O ATOR PAULO SILVINO E O CRITICO DE CINEMA CID NADER: DUAS PERDAS

+ A PERDA DE CID NADER + VIVA O CINEMA! + FEST GRAMADO 2017 COMEÇA AMANHÃ + SERGIO RODRIGUES (CHICO BUARQUE) + “CORPO ELÉTRICO” E O HOMEM QUE MATOU JOHN WAYNE ENTRE AS ESTREIAS BRASILEIRAS DE HOJE) + OSCAR DE FILME ESTRANGEIRO + BOLA DE NIEVE + BILHETERIAS BRASILEIRAS + RUY GUERRA + CINECEARÁ 2017 (REVISTA DE CINEMA)

*PAULO SILVINO (1939-2017)
O cinema brasileiro, a TV e a MPB
perderam um de seus atores-compositores
mais galhofeiros e hilários: Paulo Silvino. Eu só sabia das
aventuras dele na TV (Faça Humor Não Faça Guerra, Planeta
dos Homens) e no cinema (em comédias populares). Mas,
lendo dois livros de Tárik de Souza (Editora 34) — um sobre o
SAMBALANÇO, A BOSSA QUE DANÇA
e outro “MPBAMBAS — Histórias e Memórias da
Canção Brasileira” — descobri que ele foi parceiro (e grande amigo!)
de Orlandivo e um dos artífices do samba dançante.
Um carioca que veio ao mundo para se
divertir. *****Antônio Leão
registra — em seu dicionário
“Astros e Estrelas do
Cinema Brasileiro” — os filmes
em que Silvino aparece:
1958 – Sherlock de Araque
1958 – Minha Sogra é da Polícia
1969 – O Rei da Pilantragem
1971 – Cômicos e Mais Cômicos (documentário de arquivo de Jurandyr Noronha)
1973 – Com a Cama na Cabeça
1974 – Um Edifício Chamado 200
********2016 – Imperial (depoimento)
******** 2017-2018 — Deduzo que ele seja um dos entrevistados de “Sambalanço, a Bossa Que Dança”, de Fabiano Maciel , com roteiro de Tárik de Souza (em finalização).

+ VIVA O CINEMA!
(NA TERRA DOS LUMIÈRE)
Estreia hoje, no Itaú Frei Caneca (sessão às 19h30) um filme com proposta instigante e nome longo: “Viva o Cinema! Uma Experiência de Cinema na Escola” (de Paulo Pastorello, 85 minutos). Neste documentário, um grupo de crianças do quinto ano de escola paulistana é convidado, pela Cinemateca Francesa,
a experimentar encontro com as artes em um ateliê parisiense”. *** *******Faz semanas que desejo fazer um breve balanço das bilheterias da safra de filmes franceses que estreou em nosso circuito nos últimos dois meses, no embalo do Festival Varilux. Como não terei tempo, cito, na correria, os destaques da temporada, ou seja, os que conseguiram resultados dignos de registro (nada que se aproxime do blockbuster planetário “Intocáveis”, com Omar Sy & François Cluzet, que superou um milhão de espectadores, só no Brasil, poucos anos atrás). Alguns dados registrados pelo Boletim Filme B, importante (e raro) banco de dados sobre o mercado de cinema no Brasil. Registro: o black Omar Sy continua merecendo atenção de público brasileiro, já que o remake (Uma Família de Dois) da comédia dramática mexicana “Não Aceitamos Devoluções”, que ele estrela — em papel que foi de Eugenio Derbet — é a segunda classificada na safra do país europeu que mais investe em cinema):

****MAIS DE 50 MIL INGRESSOS
(todos seguem em cartaz):
. Paris Pode Esperar (EUA-França): 115.611
. Uma Família de Dois: 89.811 (com Omar Sy)
. M. e Mme Adelman: 60.077
. Perdidos em Paris: 51.578

*****ACIMA DE 20
MIL INGRESSOS:
.Tal Mãe, tal Filha: 22.137 (com Juliette Binoche)

****MAIS DE 10 MIL
INGRESSOS:
. O Reencontro: 18.362 (com Catherine Deneuve)
. . Tour de France: 13.325 (com Depardieu)
. A Vida de Uma Mulher: 11.318 (baseado em Maupassant)

+ FEST GRAMADO 2017
COMEÇA AMANHÃ, SEXTA-FEIRA,
com sessão hors concours de “João,
o Maestro”, de Mauro Lima.
E prossegue por dez dias, até 26, um sábado, quando
o Canal Brasil (150 na Net) transmitirá a festa de entrega dos
trofeus Kikito aos melhores longas e curtas-metragens brasileiros
e aos melhores filmes latino-americanos. Dos quase 200 festivais brasileiros, Gramado é o único que tem sua festa de premiação exibida ao vivo pela TV, direto do Palácio dos Festivais. Ano passado, a premiação promoveu show de luzes e cores único. Similar aos promovidos pela Egeda & Fipca na entrega dos Prêmio Platino aos melhores do cinema ibero-americano.

+ SERGIO RODRIGUES
(CHICO BUARQUE) + VERISSIMO + TOLEDO
De leitura mais que obrigatória, CIVILIZATÓRIA, a
leitura da coluna de Sérgio Rodrigues, hoje (17-08-17),
na Folha de S. Paulo. Título: “Chico e os nazistas. Idem
para a coluna de VERISSIMO, no Estadão. E a de José
Roberto TOLEDO, no mesmo Estadão.

*******A PERDA DE CID NADER

PERFIL DO CRITICO DE CINEMA
E MEMBRO DA ABRACCINE

CID NADER, crítico de cinema e sócio-fundador da Abraccine (Associação
Brasileira de Críticos de Cinema), faleceu, nesta quarta-feira, 16 de agosto de 2017,
em São Paulo. Ele nasceu na capital paulista, em 15 de julho de 1958, filho de
imigrantes libaneses. Costumava dizer que era um critico de cinema “tardio”,
pois gostava muito de cinema, mas passou a escrever sobre o assunto já depois de
“velho”. Foi um dos fundadores do site Cinequanon (que atualmente ele
alimentava e editava praticamente sozinho) e, até o que eu sei, o maior
especialista em curtas-metragens da imprensa brasileira. Foi curador dos
festivais de Bagé e Anápolis, júri de vários festivais, e era conhecido por
suas análises completíssimas e textos longuíssimos que dedicava aos
filmes que resenhava e criticava, principalmente curtas-metragens. Ele havia
decidido dedicar este 2017 a colocar em ordem seus vários escritos sobre temas
diversos (crônicas, contos, pensamentos, nada a ver com cinema), que
esperava editar sob a forma de livro. Por isso andava ausente dos festivais
este anvo. O amigo Celso Sabadin lembra que “Cid tinha profundo
respeito às ‘cabines’ de lançamentos cinematográficos, às quais fazia
questão de não comparecer, mesmo sendo convidado para todas,
pois sabia que não iria escrever sobre estes filmes”. E mais: “fazia longas
caminhadas pela cidade e pelos festivais de
cinema (não gostava de pegar as vans e preferia caminhar do hotel à
sala de exibição, por mais longe que fosse) e adorava cozinhar.
Principalmente cozinha libanesa”. Era torcedor apaixonado
pelo Corinthians.