FEST GRAMADO 2017 — OTTO GUERRA RECEBE O TROFEU EDUARDO ABELIN, HOMENAGEIA A CENTENÁRIA ANIMAÇÃO BRASILEIRA E PREGA O FIM DA “POLÍTICA DO ÓDIO, QUE “IMPEDE O BRASIL DE DESENVOLVER SUAS POTENCIALIDADES”.

FEST GRAMADO 2017 — EDIÇÃO 45 — O cineasta Otto Guerra recebeu, na noite deste sábado, 19 de agosto, o Troféu Eduardo Abelin por sua contribuição ao centenário cinema de animação brasileiro. O fez com muita irreverência e discurso humanista. No final da tarde, em entrevista coletiva à imprensa, Otto se definira como um anarquista chocado com os rumos tomados pelo país, fraturado por nociva e paralisante “política do ódio”. Contou que teme pelo futuro do audiovisual brasileiro e, principalmente, pelo fim da Ancine e das políticas públicas de apoio ao setor. “Quando comecei 33 anos atrás”– relembrou — “um longa de animação por ano era algo raro. Hoje temos 25 animações de longa duração em processo de realização e finalização e uma quantidade significativa de séries para a TV”. Sua produtora, a Otto Desenhos Animados, está finalizando algumas séries e um longa-metragem, CIDADE DOS PIRATAS, baseado em “Piratas do Tietê”, de Laerte. No palco do Palácio dos Festivais, Otto agradeceu ao Festival de Gramado, vitrine de estreia da maioria de seus curtas e longas-metragens (Rocky & Hudson, Wood & Stock e Até Que a Sbórnia nos Separe), aos parceiros de estrada (em especial a Maia, seu sócio, responsável pela entrega do Trofeu Eduardo Abelin), defendeu as políticas do audiovisual efetivadas pela Ancine na última década e pregou, mais uma vez, o fim da “política do ódio” que está impedindo o país de desenvolver suas potencialidades. Lembrou o Centenário da Animação Brasileira, as conquistas de nossos filmes animados no Festival de Anecy, nos Prêmios Platino e a indicação de “O Menino e o Mundo” ao Oscar. Ano que vem — finalizou — o Brasil será o país homenageado em Anecy, na França, a meca do cinema animado.

Enviado do Ipad de Rosário