+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + MARTHA & DORINA NOWILL EM
FILME DE LINA CHAMIE (NA TV) + MARTÍRIO (NA FOTO ABAIXO, DE
AZUL, O CINEASTA VINCENT CARELLI)

+ ERA O HOTEL CAMBRIDGE + VERMELHO RUSSO, DE CHARLY
BRAUN + TIRADENTES, DE MARCELO GOMES + DIA DO CHORO EM
HOMENAGEM A PIXINGUINHA

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + WALTER CARVALHO NA
TV E NO CINEMA (SEM DESCANSO) + DIA DO CHORO (PIXINGUINHA) + MARTHA & DORINA NOWILL

+ GRAMADO ANO 45 + OLHAR DE CINEMA 2017 + LIVRO “CINEMA DE FATO”, DE CARLOS ALBERTO MATTOS

+ CPC-UMES

PAULISTANO EXIBE “NOIR”
“A BORBOLETA NEGRA”, DO PERUANO LOMBARDI E LANÇA,

EM DVD, “ALEXANDRE

NEVSKY” (EISENSTEIN)
E “VÁ E VEJA” (ELEM KLIMOV)

+ “GUERRA DO FOGO”,

DE JEAN-JACQUES
ANNAUD, EM

RELANÇAMENTO EM DVD:
meu filho Jorge Artur, que faz doutorado em História, na UnB, gosta muito deste filme. Escreveu um texto para uma revista acadêmica, no qual analisou filmes que podem enriquecer aulas. Um deles foi o filme de Annaud*

+ AMIGOS: VOCÊS ESTÃO
ACOMPANHANDO A CRISE

NO INCAA ARGENTINO??? LUCRECIA MARTEL, CAMPANELLA E CREIO QUE A MAIORIA DO CINEMA ARGENTINO ESTÁ EM PÉ DE GUERRA COM O GOVERNO MACRI.

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS + DIA DO CHORO (PIXINGUINHA) + MARTHA & DORINA NOWILL

+ LEIAM E ASSINEM O
MANIFEST SUPRAPARTIDARIO
“PROJETO BRASIL NAÇÃO”
(íntegra no Blog de Bresser Perreira)

+ LEIAM NO SITE DA

UNISINOS,
GRANDE ENTREVISTA

DE MARCIO POCHMAN
SOBRE A PESQUISA DA

FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO
(e também reflexões de Ivana

Bentes sobre o assunto).

+ GRAMADO

ANO 45 — INSCRIÇÕES
COMEÇAM HOJE (18)

+ OLHAR DE CINEMA
– FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA (ANO 6)

+ AMANHÃ, NO RIO,
COMEÇA O FESTIVAL
INTERNACIONAL DE DOCUMENTARIOS É
TUDO VERDADE (COM

FILME SOBRE OS CARIOCAS
– Ver bela capa, hoje, em O Globo).

NA QUINTA,
COMEÇA EM SÃO PAULO,

COM FILME INTERNACIONAL

************AMIGOS,
amanhã, Dia do Índio,
assistam ao filme MARTIRIO.
Como diria o saudoso

Aramis Millarch,
um filme que além de

ousado projeto estético-ético,
é de inquestionável “utilidade pública”…..

+ BILHETERIAS
BRASILEIRAS
Fonte: Boletim Filme B
Editor: Paulo Sérgio Almeida
Data: 18-04-17
Assinatura: filmeb

ESTREIAS:
Martírio…………………………………………2.192
A Família Dionti……………………………..654

CONTINUAÇÕES:
Era o Hotel Cambridge…………………..22.021
Central, o o Filme (gaúcho)………………..9.654
A Glória e a Graça………………………………5.105
Todas as Manhãs do Mundo……………..2.233
PITANGA…………………………………………2.192
Jonas e o Circo Sem Lona…………………..1.952
Por Trás do Céu……………………………………929
Galeria F……………………………………………….490

**************BREVE COMENTARIO:
Era o Hotel Cambridge já passou dos 22 mil espectadores. MARTIRIO, que dura 2h40 (para mim, dura 90 minutos, pois entrei de cabeça no filme) teve boa arrancada:
2.192 espectadores em 4 dias!!!!!! Tomara que neste Dia do Indio, brasileiros-cidadãos prestigiem o filme…….. Destaquei, no Almanakito, as críticas de Pedro Butcher, Susana Schild (bonequinho aplaudindo de pé), Ernesto Barros e Zanin. Todas muito positivas. Só Inácio Araújo deu cotação reduzida ao filme. O texto dele é sereno, argumentado…mas eu discordo
(dele) em 100%. Inácio entende que o filme
“empilha ideias e se esquece da arte”.
Discordo. Meus argumentos estão registrados na
Revista de Cinema, ainda em 2016:
O Prêmio Almanaque deste mês de outubro de 2016, vai para o cineasta Vincent Carelli (criador do Projeto Vídeo nas Aldeias) por seus filmes, os épicos “Corumbiara” e “Martírio” (duas primeiras partes de trilogia que se complementará com “Adeus, Capitão”). Como volta seu olhar-câmara aos povos espoliados desde o “descobrimento” do Brasil, há quem o veja como “cineasta de tema”. Ou seja, como realizador de filmes que não se preocupam com sua manufatura-escritura (o juri do Festival de Brasília o viu por este prisma). E sim (e apenas), com suas mensagens e denúncias. Visão estreita. “Corumbiara” começa em 1985, numa gleba, em Rondônia, onde houve um massacre de índios. Carelli filmou aquele momento conflagrado. Mas o massacre caiu no esquecimento institucional. Dez anos depois, ele regressou ao local (com o indigenista Marcelo Santos). Com sua câmara, claro. E saiu em busca insana por um índio isolado. Aproveitando, claro, para mostrar que a matança dos povos originários seguia implacável. Sem maniqueismos, “Corumbiara” abre espaço, também, para a autocrítica das próprias estratégias indigenistas (ofício que ele, Carelli, também abraça). Com “Martírio”, o cineasta registra a tragédia cotidiana do povo Guarani-Kaiowá. Se os povos da grande Amazônia e da Amazônia Xinguana têm territórios para viver, o mesmo não se dá com os Guarani-Kaiowá. Estes sobrevivem em estado da Federação que é um dos epicentros do agronegócio (Mato Grosso do Sul). E precisam enfrentar a fúria diária de fazendeiros e parlamentares unidos sob a bandeira da UDR (União Democrática Ruralista). Ao longo de 2h40, Carelli passa ao largo dos “filmes de índios” idealizados, aqueles que mostram povos integrados à Natureza, caçando, banhando-se ou praticando rituais sagrados. O que vemos é uma espécie de “western” caboclo. Forças poderosas (governador, senadores, deputados, fazendeiros e empresas de segurança) unidas para exterminar os índios e ampliar seus agro-negócios (e eternos poderes). Nunca, em nenhum filme brasileiro, se viu o Parlamento (ou parte significativa dele) tão exposto quanto em “Martírio”. E mais: o filme dessacraliza o Marechal Cândido Rondon, mostra índios arregimentados pelo Governo Militar para ajudar em práticas de tortura, faz recuo histórico até a Guerra do Paraguai, mergulha no ciclo econômico da Erva-Mate para que conheçamos a origem de tão sanguinária luta pela posse da terra, mostra a resistência da língua guarani (ainda não exterminada) e a arrebatadora performance de Ailton Krenak (cobrindo seu rosto com tinta preta) em pleno processo Constituinte, em 1988. Carelli se coloca em cena como diretor e indigenista e — o que faz de “Martírio” um clássico de nascença — apresenta imagens feitas pelos próprios índios municiados (pelo Projeto Vídeo nas Aldeias) com pequenas câmaras. Ouvíamos, antes, os índios dizerem que pistoleiros e empresas de segurança de fazendeiros atiravam neles para arrancá-los de seus pequenos nacos de terras comunitárias. Mas nada víamos. Em “Martírio”, assistimos ao índios gritando-e-filmando sob o pipocar das armas a serviço da UDR. Um épico que coloca Carelli e o projeto Vídeo nas Aldeias na linha de frente do cinema documental brasileiro. ************ E acrescento, hoje:
Carelli contou, no filme, com dois diretores-assistentes (os jovens Ernesto de Carvalho e Tita). Formaram, juntos, um trio cheio de paixão e fúria, que encontrou na internet os espantosos depoimentos do Parlamento UDR e BBB (Boi, Bala, Bíblia). Em debate no Festival de Brasília, que tive o prazer de mediar, quisemos saber como ele conseguira tais depoimentos, como convencera tais políticos e fazendeiros (e etc) a dar declarações tão espantosas??????. Ele respondeu:

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