ÚLTIMOS DIAS EM HAVANA (QUASE 15 MIL INGRESSOS) + DOIS FILMES FRANCESES + CELSO AMORIM + DIVORCIO

*****”DIVORCIO”, UM FILME QUE INJETA
INTELIGÊNCIA EM NOSSAS INDIGENTES COMÉDIAS + MOSTRA VITTORIO STORARO NA OCA PAULISTANA + MARATONA GUZMÁN NO CINE BELAS ARTES (LIVRO DELE, NO CINESESC) +

****UM APELO: Peço (imploro!, risos)
a todos os leitores do Almanakito que assistam ao filme “Últimos Dias em Havana” (de Fernando Pérez, discípulo de Tomás Gutierrez Alea, Cuba). Primeiro, porque esta espécie de continuação de “Morango e Chocolate” (Titón & Tabio, 1995), vinte anos depois, é um ótimo filme. Segundo, porque tem dois atores notáveis (Patricio Wood e Jorge Martinez). Terceiro: para que ele ultrapasse a marca de 15 mil espectadores. Quando, no Fest Guadalajara, a distribuidora (e estudiosa do Cinema Latino-Americano), Ana Luiza Beraba, da Esfera Filmes, me perguntou quantos espectadores eu achava que este longa-metragem faria no Brasil, eu respondi: 15 mil. “Será”, perguntou ela. E ponderou: “Uma Escola em Havana”, protagonizado por uma criança encantadora e uma professora idem, não chegara a tanto. “Mas este vai chegar”, “garanti!!” (risos). Ana Luiza comprou o filme porque é grande admiradora de Fernando Pérez e porque tornou-se a mais corajosa distribuidora de filmes cubanos e latino-americanos em nosso mercado. Até domingo passado, o filme vendeu 13.636 ingressos. Faltam, portanto, mil e poucos para chegar lá!!!! (tá fácil!!!! risos). Para alegria dela, dos atores Patricio & Jorge e… minha.

******ROCK’N ROLL: POR TRÁS DA FAMA
Com a estreia, hoje, do filme do ator-cineasta Guillaume Cantet,
os espectadores poderão assistir — caso não tenham visto os dois filmes — e comparar
as duas primeiras metades mais deliciosas do cinema francês contemporâneo: a
do Sr. Cotillard e a de “Monsieur et Madame Adleman”, de Nicolas Bedos,
que segue em cartaz e se aproxima dos 100 mil espectadores. No filme de
Cantet, uma só sequência paga o ingresso: a de Marrion Cotillard treinando
sotaque franco-canadense para atuar em filme de Xavier Dolan…

****** FILMES IMPERDÍVEIS:
. O Fantasma da Sicília (Itália)
. Últimos Dias em Havana (Fernando Pérez, Cuba) (*)
. A Garota do Armário (Marc Fitoussi-França)
. M et Mme Adelman (França)
. Rock’n Roll: Por Trás da Fama (França)
. Na Praia à Noite Sozinha (Coreia do Sul)
. As Duas Irenes (Brasil)
. “Divórcio” (Brasil)
. Ainda não vi a continuação de “Blade Runner”

******CHURCHILL, UM FILME
sobre a Segunda Guerra Mundial, sem suásticas

********DIVÓRCIO –FILME DE PEDRO AMORIM,
CAÇULA (???) DO EX-MINISTRO CELSO AMORIM:
Só ontem, lendo a entrevista de Pedro Amorim (a Luiz Carlos Merten, no Estadão),
sobre seu quarto longa-metragem (“Carlão e Carlinhos”), em processo de filmagem, soube que, na verdade, o ex-ministro das Relações Exteriores e ex-presidente da Embrafilme, Celso Amorim (e, se depender de minha torcida, candidato ao Governo do Rio de Janeiro), tem três (e não dois) filhos cineastas: Vicente Amorim, João Amorim e Pedro Amorim. E Merten reavivou minha memória citando o nome do primeiro longa dele (“Mato Sem Cachorro”, que fez mais de um milhão de espectadores, e que me pareceu muito promissor). E que ele tem um segundo longa, “Superpai” (vi, mas achei olvidável). Gostei de “Divórcio” (este, até domingo passado, vendeu 350 mil ingressos (mas hoje, quinta, perdeu parte significativa de seu circuito). Celso Amorim, o pai, há que se lembrar, começou no cinema, trabalhando com Ruy Guerra. E tem seu nome nos créditos de alguns filmes. E mais: saiu da Embrafilme por causa do imbroglio militar em torno do filme “Prá Frente, Brasil”, de Roberto Farias.

******VAZANTE (LEITURAS) — Troquei ideias com alguns amigos sobre o que se passara em Brasília (debates exaltados na internet não me atraem). Li coluna de Sérgio Rodrigues (FSP – “Lacrou: gíria traduz admiração, mas não esconde traço autoritário”) e segui a recomendação que ele fizera: que léssemos o denso (e imenso) artigo de Antonio Engelke (na Piauí de setembro)….
******VENCEDORES DO FEST

BRASILIA 50 (REVISTA DE CINEMA)
Maria do Rosário Caetano

(…) — Além dos 4 trofeus Candango ao vencedor “Arabia”