**********FEST BRASILIA 50 — SELEÇÃO DE

TODOS OS BRASIS + LINO + BILHETERIAS

**FEST BRASILIA 50 + Hoje tem MARTIRIO, primeira parte, no Canal Brasil. 22h00. Apresentação de Amir Labaki **** Arrancada de LINO é boa: dados preliminares indicam 125 mil ingressos (com 347 telas, em horários majoritariamente vespertinos). ****A GENTE, de Aly Muritiba ****Mateus Aleluia, dos Tincoãs, e Banda Sinara no Rock in Rio ***REVISTA DE CINEMA/Uol.

*** FEST BRASILIA 50
SELEÇÃO DE TODOS OS BRASIS
De 15 a 24 de setembro
In: Revista de Cinema/Uol- 07-08-2017

COMPETIÇÃO CANDANGA SELECIONA

FILMES DE TODOS OS BRASIS

Maria do Rosário Caetano

Fortaleza (Ceará) – 07-08-2017 -Pela primeira vez em sua história de
53 anos , o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que realiza de 15 a 24
de setembro sua quinquagésima edição, aposta radicalmente na descentralização
cultural. Os nove longas selecionados para disputar o Trofeu Candango são oriundos de quatro das cinco regiões brasileiras.

O Sul se faz representar por “Construindo Pontes”, da paranaense
Heloisa Passos, e “Música para Quando as Luzes se Apagam”, do gaúcho
Ismael Canepele. O Nordeste marca presença ainda mais significativa, com
três titulos: “Café com Canela”, dos baianos Ary Rosa e Glenda Nicácio,
“Por Trás da Linha de Escudos”, do pernambucano Marcelo Pedroso, e
“O Nó do Diabo”, representante da Paraíba, dirigido por quarteto
formado por Ramon Porto Mota, Ian Abé, Jhesus Tribuzi e Gabriel Martins.
O Sudeste também tem três representantes: o mineiro “Arábia”, de Affonso
Uchoa e João Dumans, o carioca “Pendular”, de Júlia Murat, e o paulista
“Vazante”, de Daniela Thomas (produção de sara Silveira). O Distrito Federal,
berço do mais antigo festival do país, comparece com “Era Uma Vez Brasília”,
de Adirley Querirós, o único entre os nove concorrentes a ter conquistado o Trofeu Candango de melhor longa-metragem, três anos atrás, com “Branco Sai, Preto Fica”.
Além da aposta na descentralização cultural, o Fest Brasília abre, também,
amplo espaço para o cinema feminino. Heloísa Passos, Daniela Thomas, Júlia
Murat e Glenda Nicário chegam com seus filmes para mostrar que já vai longe
o tempo em todos todos os longas traziam assinaturas no masculino.
O ator Guilherme Reis, secretário de Cultura do DF e presidente do
Festival, que está no CineCeará, participando do I Seminário da Descentralização
da Produção Audiovisual nas Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, reafirma
sua alegria em ver o festival candango, em sua edição de número 50,
abarcando produções de nove estados e apostando na pluralidade.
“Os filmes escolhidos são variados em suas temáticas e dão ênfase a
questões identitárias, raciais e de gênero”. E “não deixam de refletir
sobre os dilemas éticos do Brasil de hoje”.
O secretário brasiliense, que participou em Fortaleza, na tarde desta
segunda-feira, 7 de agosto, de debate no Seminário da Descentralização, ao lado de representantes da Ancine e do ex-presidente da SPCine, Alfredo Manevy, verá
nascer a Conne (Conexão Audiovisual do Centro-Oeste, Norte e Nordeste). Este
organismo amplia o alcance da APCNN, que o então ministro Gilberto Gil
chamava de “apecenenen” e que representa os produtores do Norte, Nordeste
e Centro-Oeste. O novo organismo tem em Vladimir Carvalho, de 82 anos e imensa vitalidade, seu presidente de honra. Mais de 40 cineastas e produtores de estados como Ceará, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Su, Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Roraima, Tocantins, Sergipe, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás e Tocantins marcam presença no Seminário. Todos eles assinarão a ata de fundação da Conne.
O Festival de Brasília terá, em seu ano 50, quase metade de seus longas
selecionados (quatro em nove) oriundos do Nordeste e Centro-Oeste. Uma vitrine privilegiada do que se faz fora do Eixo Rio-São Paulo. Se a Conna incluísse o Sul,
o placar seria de seis (pois Paraná e Rio Grande do Sul se somariam às produções nordestinas e brasiliense) a três (SP, RJ e MG).
Para a mostra competitiva de curta-metragem foram selecionados 12
filmes, vindos também de nove estados: “As Melhores Noites de Veroni”, de
Ulisses Artur (Alagoas), “Mamata”, de Marcus Curvelo (Bahia), “Nada”, de
Gabriel Martins (MG), “Tentei”, de Laís Melo (Paraná), “Carneiro de Ouro”,
de Dácia Ibiapiana (DF), os pernambucanos “O Peixe”, de Jonatas Andrade, e
“Baunilha”, de Leo Tabosa, os paulistas “A Passagem”, de Juliana Rojas,
“Peripatético”, de Jessica Queiroz, e “Torre”, de Nádia Mangolim, e os cariocas
“Inocentes”, de Douglas Soares, e “Chico”, dos Irmãos Carvalho. A presença de
nomes femininos na direção também é notável.

LONGAS:
· CONSTRUINDO PONTES, de Heloisa Passos, PR
· ERA UMA VEZ BRASÍLIA, de Adirley Queirós, DF

· MÚSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM, Ismael Cannepele, RS

· O NÓ DO DIABO, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian
Abé, Jhesus Tribuzi , PB

· PENDULAR, de Julia Murat, RJ

· POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, de Marcelo Pedroso, PE

· VAZANTE, de Daniela Thomas, SP

CURTAS-METRAGENS:

· A PASSAGEM DO COMETA, Juliana Rojas, SP

· AS MELHORES NOITES DE VERONI, Ulisses Arthur, AL

· BAUNILHA, Leo Tabosa, PE

· CARNEIRO DE OURO, Dácia Ibiapina, DF

· CHICO, Irmãos Carvalho, RJ

· INOCENTES, Douglas Soares, RJ

· MAMATA, Marcus Curvelo , BA

· NADA, Gabriel Martins , MG

· O PEIXE, Jonathas de Andrade, PE

· PERIPATÉTICO, Jessica Queiroz, SP

· TENTEI, Laís Melo, PR

· TORRE, Nadia Mangolini, SP