CINE FRANCÊS (VARILUX) + BRUXARIAS + BLIER + HERZOG + HOTEL
CAMBRIDGE + BILHETERIAS + OLHAR DE CINEMA (NA REVISTA DE CINEMA)

+ CINE FRANCÊS (VARILUX) + BRUXARIAS + MOSTRA BLIER + WERNER HERZOG + ERA O HOTEL CAMBRIDGE (LIVRO) + BILHETERIAS + OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA (NA REVISTA DE CINEMA)

+ ARTISTAS, DEBATES E BOM PUBLICO
NO FEST VARILUX DE CINEMA FRANCÊS
Sem a programação detalhada do Fest Varilux 2017, saí para os cinemas da região da Paulista, em clima de “loteria”. Passei, antes, pelo Cinearte, no Conjunto Nacional, para comer um delicioso sanduíche tipo margheritta, e
vi que o festival acontecia lá também. Peguei o folder com a programação, perguntei pelo catálogo (deve ficar pronto nesta quinta-feira) e fui comprar os ingressos sem saber nada dos três filmes que estavam programados para as primeiras sessões do dia: “Tour de France”, “Tal Mãe, Tal Filha” e “O Filho Uruguaio“. Os dois primeiros eram gratuitos e o terceiro com ingressos a R$20 e $10 reais, preço bem razoáveis, não???. Não poderia ficar para o quatro longa. Eu não sabia, mas os três filmes seriam (foram) seguidos de debates, pois todos tinham um, dois ou 3 integrantes da equipe a representá-los.
O filme que mais gostei foi o primeiro, com Gerard Depardieu e o rapper francês (de origem tunisiana) SADEK. Fizemos um bom debate com ele, o rapper, simpático e entusiasmado com as perguntas do público (muitas). O segundo filme, o que está na capa do folder — e do cartaz do Varilux — é “Tal Mãe, tal Filha”, uma comédia femino-feminista protagonizada por Juliette Binoche, louríssima, doidinha e adorável, e por Camille Cottin. Elas fazem mãe (Binoche, com 47 anos na trama) e filha (Cottin, com 30), grávidas ambas, o que gera o tema central do filme. Os homens (incluindo Lambert Wilson) são secundários. O filme é de Binoche e Camille. Que veio, ao lado da diretora Noémie Saglio, debater com o público. ****Depois resumirei o debate, em nota futura (para nossa alegria, nós, que nos orgulhamos de ser feministas: diretoras francesas não arrumam subterfúgio para dizer que o filme não é feminista e coisa e tal…. Se assumem como tal: elas e suas obras!! Bom demais!!!!). O terceiro filme — “O Filho Uruguaio” — realizado integralmente no Uruguai (Montevideo e, principalmente, Florida, uma pequena cidade platina), é um drama sobre maternidade, com cinco personagens importantes e centrais: uma mãe francesa (Isabel Le Carré, o cômico francês Ramzy Bédia, em papel dramático, a argentina Maria Dupláa e dois uruguaios, uma criança e uma abuela — depois encontro os nomes deles). Para debater o filme, os atores Maria Dupláa, Ramzy Bédia e o diretor Olivier Peyon (animadíssimo, falante e apaixonado pela Argentina e pelo Uruguai). Do Brasil eles seguirão para Florida, para sessão especial do filme. Olivier contou que os floridenses estão acompanhando o Varilux, pela internet, e mal vêem a hora de conferirem a première do filme. Três debates animados, com presença média de 70 a 100 pessoas. No final de cada sessão, o hall do Cinearte estava lotado e muita gente pedindo para fazer fotos com os artistas. Que atenderam a todos. Diretora e atriz de “Tal Mãe, Tal Filha” foram as mais assediadas.

+ MOSTRA BERTRAND BLIER,
NO CINE BELAS ARTES

+ ANIMAÇÃO ‘BRUXARIAS’
ESTREIA DIA 22 DE JUNHO
Filme, que concorre aos Prêmios Platino, na categoria “Animação”, é uma co-produção Espanha-Brasil (no caso, com Otto Desenhos Animados, do Rio Grande do Sul). Direção de I. Curiá.

+ MARATONA NO VARILUX
Começa hoje, em São Paulo e vai até dia 21 de junho, em 55 cidades de todas as regiões brasileiras. O festival cresce cada vez mais. Me lembro dele, poucos anos atrás, com patrocínio da Varilux (em algumas salas e cidades) e destaque para a Aliança Francesa. Agora, além da empresa de lentes e da Aliança, que está comemorando 130 anos com um belo anúncio composto com cartões postais brasileiros, há anúncios do Telecine, da Renault (filmado no niemárico e belíssimo MAC, em Niterói) da Air France, do açúcar Guarani (que diz que o engorda é ficar parado), de uma granola, do Adorocinema, etc. Um sucesso publicitário espantoso. Ah, e do VOD dedicado por inteiro ao cinema francês, com o seguinte endereço: www.meucinefrances.com

*******Sigo, agora, para o Olhar de Cinema, em Curitiba e, ao regressar, mergulho de novo na maratona francesa. Não vejo a hora de assistir a Vincent Lindon, ator que eu amo, encarnado em Rodin, e de conferir o novo filme (Na Vertical) do diretor de “O Estranho do Lago”. E claro, rever na tela grande “Duas Garotas Românticas”, com Dorleac & Deneuve lindas, coloridas e dançantes (como as vemos fechando a bela vinheta do Varilux 2017). Ah, claro, o filme de Nicole Garcia. No total, são 19 longas-metragens.

+ OLHAR DE CINEMA 2017

COMEÇA HOJE,
em Curitiba, no Paraná,
COM EXIBIÇÃO DE VIGOROSO DRAMA VENEZUELANO: “LA FAMILIA”, DE GUSTAVO RONDÓN & RETROSPECTIVA COM DEZ FILMES
DE MURNAU (quase íntegra do que restou da obra do artista alemão — 21 ou 23 títulos, em carreira que durou apenas onze anos– pois muitos de seus filmes desapareceram). O filme de Rondón filia-se à tradição
de “O Garoto”, “Ladrões de Bicicleta” (até homenageado num belo momento), Los Olvidados e tantos filmes sobre crianças e jovens “esquecidos”…..
+ VALE A PENA VER, NO ECOFALANTE,

O NOVO DOCUMENTARIO DE WERNER HERZOG:
“Eis os Delírios do Mundo Conectado” (achei o começo
penoso, mas depois o filme engrena e torna-se herzoguiano
até a medula) + NO BRASIL DE FATO: Filme pernambucano
recebe prêmio internacional

+ “ERA O HOTEL
CAMBRIDGE – ARQUITETURA,
CINEMA E EDUCAÇÃO”
+ LIVRO ORGANIZADO
POR CARLA CAFFÉ,
arquiteta, diretora de arte e professora da Escola das Cidades.
Lançamento das Edições SESC.
Com textos de Carla Caffé, Eliane Caffé, Raquel Rolnik, Lúcia Santaella, Jorge Lobos, Nabil Bonduki e fartas ilustrações sobre oficinas e processso de trabaho do filme “Era o Hotel Cambridge”, que EDUARDO ESCOREL definiu como “um marco” do cinema brasileiro contemporâneo.

+ Filme pernambucano recebe premio internacional (Brasildefato/Pernambuco). Nos EUA: no Subversive Cinema Society, em Los Angeles.

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