******LENDO, ONTEM (27-05-17), na Ilustrada, da Folha de S. Paulo, este ótimo texto de escritora e dramaturga (ver abaixo) sobre montagem teatral (NATURALEZA MORTA), deparei-me com esta maravilhosa — e deduzo — mais precisa tradução de LA TETA ASUSTADA, filme da peruana Claudia Llosa, que venceu Berlim: O LEITE DA AMARGURA. Salvo falha de memória, o filme foi lançado no Brasil como A TETA ASSUSTADA. Só agora, com este “o leite da amargura” pude entender melhor o que o título escolhido por Llosa significa. *** Quando NO INTENSO AGORA, de João Moreira Salles, passou no Fest É Tudo Verdade, muito se falou no diálogo do filme com LE FOND DE L’AR EST ROUGE, de Cris Marker. A tradução brasileira para o nome deste filme não faz sentido. O que significa, em bom português, a expressão O FUNDO DO AR É VERMELHO?? ( a ideia é algo como a atmosfera — O AR DO TEMPO — continua vermelha, não??). Alguém, com acuidade similar à que traduziu LA TETA ASUSTADA por O LEITE DA AMARGURA, bem que poderia arrumar, na língua lusitana, melhor expressão para traduzir o título escolhido por CRIS MARKER!!! JÁ basta o título que deram ao filme da Varda, OS CATADORES “E EU”. Em momento algum, a cineasta, de 89 anos, que Cannes acaba de premiar, usou o narcisístico EU (Les Glaneurs et la Glaneuse). A realizadora se coloca, educadamente, depois de seus “personagens” e se iguala a eles exercitando a função de catadora. Eles de cereais, restos urbanos, etc. Ela, de imagens e experiências de vida…

Enviado do Ipad de Rosário

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