**CHILE EM ALTA (CINE CEARÁ &
FEST LATINO) — A CRIADA

**BIBLIOTECA DE PAIAIÁ, NO SERTÃO
BAIANO, PROMOVE II ENCONTRO DE LIVRIOS,
LEITURA E INCLUSÃO SOCIAL (de 3 A 5 DE AGOSTO PROXIMO)

*** VALOR ECONOMICO: DESTAQUES

**MARION COTTILARD
E UM SOTAQUE CANADENSE
PARA DOLAN, GUILLAUME CANTET,
NICOLAS BEDO & DORA TILIER — DUAS
OTIMAS COMEDIAS DRAMATICAS FRANCESAS

**CHILE EM ALTA (CINE
CEARÁ & FEST LATINO)
Por coincidência, o Fest Latino, que começa na próxima quarta-feira (dia 26) e o CineCeará, começo de agosto, programaram mostras de filmes chilenos. O Festival do Cinema Latino-Americano de São Paulo, que este ano chegará também a Campinas, criou o FOCO CHILE, com filmes contemporâneos.
E receberá significativa delegação de profissionais de cinema, incluindo o ator Alejandro GOIC, que atuou em dois filmes que — na minha opinião, estão entre os dez melhores produzidos pelo Chile, ao longo de sua história: A CRIADA (La Nana), de Sebastián Silva, e O CLUBE (El Club), de Pablo Larraín. Este venceu o CineCeará, há dois anos e motivou um dos melhores debates do Festival (graças à inteligência de GOIC, um ex-preso político, ator de muito talento e rara articulação). O filme de Larraín, que consegue criar densa e envolvente atmosfera ao abordar tema dos mais espinhosos — a pedofilia na Igreja Católica — foi lançado no Brasil pela Imovisión, de Bernardiní, aliás, grande difusor entre nós do cinema (e até dos vinhos) chilenos. Já A CRIADA também teve lançamento entre nós, mas bem modesto. Graças ao empenho pessoal da distribuidora Esfera, do Rio, mantida por defensora juramentada do cinema ibero-americano, Ana Luiz Beraba. Mas o filme de Sebastián Silva teve desempenho bem modesto. Nossos principais críticos não se interessaram por ele. Ao contrário da imprensa argentina. Estávamos (Zanin e eu) de férias em Buenos Aires, alguns anos atrás, quando o vimos num simpático complexo de cinemas de arte. E só o descobrimos (ao filme) porque jornais como La Nación, El Clarín e Pagina 12 dedicaram a LA NANA críticas substantativas. A do La Nación está guardada, ainda hoje, em uma de minhas gavetas. “A Criada” é protagonizado por uma atriz (Catalina Saavedra) que lembra duas grandes atrizes paraibanas, Luci Pereira (maravilhosa em “Narradores de Javé” e atualmente na novela das nove, na Globo)
e Marcélia Cartaxo (Urso de Prata em Berlim, com “A Hora da Estrela”). No CineCeará, serão exibidos 20 filmes (19 longas e um curta). Desta vez “A Criada” ficou de fora. Quem sabe em futura — e panorâmica Mostra do Cinema Chileno

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