PREMIOS PLATINO + OS MELHORES DO MEXICO (1994)

+ COPOS-DE-LEITE, PAIXÃO DE DIEGO RIVERA
+ EDUARDO ESCOREL E ERA O HOTEL CAMBRIDGE
+ LIVRO BRITÂNICO + CINE “BRASILIANO” EM MILÃO

+ COMEÇA HOJE O FESTIVAL SESC MELHORES DO ANO, EDIÇÃO 43.
ATÉ O FINAL DO MÊS, NA SALA DA RUA AUGUSTA PAULISTANA,
COM FILMES, PREMIOS E DEBATES.

ALMANAQUE DE ABRIL
QUARTA-FEIRA (05-04-17)

+ PREMIO LATINO DIVULGA SUA PRE-SELEÇÂO

+ ESCOREL E “ERA O HOTEL CAMBRIDGE”

+ FILME DA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

+ LIVRO BRITÂNICO SOBRE CINEMA BRASILEIRO

+ BRENO SILVEIRA: UM FOTOGRAFO NO “LUZ E SOMBRA” (CANAL CURTA!), 23h00

+ ANIMAÇÃO BRASILEIRA EM DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DE MARTA MACHADO

***** COPOS-DE LEITE (ALCATRACES) — Fiz questão, no México, de trazer um postal que reproduzisse quadros de Rivera com mulheres e Copos-de-Leite. Qual não foi meu susto ao descobrir que copos-de-leite em espanhol (ou mexicanês) é “alcatrazes”. Para mim, alcatraces lembra Alcatraz, a famosa prisão norte-americana!! Eu sei que alcatraz é um pássaro… Mas nosso copo-de-leite é tão metafórico, tão lindo, tão poético, não???

*****Flashes sobre Prêmio Platino, Os Melhores Filmes do México, livro britânico sobre o cinema brasileiro, Festival “Brasiliano” em Milão, etc

*** ERA O HOTEL CAMBRIDGE:
Filme se aproxima dos

20 mil espectadores, uma
façanha para um drama

social dos mais ousados.
Transcrevo opinião sobre este filme — publicada na revista Piauí — do crítico, ensaísta (“Advinhadores de Água”), montador (de “Terra em Transe” e “Cabra Marcado para Morrer”), cineasta (“Lição de Amor”, “Ato de Violência” e vários docs, entre eles “Imagens do Estado Novo”, um dos “100 melhores documentários brasileiros”, segundo a Lista da Abraccine):
“Era o Hotel Cambridge – Um filmeextraordinário — Fora do comum ou sem paralelo no cinema brasileiro atual, o filme de Eliane Caffé deve ser visto, debatido e reconhecido como um marco”.

* PREMIOS PLATINO 2017
Leiam no Portal Terra, matéria sobre a primeira pré-seleção anual dos Prêmios Platino, que chega à sua quarta-edição. Este ano, o prêmio itinerante (primeira edição no Panamá, segunda em Marbella, na Andaluzia, terceira em Punta del Este, no Uruguai) será entregue em Madri, a capital espanhola. Em julho.
O Brasil tem entre seus semi-finalistas, “Aquarius” e “Boi Neon”….

****** FILME DA MANGUEIRA
Li a crítica de Ely Azeredo, em O Globo, sobre o filme “Mangueira em Verde e Rosa”, de Pedro Von Krüger. Ely foi elegante , como sempre, mas — na minha opinião — muito rigoroso com o filme. Sendo carioca, ele entende que o documentário não traz novidades sobre a tradicional escola de samba do Rio. Pois para mim trouxe muitas novidades e, ainda por cima, me deu três prazeres imensos: 1. o maior de todos foi ver trechos de “O Rei do Samba”, de Lulu de Barros, com imagens impagáveis de Geraldo Pereira, o grande sambista mineiro-carioca (irmão de um dono de muitos barracos no Morro da Mangueira). As imagens estão em perfeito estado de conservação e são de maravilhosas. 2. Conhecer um pouco de Hélio Turco, que eu só conhecia de ouvir falar ou ler o nome dele em parcerias de grandes sambas-enredo da Escola. O cara é figuraça, bem-humorado, gente muito boa. 3. Conhecer Tantinho, figura fundamental na história do filme, carismático, dono de bela voz e muito jogo de cintura (ex-laboratorista do Departamento fotográfico do saudoso JB – Jornal do Brarsil).
O filme tem dois eixos narrativos: a vida na favela (que Ely achou superficial, mas eu não achei. Gostei das imagens do dia-a-dia no morro, do banho com garrafas d’agua das crianças — quanta beleza!) E, em especial, da história do telefone de Dona Neuma, que ficava à disposição de todos na janela do barraco dela (como se fosse um orelhão). E as filhas de Dona Neuma (uma é xerox da mãe) cantando?!!!! Beleza pura!. O outro eixo, claro, é a música, no caso, os sambas-enredo mangueirenses, mix de “Folia de Reis, trazida pelos mineiros, pontos de umbanda e — me esqueci — calango???”. Esta parte rende mais (e nisto Ely tem razão) que a parte da vida comunitária. Para temperar a narrrativa, o cineasta e seus produtores buscaram material no poderoso INA (iná) francês, parceiro de Alice Andrade em seus dois longas documentais (ambos fruto de co-produção Brasil-Cuba-França). E no próprio cinema brasileiro: além das arrebatadoras imagens de Geraldo Pereira, há cenas de “Couro de Gato”, de Joaquim Pedro de Andrade (pai de Alice), de “Partido Alto”, de Leon Hirszman, de “Fala Mangueira” (Fred Confalonieri), etc, etc. As imagens históricas de Elizeth Cardoso e de outros shows gravados pela TV não estão à altura técnica dos cine-materiais citados. Mas o saldo do filme é dos mais positivos. Recomendo….

****FESTIVAL INTERNAZIONALE
DE CINEMA BRASILIANO —
CINEMA BRASILEIRO
(MILÃO-ITALIA): AGENDA BRASIL

Por Gian Luigi deRosa

Estão abertas as inscrições para
AGENDA BRASIL
– Festival Internazionale
del Cinema Brasiliano – Milão
Data: 27 de outubro a
5 de novembro de 2017.

Prazo das inscrições: até 30 de maio de 2017
Longas-metragens concluídos entre
janeiro de 2016 e maio de 2017
Prêmios: melhor filme
(júri convidado e júri popular)

Regulamento (em português):
http://vagaluna.it

** STARS AND STARDOM
IN BRAZILIAN CINEMA

STARS AND STARDOM IN BRAZILIAN CINEMA”,
livro sobre o cinema brasileiro, editado em Londres

POR JOÃO LUIZ VIEIRA
Convite para lançamento de
‘Stars and Stardom in Brazilian Cinema’

Oi Rô
Estou bem feliz com este livro britânico, que acaba de sair pela Editora Berghahn Books e cujo lançamento mundial aconteceu ontem (04-04-17), no Centro Cultural Correios, no Rio. O lançamento em Londres acontecerá em 5 de maio. Segue também, via digital, um sumário em português do conteúdo, que foi distribuído a quem foi aos Correios-Rio (aguardem). O livro é caro, para nossos padrões, pois está ainda em capa dura (hard cover) e a edição mais barata, em paperback ainda não tem data para sair. Mas agora já dispomos, creio, dele em e-book, bem mais acessível. Esta edição agora, em capa dura, custa 130 dólares. Mesmo com 50% de desconto, aos que preencheram formulários de encomenda direta à editora, continua caro, não é?. Mesmo para professores…para estudantes então… Teremos que aguardar a edição normal em paperback. (capa mole? a gente usa esta expressão?).
Como não tínhamos exemplares para vender na hora, fizemos uma apresentação do livro, seguida de coquetel.
Os dois outros organizadores do volume junto comigo, britânicos, apresentamos as linhas gerais da publicação e alguns dos autores marcaram presença (Ana Pessoa, Rafael de Luna, Luis Alberto Rocha Melo, Kátia Augusta Maciel, e outros, acho). Eles falaram um pouco sobre seus capítulos.

Rô observa: Li, ontem, um belo ensaio de TUNICO AMANCIO — que cita João Luiz, Sérgio Augusto e outros estudiosos da chanchada —- em bela análise de duas paródias: a brasileira “Nem Sansão Nem Dalila”, de Carlos Manga, e a mexicana, comandada (também a partir do “Sansão e Dalila”, de Cecil B. DeMille) por TIN TAN, o cômico mexicano que eu desconhecia, mas tinha até o beatle Ringo Star entre seus fãs. Bjs rô

* 100 MELHORES
FILMES MEXICANOS (1994):
A lista dos 100 Melhores Documentários Brasileiros, que a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) acaba de trazer a público (há menos de um mês) vem gerando elogios e críticas. O que é normal. Impossível agradar a todos. Com um colegiado de cem votantes espalhados por 15 estados brasileiros — (os maiores colegiados são de São Paulo e do Rio Grande do Sul) — a lista traz “a cara”, as reflexões (e as contradições) de seus “eleitores”. A lista dos “100 Melhores Filmes Brasileiros” — (com hegemonia da ficção) gerou livro editado pela Letramento, de MG (a mesma editora de “11 Supremos”, livro que foi tema de excelente coluna de Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico – 31-04-17) — também gerou muita polêmica.
A lista dos Documentários também vai virar livro. ****Poucos anos atrás, o BFI (Instituto Britânico de Filmes) lançou duas listas. Primeiro, uma ficcional. “Um Corpo que Cai” (Vertigo) desbancou CIDADÃO KANE, de Welles!! Pode??? “Encouraçado Potenkin”
e seu genial criador, Serguei Eisenstein, andam meio, digamos, “fora de moda”. Luis Buñuel, que André Bazin e a crítica mais reflexiva amavam, também caiu para segundo plano (como bem observou, perplexo, o crítico Paulo Paranaguá, editor internacional do Le Monde, em Paris). ******** Como todos sabem, acabo de chegar de apaixonante, embora rápida, viagem pelo México. E, graças a Luiz Zanin (nada como um marido que domina o mundo digital), pude dispor de uma lista de 100 Melhores Filmes Mexicanos de todos os tempos, elaborada em 1994, quando a revista que o promoveu, a SOMOS, chegou a seu número 100. ****Conheço, se tanto, metade (ou 60%) dos filmes selecionados. Nesta lista, feita há 23 anos (portanto sem El Calejón de los Milagros, Amores Perros, E Tu Mamán También, Labirinto do Fauno….) quatro nomes reinam soberanos: Fernando de Fuente, que tem 4 títulos selecionados, mas é dono do primeiro (Vamonos con Pancho Villa) e do terceiro lugar (El Compadre Mendoza). Buñuel arrasa, com sete títulos, incluindo o segundo lugar: Los Olvidados (mais Nazarin, em sexto, El (o Alucinado), em sétimo, O Anjo Exterminador, em décimo-sétimo.. Mais “Susana (Carne y Demonio)”, Ensayo de un Crímen, e A Ilusão Viaja de Bonde (Tranvía). Emílio “Indio” Fernandes é o campeão na lista: dez longas. Mas nenhum entre os dez primeiros. O melhor colocado é “Enamorada”, em décimo-segundo. Seus melodramas nativistas espalham-se com destaque lista a dentro. Há outros dois nomes bem valorizados: Roberto Gavaldón, com seis filmes (mas ausente dos dez mais: dele destaco o filme de gênero fantástico “Macário”, baseado em B. Traven), e Ismael Rodríguez (com 7, sendo o melhor colocado, “Los Hermanos del Hierro”, sem 15o.). ******Antes de seguir com breves comentários sobre a lista, registro algo formidável nela: a ousadia de colocar um filme protagonizado por Cantinflas, cômico ultra-popular nos anos 40, 50 e 60, entre os dez mais. Em décimo lugar aparece “Ahí Está el Detalle” (Juan Bustillo Oro, 1940). Louca para ver o filme, pedi a Zanin que arrumasse um jeito de acessá-lo. “Para que você quer ver este filme, com tantos títulos maravilhosos que trouxemos do México????” – respondi: é a única comédia de Cantinflas na lista da revista SOMOS, 100, e não está em nonagésimo, nem em centésimo lugar, mas sim em décimo. Dobrei-o. Assistimos ao filme, uma trama cheia de reviravoltas, muitoooosss diálogos (como falam!!), mas divertida demais!!!! Fiquei a sonhar com um remake protagonizado pelo maravilho ator Eugenio Derbet (diretor e protagonista do blockbuster azteca “No se Aceptan Devolucines). Ou quem sabe com Selton Mello? Ou Wagner Moura?? Ou Lázaro Ramos?? Ou Fábio Porchat? Para não prolongar esta nota ainda mais, resumo: Paul Leduc, cineasta de quem sou grande admiradora, tem dois títulos na lista: os notáveis “Reed, México Insurgente”, em 26o., e “Frida, Naturaleza Viva”, em 50o. Só uma mulher, se não falhei em minha apressada análise, aparece na lista: Maria Novaro, com “Danzón”, em 45o. Ah, em 68o. há um título que me fez rir, só ao lê-lo. Deve tratar-se um filme muito louco. Chama-se “Gángster Contra Charros”, de Juan Orol. Imagine gangsters à moda de Chicago enfrentando “charros” (vaqueiros) mexicanos. ***********Como se vê, a lista azteca é das mais ecléticas.
*********E ARRISCO, de forma improvisada,
minha lista de dez melelhores filmes mexicanos
(conheço pouco, como já disse). E não coloco todos
os filmes de Buñuel que amo, pois senão a hegemonia
dele seria brutal (o espanhol “Viridiana” é um
dos filmes da minha vida):
1. Los Olvidados, Buñuel
2. Frida, Naturaleza Viva, Leduc
3. O Anjo Exterminador, Buñuel
4. O Beco dos Milagres, Jorge Fons
5. Vamonos con Pancho Villa, Fuentes
6. Reed, México Insurgente, Leduc
7. Amores Perros, Iñarritu
8. El Labirinto del Fauno, Del Toro
9. E Tu Mamán Tambien, Cuarón
10. Danzón, de Maria Novaro

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