-feira,
dia 26 DE OUTUBRO, com debate. A partir das 19h00.

****MOSTRA SP

+ FÁBULA PELÉ (NA REVISTA DE CINEMA/Uol)

+ FEMININO PLURAL (LIVRO)

+ PREMIO CABIRIA (PARA ROTEIRISTAS)

+ CLASSICOS DO CINEMA NO VÃO LIVRE DO MASP – SEMANA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO AUDIOVISUAL (MOSTRA SP 2017) + NOVO LIVRO DE MILTON HATOUM