HOJE OUVI AMPLA REPORTAGEM NA RADIO CBN, REGISTRANDO
A OCUPAÇÃO, COMO SE FEZ NO MinC, quando este fora extinto pelo Governo Temer, da SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA. Artistas e produtores culturais estão se revezando. Bjs Rô
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A URGÊNCIA DA CULTURA EM SAO PAULO

Cara Maria, segue a Carta da Cultura da

cidade de São paulo, com nossa

urgentes reivindicações. Divulgue, por favor. A Comissão

À População da cidade de São Paulo
À População brasileira

OCUPAÇÃO DA SECRETARIA MUNICIPAL

DE CULTURA EXIGE A SAÍDA DE ANDRÉ STURM

O estopim para o movimento deflagrou-se nesta última segunda-feira (29) quando o secretário de cultura da gestão Dória ameaçou “quebrar a cara” do agente cultural Gustavo Soares, um dos integrantes do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo daZona Leste de São Paulo.

O grupo exige também o descongelamento dos recursos da pasta e a definição de uma comissão para acompanhar a implementação do Plano Municipal de Cultura.

Artistas, trabalhadores da cultura e representantes de diversos coletivos da cidade de São Paulo ocuparam na tarde
desta quarta-feira (31) o prédio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). Os manifestantes reuniram-se no centro da cidade parauma Audiência Cidadã da Cultura na Praça das Artes e de lá saíram em passeata até o prédio da Galeria Olido, sede da pasta.

Sob o slogan “FORA STRUM! UMA (IND)GESTÃO PARA A CULTURA”, o grupo exige a saída imediata do secretário de cultura da gestão Dória, o descongelamento dos recursos e a definição de uma comissão para acompanhar a implementação do Plano Municipal deCultura.

A justificativa para a organização desta ocupação envolve uma série de motivos:

– Sucateamento dos equipamentos culturais públicos;
– Desmonte da Virada Cultural;
– Cancelamentos de aulas e oficinas nas periferias;
– Perseguições e ofensas verbais à
trabalhadores da cultura;
– Apagamento de grafites;
– Falas de cunho discriminatório e atitudes racistas (tal como a expulsão do
agente cultural Aloysio Letra de uma reunião pública).

Entre as ações controversas constam ainda:

– Cortes nas oficinas culturais nos CEUS e outros equipamentos (Programas
Piá e Vocacional);
– Desmonte da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA);
– A diminuição de 30% dos recursos destinados aoPrograma VAI (política de incentivo à autonomia da juventude periférica) com a desclassificação arbitrária de 5 grupos
selecionados para o programa;
– A suspensão do Programa Aldeias (destinado ao fortalecimento de aldeias indígenas da cidade);
– Oscortes nos programas de fomento a grupos culturais (teatro, dança, circo, cultura digital e periferia);
– Os atrasos de pagamento e
abandono aos agentes comunitários de cultura; e
– A demissão em massa de funcionários da SMC.

Segundo os manifestantes e conforme noticiado pela mídia nos últimos dias, André Sturm tem-se mostrado impaciente,
autoritário e incapaz de dialogar com artistas e trabalhadores da cultura. O estopim para a ocupação deflagrou-se nesta última segunda-feira (29 de maio), quando André Sturm ameaçou “quebrar a cara” do agente cultural Gustavo Soares, um dos integrantesdo Movimento Cultural Ermelino Matarazzo da Zona Leste de São Paulo.

A saída imediata de André Sturm está baseada em uma série de denúncias e irregularidades cometidas na gestão do
secretário organizados em dossiê que circulou momentos antes da ocupação, tais como:

– Indícios de direcionamento ilegal em
licitação do Teatro Municipal;
– Irregularidades no novo edital de fomento à Dança;
– Ameaça de descumprimento da Lei de Fomentoà Cultura das Periferias; e
– Interferências no processo licitatório do carnaval de rua.

Um abaixo assinado elaborado pelo mandato
da Vereadora Sâmia Bonfim do PSOL já colheu até esta quarta-feira (31) mais de 6 mil assinaturas requisitando a demissão de
André Sturm.

Cerca de 40 viaturas e mais de 80 policiais ajudam a controlar a entrada e saída do prédio da SMC. É importante
destacar que desde o início a ocupação vem sendo pacífica. Os funcionários da SMC continuam a exercer de forma normal suas
atividades laborais e sem impedimento de acesso ao prédio.

Os manifestantes aguardam uma posição concreta da prefeitura com relação às suas exigências, e para tanto solicitaram a presença do prefeito João Dória ou um interlocutor que tenha capacidade de garantir o comprometimento da municipalidade com as demandas dos movimentos culturais.

Comissão de Comunicação
Ocupação da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
São Paulo, 30 de maio de 2017.

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