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**CINEOP 2017 (ANO XII):

VASSOURINHA, O FILME + PITANGA NO CINE PRAÇA E EM CONCORRIDA CONVERSA + O FILME DA ECA-USP + AS DUAS ALICES NA CINEOP 2017 + NA REVISTA DE CINEMA: MATERIA SOBRE A NOITE DE ABERTURA DA XII CINEOP, NA QUAL BRILHOU O COLETIVO NEGRAS AUTORAS

****CINEOP 2017,

MATERIA PANORAMICA SORE A XII
MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO

http://revistadecinema.uol.com.br/2017/06/cineop-reflete-sobre-quem-conta-a-historia-no-cinema-brasileiro/

***NA REVISTA DE CINEMA:
NOITE DE ABERTURA DA XII CINEOP, NA QUAL BRILHOU O COLETIVO NEGRAS AUTORAS

http://revistadecinema.uol.com.br/2017/06/cineop-2017-–-noite-afro-amerindia-e-filme-sobre-alice-gonzaga-movimentam-abertura-da-mostra-de-ouro-preto/

“MARTIRIO”,
EMERGENCIAS
AMERINDIAS, NA
REVISTA DE CINEMA:

 

http://revistadecinema.uol.com.br/2017/06/cineop-–-martirio-transforma-se-em-poderosa-vitrine-do-projeto-video-nas-aldeias/

***AS DUAS ALICES NA CINEOP
2017 + NA REVISTA DE CINEMA:
MATERIAL SOBRE A NOITE
DE ABERTURA DA XII CINEOP, NA
QUAL BRILHOU O COLETIVO NEGRAS AUTORAS

****VASSOURINHAS, O FILME —
O cineasta Carlos Adriano participa da CineOP com dois filmes: “A Voz e o Vazio: A Vez de Vassourinha” (1999), sobre o “serelepe do samba”, que viveu apenas 19 anos, e o novíssimo “Festejo Muito Pessoal”, que tem Paulo Emilio Salles Gomes e o próprio cinema como focos. Ao apresentar “Vassourinha” ao público do centenário Cine Vila Rica, ao lado da montadora Cristina Amaral — ela também apresentaria outro de seus trabalhos (pois editou “Já Visto, Jamais Visto”, de Andrea Tonacci) — Adriano disse que Cristininha é “a única montadora que põe a mão no meu copião”. Com bom humor, ele matizava fala da montadora de filmes de Tonnacci, Carlão Reichenbach (fotógrafo de “Vassourinha”) e Edgard Navarro. Afinal, Cristininha dissera, antes, que Carlos Adriano é o verdadeiro montador de seus ensaios fílmico-documentais. O cineasta reafirmou que, em “Vassourinha” mantivera fértil diálogo com ela, importantíssima na duração e ritmo do filme (de apenas 15 minutos. E que 15 minutos!!!). Com poucas imagens do “serelepe do chapéu de palha”, menino prodígio, preto e contínuo, Adriano constrói um vertiginoso e envolvente ensaio. Nascido em São Paulo, o moleque era tão carismático, que até atuou em filme do pioneiro Vittorio Capellaro, “Fazendo Fitas” (1935). Depois, saiu fazendo shows com Isaurinha Garcia em circos, Brasil afora. Viveu breves
19 anos (de maio de 1923 a agosto de 1942), mas deixou seis discos (78 rotações) com alguns clássicos do samba de nossa era de ouro. E seu túmulo, magistralmente fotografado por Carlão Reichenbach e transformado em poesia fílmica (pela montagem de Cristinha & Adriano) nos emociona até mais não poder. Ao longo do filme, vemos o moleque com 10 ou 12 anos, portanto criança e pre-adolescente. Mas a foto que está na lápide já o mostra em seus momentos derradeiros, com 18 ou 19 anos e um buço que, quem sabe, mais tarde se transformaria em um bigode. Só então nossos neurônios estabelecem sintonia entre a poderosa voz do “serelepe do samba” e o universo imagético construído por Adriano. Conheço a maioria dos filmes do realizador paulista (documentários ensaístico-experimentais, todos eles) e repito: os dois melhores são estas “cinebiografias” anti-convencionais (e bota anticonvencional nisto!!!) dedicadas a Vassourinha e a Paulo Emilio. Justo as duas que estão na XII CineOP. Ambas obrigatórias.

****ANTONIO PITANGA — O ator baiano
está em Ouro Preto para mostrar “PITANGA”, sua encantadora cinebiografia dirigida por Beto Brant e Camila Pitanga. O filme foi exibido na noite de sábado, 24 de junho, no imenso Cine Praça, ao ar livre. Na manhã deste domingo, com moderação (alguém consegue “moderar” o falante Pitanga??) do crítico Marcelo Miranda, o ator de “Barravento, “Câncer” e “A Idade da Terra” lotou o hall do Centro de Convenções de Ouro Preto. Mais de uma centena de jovens o ouviram com alegria e o aplaudiram com entusiasmo.

** VEJAM
no blog Almanakito,
flash sobre documentário
(ESCOLA DE CINEMA, de Ângelo Ravazi) que
conta a história da criação da ECA-USP, tendo Paulo Emilio (sempre ele) como personagem central.

******AS DUAS ALICES NA CINEOP 2017
A cineasta Alice de Andrade encontra-se (ver foto no Blog Almanakito)
com a pesquisadora e herdeira da Cinédia, Alice Gonzaga. No restaurante
Chafariz, em Ouro Preto, onde se come a melhor e mais típica das comidas
mineiras. A filha de Joaquim Pedro mostra, na CineOP XII, seu novo filme,
VINTE ANOS. E a filha de Adhemar Gonzaga relembra — num filme de Betse de Paula, a história do estúdio Cinédia, que o empresário e
cineasta criou, em 1930: DESARQUIVANDO ALICE…

 

**MUSEU DOS ORATÓRIOS,
EM OURO PRETO, VISITA
DURANTE A CINEOP 2017

— NO MUSEU DOS ORATÓRIOS
(ANEXO DA IGREJA DO CARMO)

Num dos intervalos da maratona de debates e filmes que compõem a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, Zanin e eu encontramos tempo para ir conhecer — finalmente! — o
MUSEU DOS ORATÓRIOS, em OURO PRETO.
Já havia lido muitas reportagens sobre o Museu, criado com oratórios da coleção da Família Gutierrez, da qual faz parte Ângela Gutierrez, ex-secretária de Cultura de MG . O que Zanin e eu vimos ultrapassou em muito (positivamente) o que esperávamos. O espaço museográfico, que fica em Anexo da IGREJA DO CARMO ouro-pretana, é maravilhoso. Acervo variadíssimo, arrebatador. Uma aula sobre a religiosidade brasileira — e mineira em especial. Nasci no interior de MG (Coromandel, no Alto Paranaíba) e sei o que é crescer numa família católica até mais não poder. Hoje sou atéia. O que não me impede de me interessar por arte sacra. O Museu é muito bem organizado, espaçoso, bem iluminado, com ótimos textos explicativos. (Um pequeno senão: os mineiros cultivam muito a língua portuguesa, mas vi no Museu do Oratório dois usos inadequados de “onde”. Um dos textos explicativos, referia-se a expressão temporal e o ONDE (advérbio de lugar) não caberia ali de jeito nenhum. O certo seria QUANDO… Mas isto é detalhe, frente ao que realmente interessa: a presença de ORATORIOS dos mais diversos tipos
. Oratório de quarto de donzela (para que moças rezassem, decerto para arrumar um “bom casamento”)
. Oratórios de algibeira (que podiam ser carregados em bolsos do vestuário ou junto ao corpo do fiel)
. Oratório de acampamentos de muladeiros ou tropeiros (ou seja, aqueles frente aos quais pessoas, que usavam mulas ou comandavam tropas Brasil a dentro, faziam suas orações)
. Oratórios itinerantes (para viagens. Famílias muito religiosas os levavam em suas bagagens para rezar onde estivessem, em que cidade ou sítio fosse). Com formatos de mala ou baú (visão externa).
. Oratórios de Prática Religiosa Doméstica (estes, os que adornavam lares e serviam como ponto de orações coletivas ou individuais, dentro do recesso do lar)
. Oratórios Afro-Brasileiros – Devido ao sincretismo religioso (a Igreja tinha certa tolerância com tais artefatos), os oratórios de escravos traziam, de alguma forma, sua cosmogonia, ligada à natureza, acrescida de elementos de fetiche (moedas, terços, ex-votos, quadrinhos de santos, gravuras, contas de colares de Candomblé, flores, etc)
. Ermidas — Usuais em casas grandes e fazendas do Nordeste. As ermidas são pequenas capelas domésticas. Para serem consagradas, necessitavam de autorização da hierarquia eclesiástica, que agia de forma lenta e burocrática.
. Oratórios eruditos — Estes são os mais sofisticados, os que adornavam casas dos muito-ricos. São de refinamento estético espantoso.
. Oratórios conchas: são de grande originalidade. Feitos inteiros com conchas pequeninas (e outras maiores)
. Espaço para Santo Antônio: o santo casamenteiro (Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa) tem espaço próprio no Museu do Oratório. A Carula/Fernandinha Torres, de “Marvada Carne” (André Klotzel, 1985) ia adorar….
. Espaço Cênico do Batizado — Um imenso Oratório encontra-se na ambiência do batismo, com o religioso, o bebê, que recebe o sacramento, e os pais (ou padrinhos?).
**** Colocarei, no “facebook” dezenas de fotos dos vários tipos de Oratórios do Museu ouro-pretano. Quem visitar o espaço terá autorização para fazer quantas fotos quiser. Só não pode usar flash.

***ANTONIO LEÃO, FOTOS
NA INTERNET + POLA VARTUCK + FAMILIA CIVELLI + ALINOR AZEVEDO:

Cheguei na terça-feira (27 de junho) de Ouro Preto, onde acompanhei a XII edição da CineOP (Mostra de Cinema de Ouro Preto), festival dedicado à memória-preservação, educação, história e cinema. Além de ver (ou rever) dezenas de filmes, participei de muitos debates. Uma maratona diária de dar gosto. Mesmo assim, encontrei tempo para três atividades especiais: visitar o Museu dos Oratórios (com riquíssimo acervo de Ângela Gutierrez e família), assistir, na Casa da Ópera, a um concerto da Orquestra de Ouro Branco (hoje município independente, mas que já fez parte de Ouro Preto) e visitar a Casa da Família Melo Franco de Andrade (de Rodrigo, criador do IPHAN, Joaquim Pedro e Alice de Andrade, cineastas, etc), onde há um belo mural — “Marília de Dirceu” — de Guignard, entre outros trabalhos deste artista.

. PRESENÇA PRECÁRIA NA INTERNET

— A presença de informações (e fotos) sobre cinema brasileiro na internet é lastimável. Durante a CineOP, o dicionarista Antônio Leão — homenageado com o Trofeu Vila Rica, por sua solitária atividade como pesquisador (ele reuniu formidáveis informações em grossos volumes, editados, em maioria, com recursos próprios e/ou vaquinhas) — falou de seu desejo de construir uma espécie de IMDB do Cinema Brasileiro. Se conseguir apoio para tão importante projeto, só teremos que festejar. Mas sei que vai ser difícil. Quem lê o Almanakito sabe do “carnaval” que fiz em busca de imagens de ALINOR AZEVEDO, um dos criadores da Atlântida e um dos mais importantes roteiristas do cinema brasileiro até os Anos 1960. Procurei infinitas vezes, na internet, fotos dele, pois não conhecia seu rosto. Só que no espaço dedicado a ele aparecia um candidato a prefeito. Depois de uma infinidade de pedidos encaminhados por email, o crítico e pesquisador José Carlos Monteiro me mandou fotos de ALINOR, presentes em seu acervo pessoal. E me passou o contato de Vânia Alinor Azevedo Venâncio, filha do importante (e esquecido) “personagem”, que ajudou a construir a história do cinema brasileiro. Aí, foi uma festa. VÂNIA é generosa até mais não poder. Revirou caixas guardadas em sua casa e nas casas dos parentes, mandou digitalizar o que de melhor encontrou e me mandou tudo. Um material espantoso, maravilhoso.***Que deve ilustrar livro de Luis Alberto Rocha Melo, cineasta, pesquisador e professor (da UFJF-MG), sobre a trajetória de ALINOR AZEVEDO, em processo de edição (quem sabe o tenhamos na CineOP 2018!!!). Agora, durante a XII CineOP, escrevi um rápido flash sobre a Família Civelli (o produtor Mário e a cineasta Carla estão verbetados no livro de Máximo Barro sobre Italianos NATOS que ajudaram a construir o Cinema e o Teatro brasileiros). É que a CineOP exibiu cópia restaurada de “É Um Caso de Polícia!”, de Carla Civelli. Para apresentar a sessão, estava em Ouro Preto a produtora Patrícia Civelli, filha de Mário Civelli e da crítica de cinema do Estadão (nos anos 1970 e 80) Pola Vartuck. Fiz uma foto de Patrícia e fui para a internet procurar fotos de Mário, Carla e Pola. Achei uma boa foto de Carla Civelli. Na página de Mario havia uma infinidade de fotos disparatadas. Na pressa, vi foto antiga de um senhor magro, em pxb. Na correria, a “elegi” como imagem do Sr Civelli, criador da Multifilmes. De Pola Vartuck, que foi também roteirista, “atriz” em “A Casa das Tentações” (Biáfora, 1975) e autora da entrevista na qual Cacá Diegues falou pela primeira vez das “patrulhas ideológicas”, não encontrei nem perfil, nem biografia, nem FOTO. Fiz uma colagem amadora e mandei, por e-mail para alguns poucos amigos. Na hora, Antônio Leão me mandou uma mensagem: “Rô, acho que esta foto não é de Mário Civelli”. Refiz a colagem e, da família, deixei a metade: Carla & Patrícia. *** Um amigo (vou perguntar a ele se já posso dar a notícia!!!!), está escrevendo um livro fundamental sobre a história do Cinema Paulista. Espero que tal conteúdo — a história das muitas produtoras do estado (e de seus artífices) — ganhe uma bela e ilustrada edição. O que posso dizer é que os livros anteriores de meu amigo são muito bons… Até este livro chegar às livraria e o “projeto IMDB brasileiro” de Antônio Leão se tornar realidade, o que podemos fazer é lamentar a BARAFUNDA DA INTERNET. Para entender porque digitamos um nome — Alinor Azevedo ou Mario Civelli — e aparecem centenas de fotos as mais estapafúrdias, resolvei digitar meu nome civil (+ rô caetano) para ver o que aparecia. Quase caí prá trás. Fotos de livros que escrevi (ou organizei) e participações minhas em debates (no CineSesc, em Paracatu) ou programa (da TV Cultura) aparecem junto a retratos de deputados da Bancada BBB (Bala, Boi e Bíblia)!!!!. E por que? Porque sou homônima da combativa deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul. E todos mundo sabe que ela é frequentemente hostilizada por (como diz José Simão) BOÇALnaro. Então, na página de fotos onde apareço, a estrela é este parlamentar militarista e de ideias ultra-retrógradas. Não seria possível a internet (o Google?) criar páginas para cada pessoa, sem que ela fosse obrigada a estar em tão indesejáveis companhias (como a de parlamentares da Bancada BBB)??? *****Voltando ao Cinema Brasileiro, o Almanakito entra, hoje, em campanha pela nova investida (o “IMDB brasileiro”) do pesquisador ANTONIO LEÃO, agora no espaço digital. O que depender de mim, aqui estamos para divulgar a “vaquinha” (o que for) que ajude a viabilizar este projeto de URGENCIA brutal.

2. ESCOLAS DE CINEMA (UnB, USP E UFF

+ FILME DE ANGELO RAVAZI + FILME DE MARCELLO TASSARA)

Na mesma CineOP assisti a um longa documental

(ESCOLA DE CINEMA, 70 minutos), dirigido por

Ângelo Ravazi, sobre a história da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo). Com ótimos depoimentos de Jean-Claude Bernardet, Ismail Xavier, Carlos Augusto Calil, Maria Rita Galvão, Dora Mourão, Carlos Roberto Souza, André Kotzel e Alain Fresnot (professores e/ou ex-alunos) e muitas imagens de Paulo Emilio Salles Gomes (alma imantadora do documentário), o filme comemora os 50 anos da escola paulistana. Depois de vê-lo, numa maratona permeada pelo sobe-e-desce das ladeiras de Ouro Preto, deduzi, erroneamente, que a ECA-USP nascera em 1969. Minha amiga Malu Alves Ferreira, que entrou na ECA-USP na primeira turma (1967-1970) me alertou sobre meu erro. Primeiro, um aviso: entraram na ECA, pelo primeiro vestibular para o curso, 45 alunos. Destes, só dez se formaram em 1970: Marília Franco (a única mulher), Ismail Xavier, Djalma Limongi Batista, Walter Rogério, Aloysio Raulino, João Cândido Galvão, Eduardo Leone, Plácido Campos Jr, Roman Stulbach e Jan Koudela. A história exata é a seguinte: a ECA-USP nasceu, no papel, em 1966, portanto, um ano depois da derrocada do curso de Cinema da UnB (comandado por Paulo Emilio, Bernardet e Nelson Pereira dos Santos). Jean-Claude acrescenta informações valiosas (em “Escolas de Cinema”) sobre a trágica demissão em massa dos professores da UnB/1965, que “seria revertida”, pelos sonhos do físico e professor Roberto Salmeron, por “contundente protesto da Unesco-ONU”. Não foi isto que aconteceu. A UnB perdeu a nata de seu corpo docente. Paulo Emilio e Bernardet regressaram a SP. Nelson voltou para o Rio. Aí nasceu a ECA-USP, primeiro no papel (1966) e depois na realidade (1967, com a chegada dos primeiros 45 alunos). Ano que vem, outra das três mais antigas escolas de cinema (de ensino superior) do país, a da UFF (Universidade Federal Fluminense) fará 50 anos. A pioneira UnB faria seu curso de Cinema reviver, ainda anos 1960, mas no começo dos 70 viria nova, e terrível, reviravolta. O curso acabaria (outra vez) e alunos como Tizuka Yamasaki, Lael Rodrigues, Miguel Freire, Augusto Ribeiro Jr (entre outros) teriam que buscar novos rumos. Alguns foram estudar na UFF. O curso renasceria nos anos 1980/90. Será que UnB (atenção, José Eduardo Belmonte!) e UFF farão filmes como o de Ângelo Ravazi para relembrar suas histórias e debater o presente e vislumbrar o futuro???? E por falar no filme do Ângelo, fiquei com vontade de rever longa-metragem (110 minutos) que MARCELLO G. TASSARA realizou em 1988 — “O Brasil, Os Índios e, Finalmente, a USP” (que nome, dio mio!)

— e que conheci quando vim a SP (trabalhava no Jornal de Brasília/DF) cobrir Reunião Anual da (então poderosa) SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Nunca mais vi o longa documental de Tassara. Me lembro que, na primeira parte, havia sólidos depoimentos de grandes intelectuais que ajudaram a fundar a USP. A instituição, naquele momento, comemorava 50 anos e era anfitrã da SBPC. Na segunda parte, apareciam alunos digamos “muito alienados”, que pareciam não estar nem aí para a Escola, para o Brasil, etc. Ou será uma impressão errada que guardei, já que são passados quase 30 anos??? Ou foi este “recorte” (referente aos alunos) que jogou o filme no limbo???????

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