BIOGRAFIA DE RUY GUERRA + CINEMA ARABE

+ EUGENIO DERBET (LATIN LOVER) + VERISSIMO E RAQUEL WELCH

+ LATIN LOVER + DUNQUERQUE + NA PROXIMA
TERÇA-FEIRA, 10 DE AGOSTO, LANÇAMENTO
DA BIOGRAFIA DE RUY GUERRA

+ MOSTRA DE CINEMA ÁRABE NO CINESESC & CONCERTO
NA SALA SÃO PAULO + DOCUMENTARIO DE MARCELO MACHADO (“Música pelos Poros”) VENCE FEST LATINO SP

+ HOJE, EM O GLOBO, COLUNA DE FLAVIA OLIVEIRA, DEDICADA À PROFESSORA DIVA GUIMARÃES, DO PARANÁ, A ESTRELA DE 77 ANOS QUE BRILHOU NA FLIP

+ CINECEARÁ COMEÇA NESTE SABADO, COM “UMA
MULHER FANTASTICA”, DE SEBASTIÁN “GLORIA” LÉLIO

+ LATIN LOVER: Vejo, hoje, nos jornais, que
“Como Se Tornar um Conquistador”, a comédia estadunidense-mexicana, protagonizada por EUGENIO DERBET, segue em cartaz em alguns horários, em algumas salas…..

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + DE “PEDRO MACHUCA”
A “PEDRO MAPUCHE” (FEST LATINO SP, NA REVISTA DE CINEMA) + JUAREZ GUIMARÃES (UFMG) AO SITE SUL21

***EM SÃO PAULO & RIO:
DOIS LANÇAMENTOS
DO LIVRO “RUY GUERRA –
PAIXÃO ESCANCARADA”
O livro, que traz as profundas pesquisas da professora da Unicamp, Vavy Pacheco Borges, sobre a trajetória do cineasta, compositor e ator Ruy Guerra, e acaba de sair pela Boitempo — edição maravilhosa, com capa de arrepiar, 468 páginas e riquíssimo material fotográfico — será lançado em São Paulo (dia oito de agosto, próxima terça-feira, na Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731, a partir das 18h30. A autora e Ruy Guerra estarão presentes. Treze dias depois (21 de agosto, a partir das 19h00, o livro será lançado na Livraria Travessa, no Leblon-Rio (Av. Afrânio de Melo Franco, 290). Na presença da autora e do cineasta. Vavy foi a Maputo, capital de Moçambique, onde Ruy nasceu, pesquisar sua história. Foi à Europa (Portugal e França), onde ele viveu, estudou e trabalhou. Pesquisou arquivos os mais diversos (inclusive da revista Positif), enfim, conumiu mais de cinco anos de trabalho, com o rigor de uma professora da Unicamp. E pesquisou muito, claro, no Brasil (país que Ruy adotou e onde nasceram suas filhas Janaína e Dandara). E também em Cuba e México.

+ LATIN LOVER:
“Como Se Tornar um Conquistador”, a comédia estadunidense (com ingredientes e alma mexicana), protagonizada por EUGENIO DERBET (hoje, o nome azteca em maior evidência no mercado dos EUA*), segue em alguns horários e em algumas salas (fez 15 mil espectadores em sua primeira semana). Lançado pela Paris Filmes, LATIN LOVER poderá fazer carreira significativa no DVD. Afinal, tem a bela Salma Hayek, tem Rob Lowe e a veterana Raquel Welch no elenco (hoje VERISSIMO, numa crônica da pesada, lembra Welch em filme com James Brown). O longa recebeu boas críticas em O Globo e na Folha. Passou batido no Estadão. (*) E tem pontos em comum com “Não Aceitamos Devoluções”, a poderosa comédia que fez de EUGENIO DERBET um astro (15 milhões de ingressos no México e 5 milhões nos EUA) e o levou para Los Angeles. Em DEVOLUÇÕES, ele era o protagonista e o diretor. Em LATIN LOVER ele é o protagonista e o PRODUTOR. Não sei como o filme se saiu no mercado mexicano, nem nos EUA. *** A comédia tem ótimos momentos: a cena da piscina e da graxa é hilária. Mais hilária ainda é a cena em que o latin lover (Eugenio Derbet, claro!) faz bico como homem-placa e despara-se com um concorrente BLACK. O homem-placa afro-americano é um ás na agitação da imensa placa-seta que carrega. Dança com ela como se fosse Michael Jackson dirigido por John Landis. O mexicano, irmão de Salma Hayek na trama, tenta imitá-lo…Ah, bom demais. O filme é falado (em 95%) em inglês, pois se passa inteiro nos EUA. Os 5% de diálogos em espanhol se dão entre o latino lover — que

tem 46 anos, mas mente que tem 30 e poucos — e a irmã (Salma, quarentona e
lindíssima). Derbet caminha já para os 56 anos. Welch, já perto dos 80, segue enxuta. Faz a vovó de uma menininha anglo-saxã, por quem o sobrinho atrapalhado de Derbet é apaixonado. Como em DEVOLUÇÕES,

o astro mexicano não abre mão do poder de sedução

de personagens infantes e namora o melodrama. A Paris lançou o filme com cópias dubladas e legendadas. Merece conferência. ****Ah, vale também ver Salma transformando
música “prá baixo” em salsa dançante.

***DUNQUERQUE:

Fiquei surpresa com o filme “Dunkirk”, de Nolan (por que será que o filme foi lançado com o nome original???). Para um diretor tão bem colocado no alto escalão do cinema-espetáculo, ele tomou atitudes das mais elogiáveis. Não apelou a um romance no cenário da guerra (entre um soldado e uma enfermeira, por ex.) para colocar um papel feminino em destaque, não escalou elenco milionário (Kenneth Brannagh e o ator de “Ventos da Liberdade” — como é o nome dele?? — do Ken Loach foram os que reconheci de saída), não promoveu um festival de efeitos especiais. Concentrou na potência do som a sua fúria. Sim, deixou os franceses (cuja elite ainda não havia escolhido os nazistas, por medo dos comunistas)

e belgas no limbo. Mas Nolan quis cantar o esforço de civis britânicos que buscaram os soldados encantoados nas areias de Dunquerque. E construiu um final poderoso. O filme teve arrancada apenas boa no Brasil. Uns 400 mil espectadores.

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