NO INTENSO AGORA (JOÃO E ESCOREL) + NEI LOPES (DICIONARIO) + BIBLIOTECA DO PAIAIÁ (BAHIA)

+ BIBLIOTECA DO PAIAIÁ (BAHIA) + NO INTENSO AGORA (JOÃO & ESCOREL) + JEAN ROUCH + SERGIO MUNIZ + FESTIVAL É TUDO VERDADE EM FLASHES + GUARNIERI EM DOC + PAULO EMILIO (LIVRO E RESENHA)

+ BIBLIOTECA
DO PAIAIÁ (BAHIA)
III Encontro sobre Livro, Leitura e
Inclusão Social no Semiárido Baiano
Data: de 03 a 06 de agosto.

+ DICIONÁRIO DE
**********HISTORIA DA
AFRICA (Séculos VII a XVI)
DE NEI LOPES e
JOSÉ RIVAIR MACEDO
DIA 15 DE MAIO,
das 19h00 às 22h00
Na LIVRARIA BLOOKS — No
Espaço Itaú de Cinema, em
Botafogo, Rio de Janeiro

+ NO INTENSO AGORA
(JOÃO SALLES & ESCOREL)

+ SEMINARIO JEAN ROUCH
+ CONVERSA COM SERGIO MUNIZ

Que maravilha os encontros com Philippe Constantini, que veio da França (ex-aluno que trabalhou como a segunda câmara do mestre Rouch em seus últimos anos), com o brasileiro Mateus Araújo (USP) para relembrar a trajetória do antropólogo e cineasta, autor de “Eu, Um Negro”, “Jaguar” e “Crônicas de Um Verão” (este, com Edgard Morin). Os dois palestrantes levaram tão a sério sua missão, que necessitaríamos de pelo menos umas oito horas para fruirmos tudo que trouxeram: fotos, documentos, livros, trechos de filmes, reflexões. Mateus abordou vários aspectos da obra de Rouch e falou da relação dele com o Brasil, pois aqui esteve em muitas ocasiões. A primeira no Festival Internacional de Cinema do Rio, no ano do Quarto Centenário (1965). O registro da passagem de Rouch, Morin, entre outros, pelo Brasil, resultou em trecho de “Carnets Brésiliens”, de Pierre Kast , filme que Eryk Rocha evocou em seu belo “Cinema Novo”. Mateus exibiu a sequência: nela, o crítico Louis Marcorelle apresenta a jovem trupe cinemanovista aos franceses (Glauber, Joaquim Pedro, Saraceni, Leon, Cacá, Barretão, etc) e também Roberto Farias e Walter Hugo Khouri… Na hora, pensei tratar-se de trecho de curta que Jabor (na verdade, “Cinema Novo”, 1967, é de Joaquim Pedro de Andrade!!!) dedicou ao cinema brasileiro. Eduardo Escorel, que sabe de tudo, corrigiu minha confusão. (Por falar em confusão, quando Zanin me contou, dias atrás, que Jonnathan Demme tinha morrido, me confundi de novooo! e falei: Ih, o amigo do Afonso Beatto, que estudou na USP?!! – Não, aquele é Jim McBride….. Eu preciso descansar, senão pifo!!! risos). ****Mudei de assunto: depois do excelente encontro sobre Rouch, Aurélio Michiles entrevistou Sérgio Muniz. Encontro dos mais produtivos pois, aos 83 anos, Muniz esbanja memória prodigiosa e tem muito para contar. Lembrou os 50 anos do encontro de cineastas latino-americanos em Viña del Mar-Chile (de lá, JORIS IVENS veio ao Brasil, atendendo a convite de Thomaz Farkas & Muniz), falou de sua profunda amizade com Fernando Birri e da Escuela de Cine de San Antonio de los Baños-Cuba, relembrou alguns de seus filmes (dois deles, um sobre um líder messiânico, foram parar em suas mãos por acaso: Paulo Gil Soares não pôde, de última hora, assumir o trabalho, o mesmo ocorrera com Vlado Herzog, que fôra para a Europa, seus campanheiros cinematográficos). Sérgio falou, também, sobre AMIZADE, longa em vídeo, que ele realizou com amigos como Marilena Chauí, Othon Bastos, Bernardet, etc.

+ “GUARNIERI” — DOC (DIA 3, EM SÃO PAULO)

+ COLUNA DE VLADIMIR
SAFATLE + FERNANDA
TORRES: mabos na Folha,
recomendo a leitura

+ PAULO EMILIO (LIVRO)

+ VERMELHO RUSSO
NOS CINEMAS
Delicioso mix de comédia, documentário e autoficção, protagonizado por duas atrizes maravilhosas (Martha Nowill, que descobri ser neta de Dorina Nowill, aquela mulher que dedicou sua vida aos cegos, e Maria Manuela, a “Odete Lara” de Ana Maria Magalhães). Não entendi o mau humor de alguns críticos com o filme… Vi duas vezes e me diverti muito.

+ ESCOREL E
ERA O HOTEL CAMBRIDGE”,
DA MESMA DIRETORA DO
ÓTIMO NARRADORES DE JAVÉ:
Repito aqui o poderoso e sintético comentário do cineasta, montador, ensaísta e crítico de cinema Eduardo Escorel sobre o longa de Lili Caffé: “Um filme extraordinário – Fora do comum ou sem paralelo no cinema brasileiro atual, o filme de Eliane Caffé deve ser visto, debatido e reconhecido como um marco”. (Na Revista Piauí)

+ JOÃO SALLES & ESCOREL
NO INTENSO AGORA:
Acompanhei a trajetória do quinto (ou sexto) longa-metragem (para mim, “Notícias de Uma Guerra Particular”, parceria com Katia Lund, é um média-metragem que vale por muitos longas) de João Moreira Salles — “No Intenso Agora” — pelos jornais, quando o filme passou pelos festivais de Berlim e Cinéma du Réel (Paris). Li comentários entusiasmados. E ouvi (ou li) questionamentos também: 1. que ele escondia o suicídio da mãe (personagem fundamental na história, pois o documentário nasce de imagens que ela produziu em visita à China de Mao), 2. que o filme diz que todo ato revolucionário é inútil, pois acaba sempre derrotado (Sérgio Alpendre, na Folha — embora instigante artigo do escritor Dodô Azevedo, em O Globo — “1968 – O Ano Que Finalmente Terminou”, tenha leitura divergente),
3. que tratava-se de um olhar burguês sobre movimentos rebeldes, etc. Creio conhecer todos os filmes e séries em que João, de alguma forma, está nos créditos (Futebol, América, China, o Império do Centro, uma outra que reuniu vários diretores e para a qual João dirigiu “Santa Cruz” e “O Vale”)… E sou admiradora empenhada de “Notícias de Uma Guerra Particular” e de “Nelson Freire”. Não integro a confraria dos que amam “Entreatos” (prefiro mil vezes seu irmão gêmeo (ou bastardo?), “Peões”, de Eduardo Coutinho), nem o festejadíssimo “Santiago”. “Futebol” (parceria com Arthur Fontes) me encanta… E além de gostar muito de “China, o Império do Centro” (do qual João foi produtor, não????), guardo como dívida o prazer que foi conhecer, por esforço dos Irmãos Salles, o filme “Terra Amarela”, de Chen Kaige, fotografado por um iluminado Zhang Yimou. Depois de “China”, pude ver este belo filme na Rede Manchete, nos anos 1980 (ou comecinho dos 90??). Por serem filhos de banqueiro e ex-ministro de Estado, alguns colocam os irmãos Salles na conta de “filhinhos de papai” que fazem cinema. Acho esta visão muito redutora. Mas há duas questões que me incomodam em “Santiago”. Quando apresenta a casa dos Moreira Salles, onde Santigo foi mordomo, João não conta que o pai era banqueiro. Para mim, devia contar. Noutro momento, mais incômodo ainda, Santiago que falar de sua homossexualidade. E João não deixa. Um amigo me diz que “o filme não é sobre Santiago, mas sim sobre João e que João é uma alma discreta“. Não concordo. O filme é sobre Santiago e …João. E Santiago tinha direito de falar sua alma homoafetiva… Já em “No Intenso Agora”, não vejo a menor necessidade de dizer que a mãe de João suicidou-se. Isto não altera em nada esta poderosa reflexão sobre a imagem. Um filme construído em 100% com materiais de arquivo (arquivos domésticos, arquivos da Revolta de Maio em Paris, da Rebelião em Praga, da morte de Edson Luiz no Brasil, etc). Gente, o trabalho de Antônio Venâncio tem que ser sempre louvado!!! O novo filme de João, que contou com a poderosa contribuição do montador Eduardo Escorel (o mesmo de Terra em Transe e Cabra Marcado para Morrer) tem grande afinidade com “Imagens do Estado Novo”, o épico “de arquivo” de Escorel. Só que “No Intenso Agora” agrega imensa camada pessoal (a narração em primeira pessoa de João Moreira Salles e imagens feitas pela mãe + imagens domésticas). Escorel é mais — muito mais — sóbrio (suponho, pelo pouco que o conheço, que ele jamais revelará num filme dados de sua vida pessoal, só a profissional, e mesmo assim, com muitas reservas). Escorel nos revelou muito da história do Brasil no poderoso “Imagens do Estado Novo” (filme que merece lançamento nos cinemas, na TV e em DVD). João nos revela muito dos convulsivos anos 1960. E nos fascina em momentos poderosos: a filmagem do menininho guiado pela babá negra, que sabe a hora de sair do quadro, pois é mero “acessório”, as sequências em que mostra que mulheres e negros eram “acessórios” no Maio francês. No único — e comovente — momento em que uma mulher, uma operária — assume o centro do quadro, ela chora uma derrota. O filme de João diz que todo ato revolucionário vai fracassar????? Nos induz à inatividade, tão conveniente à burguesia???? Creio que não, pois o filme é ambíguo (e melancólico, isto sim) demais para resultar em leituras tão fechadas.

+ CARLOS ADRIANO + FESTIVAL
É TUDO VERDADE EM FLASHES + BILHETERIAS

*******DOE LIVROS À BIBLIOTECA
DO PAIAIÁ. SEGUE ENDEREÇO ABAIXO:

Biblioteca do Paiaiá
Endereço de entrega:
Rua Sete de Setembro, 57
A|C Bar do João de Abílio,
Nova Soure – Bahia
CEP 48.460-000

Obrigado
Geraldo (Alagoinhas)

Oi Rô,
Dia 16 de maio estou indo
para Paiaiá e fico até 16 de agosto. Vou organizar o
III Encontro sobre Livro, Leitura e
Inclusão Social no Semiárido Baiano
Data: de 03 a 06 de agosto.
Depois te mando a programação porque ainda não está completa, mas todos os dias vamos passar um filme
nacional na praça em frente da Biblioteca

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